Espumantes não são a minha especialidade, mas, já que é Dezembro e há que se falar deles, mergulhei de cabeça no projeto e me meti a estudar. Peguei algumas de minhas anotações, degustei alguns novos rótulos, e lembrei de alguns dos papos com os amigos. Destes, me lembrei de um que me indagou sobre um determinado espumante chamado Lambrusco e, nesse momento, se fez a luz! Porquê não começar do inicio? Genial, apesar de óbvio, né? É, parece óbvio, mas realmente, quantos de nós sabemos o que, efetivamente, é uma Cava, um Sparkling wine, um Sekt, um Champagne, uma Asti, ou um Prosecco? Quantos de nós já ouvimos falar de um Crèmant, um Mousseaux ou um Franciacorta? E o Lambrusco?!
Bem, vamos lá, do inicio. Primeiramente o Lambrusco, só para tirar este assunto da frente, não é um Espumante e sim um vinho frisante produzido na Itália na região de Emilia-Romagna pelo método Charmat (vejam mais detalhes abaixo), de uvas Lambrusco. Não é espumante porque todo o espumante necessita de, obrigatoriamente, ultrapassar uma pressão de gás carbônico de três atmosferas, o que não ocorre com o Lambrusco que é elaborado entre uma a duas. É produzido tanto na versão branca, rosé e tinto, sendo um vinho para consumo rápido já que não suporta envelhecimento. O que mais se exporta para o Brasil é vinho de baixa qualidade, muitas vezes gasificado artificialmente, corte de diversas uvas, sem grandes pretensões e muitas vezes estocados na porta de entrada do estabelecimento tomando sol. Não dá para se esperar muito de um vinho assim. Os melhores são os DOC (Denominação de Origem Controlada) que também são um pouco mais caros, e é um vinho muito mais elaborado. O maior consumo no Brasil é do branco enquanto que na Itália é de, principalmente, tinto. Devido a sua forte acidez e presença de gás, é um vinho que acompanha bem refeições com bastante gordura, como a comida tradicional Mineira, ou uma boa feijoada. Não são grandes vinhos, mas podem ser alegres companhias para momentos descontraídos ou beira de piscina substituindo, com vantagens, a cerveja. A temperatura ideal para se tomar um Lambrusco é entre 6 a 8º.
Agora falemos dos Espumantes. Todos os outros anteriormente listados são espumantes, incluindo-se o Champagne que tem esse nome por ser produzido na região demarcada do mesmo nome, na França e é marca registrada. Todos os outros são variações de espumantes produzidos em outras regiões tanto na França, como em outros países como Itália, Brasil, Alemanha, EUA, África do Sul, Austrália, Argentina e Espanha. Por definição os vinhos espumantes naturais são fermentados de uva nos quais a presença do gás carbônico é superior a três atmosferas, normalmente de quatro a seis, e resultam exclusivamente da fermentação alcoólica. Ao ser fermentado, o açúcar é convertido em álcool e gás carbônico ficando retido na garrafa e dissolvido no vinho. Estes espumantes ganham vários nomes pelo mundo: Champagne, Mousseaux e Crémant (França), Cava (Espanha), Spumante e Prosecco (Itália), Sparkling Wine (EUA e outros paises de língua Inglesa), Espumantes (Brasil e Portugal) e Champaña (Argentina). Todos são espumantes, mas somente o Champagne, produzido na região de Champagne na França, pode ter essa denominação. Mais à frente, veremos as diferenças entre eles. Os métodos mais comuns de elaboração de espumantes são conhecidos como Champenoise, Charmat e Asti.
O método Champenoise, também chamado de “Método Clássico” ou “Método Tradicional”, obrigatório na região de Champagne, na França, e usado em diversas outras partes do mundo é o que, teoricamente, gera espumantes de maior complexidade e elegância com a obtenção de uma perlage fina e constante. Este processo teria sido inventado pelo monge Beneditino Don Perignon no século XVII e consiste em obter o gás carbônico numa segunda fermentação, ocorrida dentro da própria garrafa. É uma produção artesanal em várias etapas e, conseqüentemente, caro. Primeiro, é feita um assemblage (corte) de diversos vinhos tranquilos que serão a base do espumante. A segunda fase é a formação da espuma, quando o vinho base é colocado na garrafa e acrescido do licor de tiragem – leveduras e açúcar que provocarão a segunda fermentação, que dura cerca de três meses. Depois se dá o envelhecimento. Neste período, o líquido permanece sob as borras das leveduras, o que lhe dá cremosidade. O envelhecimento pode durar de meses a alguns anos.
Em seguida, a garrafa é submetida a remouage - operação lenta e manual de girar a garrafa, posicionada no pupitre (suportes de madeira furados, dispostos em forma de V invertido a 25º, nos quais são colocadas as garrafas), diariamente durante um período de 8 a 10 meses, em 1/8 de volta. Já desenvolveram equipamentos para executar este serviço de remouage, porém, as melhores casas produtoras ainda o fazem manualmente. É este processo que faz com que as borras da segunda fermentação se concentrem no gargalo, sem turvar o líquido. Em seguida, faz-se o dégorgement ou degola, fase em que o gargalo é congelado e a garrafa é aberta sob pressão para que as borras sejam retiradas. É neste momento que se acresce o licor de expedição – uma mistura de vinho envelhecido, destilado de uva (cognac) e açúcar – e a rolha definitiva. È este licor de expedição, e seu teor de açúcar, que vai determinar se nosso espumante será; Nature – até 3 gramas de açúcar por litro / Extra Brut – 3 a 6 gramas / Brut – 6 a 15 gramas / Seco – 17 a 35 gramas e Demi-Sec – 33 a 50 gramas e Doce, acima de 50grs. Por tudo isto, um bom champagne ou espumante produzido pelo método champenoise puro, não pode ser barato.
No método Charmat, nome que homenageia o engenheiro francês criador do processo, a segunda fermentação, que dá espuma ao vinho, ocorre em grandes recipientes de até 10 mil litros, chamados de autoclaves, fechadas. Desta forma, evita-se a remouage e o dégorgement processos que demandam mais tempo e encarecem o produto. O vinho é filtrado ao sair dos tanques para as garrafas. É uma simplificação do método clássico, mas usado com sabedoria, gera espumantes muito bons como o nosso Chandon Excellence, o melhor do Brasil na opinião de diversos críticos e deste vosso amigo aqui.
O método Asti é o usado para a produção de espumantes doces, na Itália. O nome vem de uma região demarcada (DOC) na Itália, onde é produzido com uva Moscato. Consiste de uma única fermentação em grandes recipientes, que é interrompida quando se atinge de 7% a 10% de álcool, deixando açúcares residuais da ordem de 80 gramas por litro (10 vezes mais que um espumante Brut). O resultado é aromático e pouco alcoólico, que pode funcionar em eventos como recepções e casamentos como aperitivo. Numa refeição, porém, é ideal para acompanhar sobremesas e não os pratos principais. O Brasil produz alguns excelentes espumantes de uva Moscatel, usando este processo. Ressalto dois em especial, o Marco Luigi, para mim o melhor moscatel nacional, e o Aurora que são leves, pouco doces e muito frescos. Uma grande pedida para o nosso verão e, ainda por cima, não são caros. Ótimos para terminar uma refeição, acompanhando a sobremesa, numa tarde quente de verão.
E os Proseccos, Spumantes, Cavas, Sekt, Crèmant, etc.? Bem, na verdade todos são espumantes com características diferentes. Vamos lá:
Os Champagnes são elaborados, sempre, pelo o método champenoise. Só são permitidas o uso das uvas: pinot noir, pinot meunier (tintas) e chardonnay (branca). Se for produzido apenas com uvas brancas, será chamado “Blanc de Blancs”. Quando produzidos somente de uvas tintas, menos comum, será chamado de “Blanc de Noir”.
O Prosecco é um espumante produzido na região de Vêneto, original e principalmente na Itália, usando o método Charmat. È elaborado com a uva Prosecco, daí o nome, podendo em algumas regiões sofrer o acréscimo de algumas outras cepas, porém, sempre em porcentuais baixos. Usando as mesmas uvas, existem hoje alguns outros paises produzindo Proseccos. Aqui no Brasil temos a Salton que faz um produto interessante a um preço convidativo. A versão mais seca é denominada como Brut, a Dry, estranhamente, é a mais doce e, a Extra-dry, um meio termo. Os Proseccos DOC são os melhores e temos vários belos exemplares disponíveis no mercado Brasileiro.
Os Spumanti Italianos, especialmente os originados na região de Franciacorta na Lombardia, são os grandes desafiadores da supremacia de Champagne e reconhecidos como ótimos, alguns excepcionais, espumantes. Os Asti spumante, são vinhos leves, adocicados produzidos pelo método Asti e basicamente elaborados com a uva Moscato.
Crémant ou Mousseaux , são espumantes produzidos na França mas fora da região de Champagne. Elaborados tanto pelo método Tradicional quanto pelo Charmat e com uma maior diversidade de cepas. Os melhores, de qualquer forma, normalmente utilizam Chardonnay na composição e são elaborados pelo método Tradicional. Existe de tudo no mercado então siga nossas dicas e boas compras. Normalmente, melhores os Cremant que os Mosseaux.
Espumante, é o termo genérico usado no Brasil, Portugal e outros paises de idioma Português para definir todos estes produtos elaboarados fora da região de Champagne. Os produzidos em Portugal, são elaborados pelo método tradicional mas com uma diversidade de uvas bastante grande sendo comum o uso de uvas autóctones. No Brasil, hoje um dos quatro melhores produtores do mundo, os espumantes são elaborados tanto pelo métodoTradicional como pelo método Charmat usando, quase que exclusivamente, as uvas de Champagne ou seja, a Chardonnay e a Pinot Noir. Temos grandes opções a preços convidativos e ótima qualidade.
As Cavas são espumantes produzidos na Espanha pelo método Tradicional, ou Champenoise, na região da Catalunha principalmente em Penedés. Nesta região se usam, quase que exclusivamente ,as uvas autóctones Maccabeo (também conhecida como Viura em outras regiões da Espanha), Parellada e Xarel-lo. Fora da região da Catalunha as Cavas somente podem ser elaboradas com a uva Viura. São uma ótima opção aos espumantes Franceses, não Champagnes, e Proseccos Italianos. Recomendamos algumas boas opções a preços convidativos, valem a pena
Sekt, são os espumantes alemães. Apesar de produtor de grandes vinhos brancos, os espumantes, a nível geral, não são grandes produtos pois usam vinhos importados de menor qualidade para fazer o assemblage. Existem poucas opções disponíveis no mercado Brasileiro.
Sparkling Wine, é a denominação genérica dada aos espumantes pelos paises de idioma Inglês. Iremos encontrar produção de Sparkling Wine nos E.U.A., Austrália, Nova Zelândia e África do Sul.
Dicas para servir e o que procurar:
1)Para não derramar o espumante ao servir, uma dica é servir primeiramente um fundo de aproximadamente um a dois centímetros para esfriar a taça e, após alguns segundos, completa-se a dose preenchendo dois terços do volume. Muito importante é a taça que você irá usar. Uma boa taça no formato tradicional “flute” fará enorme diferença no “perlage”, borbulhas que sobem como pérolas para o topo da taça, que lhe darão aquela sensação de agulhas na boca. Esta é a verdadeira magia do espumante. O bom espumante tem perlage em abundancia, preferencialmente composta de borbulhas (bolhas) pequenas e persistentes que, na boca, transferem sensações de ”agulhadas”.
2) A temperatura adequada, como em todos os vinhos, é essencial para se apreciar um espumante. Os mais leves e doces deverão ser servidos em torno de 5 a 6º e os espumantes mais evoluídos tipo Brut, a uma temperatura um pouco mais alta entre 8 a 10º.
3) Guarda. A não ser que sejam espumantes safrados de alta qualidade, o melhor é tomar logo, com até três anos de vida, porém quanto mais novo melhor. Se for comprar o Excellence de Chandon, compre a garrafa nova (caixa preta com dourado) que é a safra mais recente.
4) Busque: Perlage (conjunto de bolhas) finas, abundantes e constantes, uma boa mousse (espuma) que fique no topo da taça como que um colar.
5) Quer chacoalhar e estourar o espumante com aquele estampido espalhando esse néctar pelo chão? Tudo bem, vá em frente, é tudo festa mesmo! Agora, se for apreciar um bom espumante, você estará eliminando um monte de gás que fará falta ao vinho que você tomará em seguida. Nesse caso, solte o arame e apóie o gargalo na palma da mão. Segure o gargalo com os dedos e a rolha com o polegar. A seguir, gire a garrafa com a outra mão provocando uma leve pressão para baixo até que, gentilmente, a rolha se solte com um suspiro, Voilá!
Veja Indicações de espumantes provados, grandes oportunidades de Boas Compras e boas dicas de locais Onde Comprar em outras seções do blog. Tentei abranger o máximo de informação possível sobre espumantes, mas talvez tenha faltado algo. Se faltar algo, por favor acrescente, o espaço de comentários está ai para isso. Se tiver duvidas, não se acanhe em perguntar. Se eu não souber a resposta, corro atrás. Aguardo seu comentário e, Boas Festas!




adorei, tudode bom aprendi muitas coisas q gostaria de saber. parabens.
Tenho uma pergunta…
Eu esqueci no frizer e congelei uma garrafa de Lambrusco. Devo jogar fora?
Obrigado e parabéns pelo seu artigo.
Lucas, obrigado pela visita e por participar. A grande probabilidade é que o vinho tenha sido prejudicado, mas daí a jogar fora sem provar não! Minha sugestão é deixar descongelar na geladeira para que o choque térmico não seja tão grande, abra e prove. Se realmente não gostar, jogue fora. Agora, se não sentir grandes diferenças e lhe souber bem, apesar de que deve ter perdido boa parte do gás, jogue para dentro. Depois, compartilhe conosco a experiência.
Olá amigo, por favor esclareça mais detalhado o processo asti.Aproveitando, muito bom seus comentários.Sou professor de etiquêta e nos meus cursos um dos módulos é enologia, sou estudioso dessa arte .Fique com DEUS e um abraço.
Flynn, Grato pelo comentário. Dê uma olhadinha aqui, http://pt.wikipedia.org/wiki/Asti_spumante, não sei se ajuda, mas é algo.
Abraço
Oi,tenho uma dúvida,como se chama o vinho produzido com mais de uma qualidade de uva? Assemblage? E varietal tem o mesmo significado? Obrigado e um abraço dos gaúchos!
Oi Luciano e bem-vindo. Varietal, vem de variedade, ou seja, vinho elaborado com uma variedade ou, dependendo da regulamentação da origem, ao menos com 85% da uva mencionada no rótulo. Quanto ao Assemblage, Blend ou Corte, é quando duas ou mais uvas são usadas na elaboração do vinho. Existem pessoas e regiões, que também usam a classificação de Bi-varietal para definir um vinho em que duas uvas são usadas na elaboração do vinho. Espero que tenha ajudado. Salute
Já que existem lambruscos tintos e brancos e são feitos a partir das uvas lambruscos, quer dizer que existem uvas lambruscos tintas e brancas?
Oi Marcos, desculpe-me pelo atraso na resposta mas andei pesquisando e consultando os “universitários” que confirmaram minha primeira impressão. Não existem uvas Lambrusco Brancas. Na verdade, o que dá a cor ao vinho são as cascas. Desta forma, se quiser fazer um branco usando castas tintas, como neste caso, basta não deixar que haja contato do mosto com as cascas. Neste casos, costuma-se chamar estes vinhos de “blanc de noir”. O Lambrusco branco é isso, um vinho branco produzido com uvas Lambrusco, que são tintas. Espero que tenha eslarecido.
João, ouvi dizer que o Champanhe foi descoberto acidentalmente por Dom Perignon, que fazia vinhos tranquilos e, ao beber o Champanhe pela primeira vez, encantado com a perlage teria exclamado “estou bebendo estrelas!” Será uma lenda? Uma bonita lenda?
Abraços
Paulo
Prezado João, caso no ano que vem e decidimos por um simples brinde após a cerimônia com bolos, doces e champanhe/espumante. Qual (is) marca (s) sugere para que possamos oferecer um produto com qualidade e se possível de preço não muito elevado?
Grata,
Ellen.
Desculpe a ignorancia no assunto mas iremos fazer um jantar para 150 pessoas para comemorar o aniversário do meu pai de 80 anos. O que poderíamos servir? será serviço no final 1 massa com 2 tipos de molhos … Minha irmã chegou com o nome do espumante da vinicola Aurora Conde de foucault. É uma boa escolha?
Obrigada
Alexsandra
Oi Alexsandra, sugiro que você veja o post Espumantes e Casamento, comentários, onde já comentei sobre esse espumante e dou algumas outras dicas. De qualquer forma, acho o Conde de Foucault bastante agradável e um belo achado pelo preço. Só há que se tomar cuidado com a temperatura já que quando eles esquenta um pouco, aparece um amargor no final de boca que incomoda um pouco. Nada demais e depende muito de cada um, mas acho uma boa opção sim. Uma outra sugestão é disponibilizar um tinto leve para acompanhar essas massas, como o Fincas Privadas Tempranillo, para não gastar muito já que o preço é semelhante ao espumante. Espumante no inicio, no jantar o tinto para quem quiser e finaliza com espumante.
Ellen, não hesitaria nesse caso, iria de um Moscatel que combina perfeitamente com doces. O que mais gosto é o Marco Luigi Moscatel que custa em torno de R$23 a 25. eventualmente o da Aurora que é um pouco mais barato. Saindo desses espumantes mais doces, o Conde de Foucault acima, é uma boa pedida e custa por volta de R$15,00, mas por preferência pessoal, aind iría de Moscatel. Prove antes e decida.
Gostaria de saber se o Prosecco Dedicato Extra-dry D.O.C. é bom.
É uma boa opção para uma festa de aproximadamente 200 pessoas com buffet de massas sem outra bebida ?
Parabéns pela “Aula sobre Espumantes “! Diminuiu minha ignorância sobre o assunto!
Oi Ricardo, grato pela visita e pelo comentário. Cara, estou espantado com duas coisas. Primeiro a quantidade de gente que entrou no blog hoje buscando algo sobre este Prosecco e, a segunda, pelo fato de ninguém o conhecer. Já liguei para quatro lojas e ninguém nem sabe nem me dizer quem é a importadora! Você sabe? Me ajuda, que agora fiquei curioso e quero provar esse prosecco. Bem, já deu para ver que não te posso responder à pergunta, certo? Se tiver algo novo te aviso. A única duvida que tenho é que para acompanhar comida, teoricamente, o ideal seria algo menos adoçicado ( característica de alguns extra-dry) e, neste sentido um Brut talvez fosse melhor. Legal se vc pudesse fazer esse teste. Compre duas garrafas, uma Brut e outra Extra-dry e faça o teste com umas duas dessas massas (ou outra mas com o mesmo molho) que pretende servir e veja qual se sai melhor. Depois compartilha conosco o resultado, ok? Abraço
Joâo Felipe, obrigado por me responder prontamente. Vou tentar te dar um pouco mais de informação pra vê se você consegue me ajudar. Quanto ao importador do Dedicato eu não sei, mas posso saber. Te passo hoje à noite.
Quanto à festa, é o meu aniversário de 50 anos e de 25 anos de casado. O objetivo é celebrar e celebrar muito !!! E pra isso gostaria que as pessoas ficassem mais relaxadas, dançando bastante e sentando muito pouco. Por isso a idéia do prosecco acompanhando a tradicional cerveja e o whisky no cocktail . Como reforço ao cocktail a idéia são 2 tipos de massa e 2 saladas leves, self service. Uma opção, caso fique complicado escolher um espumante que sirva para acompanhar tanto o cocktail quanto a massa, seria trocar a massa por menu degustação de pratos variados, que parece estar na moda. Teria que renegociar com a casa de festa.
Sempre fui amante do vinho tinto e do whisky e não entendo nada de espumantes, mas sei que a turma adora, principalmente as mulheres.
Como você já viu não entendo nada de espumantes, proseccos e Cia. Portanto, gostaria que me sugerisse um espumante que pudesse cobrir toda a festa, inclusive a hora do bolo e dos doces. Caso seja impossível qual a sua sugestão ? Entrar também com um vinho tinto (pela quantidade de pessoas bom e barato)?
De antemão agradeço a atenção e parabenizo pela forma gentil e dedicada que você socorre “estranhos perdidos como eu”.
Complementando, o Dedicato é engarrafado e produzidopor CONTRI SPUMANTI SPA e o importador é Boisset Brasil Importação Ltda.
Valeu pelos dados do Dedicato, vou correr atrás e, se encontrar, provo e comento. Cinquenta cara, legal, eu já passei por lá faz três anos e começei mais cedo, comemorei 32 aninhos de parceria. Bem, mas vamos ao que te interessa. Olha, eu não entraria com vinho não, acho que ficaria dificil de administrar e mistura demais. Queremos o pessoalalegre, não de porre certo? Quanto ao espumante, eu sempre recomendo o Salton Reserva Oro e, opcionalmente, o Prosecco Corte Viola extra-dry. O Conde Foucault Brut, bem fresco, importante a temperatura, também é uma opção e é mais barato. Há outros mas são mais caros. Esses rótulos são bons, saborosos, fáceis de agradar e costumam estar entre R$20 a 24,00 a garrafa. Minha sugestão, compra uma garrafa de cada, mais o Dedicato para tirar duvidas e faz um pré-encontro com alguns poucos amigos para escolher o melhor no gosto de vocês. De resto mon ami, APROVEITA e PARABÉNS!
Valeu João !!! A idéia é essa mesmo, deixar o pessoal alegre mas não de porre. Se bem que de vez em quanto um porrezinho bem justificado não faz mal a ninguém (rs,rs,rs…).
Ok ! Vou seguir a sua sugestão. Segunda estou comprando uma garrafa de cada e, como pretexto, chamando alguns amigos meus para degustar e me ajudar a decidir. O difícil vai ser ficar só no espumante (rs,rs,rs…).
Mais uma vez muito obrigado !
Adorei. so nao descobri ainda a definiçao de BRUT.
Valeu pela visita Vanderson. Brut é uma designação do estilo do champagne baseado em seu nível de doçura, ou açucar residual, no champagne. Aí acima, no parágrafo sobre o Método Champenoise, dou os valores. A quantidade de gramas de açucar por litro define a denominação que o champagne terá.
tenho uma pergunta,estou fazendo um trabalho que tenho que elaborar um cardapio nele tem que esta incluso um tipo de vinho, e eu escolher um vinho, o chandon excellence brut reserve.a minha pergunta é em qual taça devo serve este vinho,espero que vc possa me ajudar tenho que entregar este trabalho na sexta dia 26/09/08,obrigado,..
Oi Neervon. Aqui do lado tem um link para o Guia de Taças da Riedel, que acho lhe deve ser interessante fuçar. De qualquer modo, seu Chandon Excellence deverá ser tomado em taças flute próprias para espumante.
Salute.
Bom Dia!!!
João Felipe, gostaria de saber se posso servir frizante no aniversário dos meus filhos ,sendo que o cardápio inclue massas recheadas .
Aguardo uma dica .
Obrigada
Elizabete
Oi Elizabete, essa complicou! Na verdade, poder você pode sempre, desde que seja algo que você goste. Se for com molho de tomate ou bolonhesa eu, pessoalmente, prefiro um vinho tinto jovem não muito potente. O frisante que você comentou, penso ser um Lambrusco branco e a meu ver, acho que poderia ficar melhor sendo servido como entrada do que acompanhando o prato. Todavia, quem manda é você,
Adorei as dicas!!! Achei seu blog por acaso, fazendouma pesquisa sobre espumantes, e devo confessar q procurava pelo lambrusco….rs
Gostaria de uma dica sua: vou fazer minha festa de casamento ano q vem, gostaria de comprar um bom espumante (boa relação custoxbenefício). A idéia é uma festa informal, talvez um prosseco? Vi q vc indicou o nacional da Salton, teria alguma outra opção nos importados?
Obrigadíssimo!!!
Oi Viviane, grato pela visita. Sugiro que você leia o post e comentários “Espumantes e Casamento” que você achará arquivado na Categoria Espumantes. Lá existe um monte de sugestões e e dicas. Se ainda tiver duvidas e puder lhe ajudar, coloque outro comentário que farei o que estiver ao meu alcançe. Aproveitando, nada contra o Lambrusco, se gostar e achar uma boa, vá em frente e aproveite.
Dependendo de onde vc mora, existem ótimas opções tanto nacionais como importados muito bons com preços camaradas. Defina o valor que quer gastar e pesquise. Um dos melhores custo x beneficio do mercado é o Salton Reserva Ouro Brut, mas existem diversos outros como o novo lançamento da Marco Luigi o Tributo Brut, o Conde Foucault, entre os mais baratos, enfim uma imensidão de rótulos. O importante é escolher bem e tomar aquilo que você mais goste.
bom dia,
posso servir um chandon brut na entrada de um jantar que será massas?
Não só pode como deve! Seus convidados agradecerão e ficarão imensamente felizes. Alguns espumantes acompanham ou não comida, mas todos são ótimos para abrir o apetite e preparar o palato para o que está por vir. Salute.
Caramba!!! Obrigado pela agilidade!!! Eu e meus convidaos agradecem!!! Grande abraço!!!
Fantástico!
Adorei as dicas e sugestões. Comecei há pouco apreciar vinhos e aqui aprendi muita coisa.
Parabéns pelo blog!
Uau, valeu Suellen! Grato pela visita e gentis palavras.
Salute.
Tenho algumas garrafas de prosecco na geladeira e ela descongelou por algumas horas esse prosecco foi comprado em janeiro de 2008.
Grato.
Dimas Negri
Tranquilo Dimas, a principio sem grandes problemas.
Olá João Filipe!
Li todos os seu comentários, excelentes por sinal! Me tirou muitas dúvidas! Estou me formando agora em Janeiro e estou experimentando vários Espumantes, para o dia do baile. Provei um Demi-sec e achei muito seco. Me dá uma dica de uns bem docinhos, suaves… de preferência da Chandon! Obrigada, desde já.
Oi Elizabete e grato pela visita. Da Chandon, não conheço bem a linha e, por outro lado, fiquei devendo avaliações de espumantes demi-sec. Falha que pretendo corrigir no ano que vem. Cada produtor tem um demi-sec próprio, ou seja; somente porque é brut ou demi-sec, não devemos partir para conclusões generalistas até porque as faixas de residual de açucar de cada um são razoavelmente amplas para gerar grandes diferenças. Como sugestão, tente encontrar e provar tanto o brut como o demi-sec do Conde de Foucault. Opcionalmente, um demi-sec docinho, dos poucos que provei, seria o Tributo de Marco Luigi próprio para este tipo de evento com um preço bastante bom. Opcionalmente, poderá tentar um Moscatel mas aí pode ser doce demais! Outra opção seria um Prosecco Corte Viola ou Villa Fabrizzia extra-dry, são leves e menos secos para serem servidos bem geladinhos como quase todos nesta faixa.
Espero que tenha conseguido agregar algo e ajudado um pouco na sua pesquisa. Abs e feliz Ano Novo!
Prezado João
Sempre pesquiso o seu site, pois encontro boas dicas, principalmente custo e benefício, e aprendi muito sobre espumantes nessa postagem de 2007. Um abraço, que em 2009 continue com os excelentes artigos e boas dicas.
Feliz Ano Novo
Boa noite… Que bom que te encontrei… Vou me casar em maio e gostaria de saber indicação para prosecco italiano e vinho tinto para ser servido no jantar ( 1 massa recheada com coulin de legumes, 1 carne com molho de vinho tinto com 1 acompanhamento gratinado de mandioquinha). Recebi uma indicação do Linda Donna Brut..O que você acha ? Adoraria receber sua opinião e sugestão..
Desde já agradeço.
Oi Isa bem-vinda. Esse prosecco Linda Donna Brut eu não conheço, mas vi que o preço anda na casa de R$20 a 21 e, nessa faixa, acho que o nosso Salton Reserva Brut Ouro é normalmente melhor. Veja o post e comentários “espumantes e casamento” onde existe um sem numero de dicas. Quanto ao vinho tinto, depende muito da disponibilidade financeira x numero e perfil dos convidados. Parto do principio que tem que ser um vinho descomplicado e fácil de agradar, porém de boa qualidade, e preço baixo. Sugiro dar uma lida no post “melhores de 2008 até R$30, mas desde já dou algumas dicas interessantes;
Até R$20,00; Fincas Privadas Tempranillo, Fuzion Tempranillo/Malbec e Alfredo Roca Malbec ou Pinot Noir, Graffigna Cabernet e Las Moras Malbec.
De R$20 a 30; fica mais dificil escolher, mas o Sucre Cabernet Sauvignon, Trivento Tribu Pinot Noir, Indomita Pinot Noir, Quinta de Cabriz, Angheben Barbera, Volpi Merlot e Monsaraz são todos ótimas escolhas e penso que todos harmonizarão bem com os pratos a serem servidos.
De resto, como sempre, minha principal sugestão é …..prove! Se estiver em São Paulo fale com alguns dos nossos principais parceiros que tenho a certeza a ajudarão da melhor maneira possível.
Abraço e felicidades, espero que tenha ajudado em algo.
Oi… Ajudou muito ! Vou seguir sua sugestão e depois te escrevo para contar como foi.
Muito obrigada.
Abraço.
ISA
estou com duvida sobre o licor de expedicao. O acucar colocado no espumante, é natural da uva ou da cana de acucar?
Oi Paula, me pegou! Sabia que o licor de expedição era uma mescla de vinho base com açucar, e só, mas fui atrás. De acordo com o livro O Segredo dos Vinhos de José Osvaldo Amarante, um dos papas do vinho no Brasil, o “licor de expedição é uma mistura de vinho ou aguardente vínica, com açucar de cana“.
Abs e também aprendi algo com a pergunta, legal!
gostaria de saber sobre a diferenca entre lambrusco e frisante? existe ou que é o que?
Olá Alexandre. A definição de Lambrusco é exatamente essa, um vinho frisante.
Salute.
OLÁ JOÃO FELIPE! ADOREI A MATÉRIA RETROMENCIONADA. EU CASO NO DIA 25 DE ABRIL E SERÁ UMA FESTA PARA 250 PESSOAS, SÓ AGORA DECIDI COLOCAR UM ESPUMANTE, POIS O BUFFET OFERECE WHISKEY(RED LABEL), CERVEJA E COQUETÉIS, MAS ESTOU EM DÚVIDA DE QUAL MARCA EU COLOCO. GOSTARIA QUE FOSSE UM COM PREÇO MAIS ACESSÍVEL, POIS MEUS GASTOS NESTA RETA FINAL ESTÃO EXORBITANTES… E PARA ESTE NUMERO DE CONVIDADOS QUANTAS GARRAFAS EM MÉDIA DEVEREI COMPRAR?
ATT. ANDRÉA
Oi Andréa, bem em cima da hora né? Algumas opções para vc encontrar e negociar são Tributo Brut de Marco Luigi, Salton Brut Reserva Ouro, Conde de Foucauld, Prosecco Corte Viola, entre outros – http://falandodevinhos.wordpress.com/2008/12/09/espumantes-que-tomei-e-recomendo-i/ – . Quanto à quantidade, costumo sugerir 1 garrafa para cada\três pessoas mais 10% só por seurança. Eventual sobra tenho a certeza que você e seu futuro marido certamente as consumirão com sabedoria.
Salute e felicidades.
Adorei o site!
Farei uma festa neste mês (junho) onde, além dos salgadinhos normais, haverá uma mesa de frios e queijos. Nós gostamos muito de lambrusco, pensei no Cavicchioli Dell Emilia branco e/ou tinto, achamos os espumantes muito fortes. Você acha que é recomendável? O preço também é interessante.
Na festa haverá cerveja.
Obrigada!
Oi Paula e grato pela visita. Olhe, pessoalmente não me encanto com lambruscos então não tenho sequer litragem bastante para lhe poder recomendar qualquer um. Agora, se gosta e sua galera também, se está dentro de seu orçamento, mande bala. Num queijo e vinho com bastante gente (festa) eu também não iria de espumante, mas sim de um vinho branco não frisante e/ou tinto leve não muito tânico e fácil de agradar, mas aí é uma questão de gosto de cada um. Salute.
Oi João! Obrigada pela resposta. Seguindo sua orientação, procurei por vinho branco suave, teria alguma recomendação? Eu poderia servir algum destes? Vinho Valdemiz Moscato Giallo, Mioranza Chardonnay Reserva, Cordignano Chardonnay, Casa Valduga Naturelle Branco Suave, Vinho Benjamin Nieto Senetiner Chardonnay.
Obrigada novamente!
Oi Paula, adoraria poder ajudar, mas não conheço nenhum desses rótulos. Pelo que já ouvi falar, minha sugestão é o Mioranza e o da casa Valduga. Escolha mais um e prove os três, preferencialmente com algum dos queijos que irá servir, e opte por aquele que mais lhe agradar.
Abs
olá, acho que virei fã do site…rs
Deixa me ver se entendi. Não sei se lembra-se, mas decidi servir um prosecco extra dry no meu casamento (trocamos msg recentemente). Posso classificar um extra dry (em nivel de doçura) como um vinho pouquissimo doce, entre um brut e um demi sec? Acha que esse prosecco agrada uma maioria de pessoas (independente de conhecerem vinhos, me parece que pessoas menos entendidas tendem a gostar mais de vinhos doces). Mas como sera servido tb durante o jantar, a escolha ao meu ver nao poderia ser muito diferente. Outra pergunta. Que vinho poderiamos servir durante a sobremesa? Que tenha uma qualidade boa, mas um preço excelente…rs? E como calculo a quantidade de vinhos servidos com a sobremesa?
Obrigada novamente
abraços
Oba! Sim, se pudesse ser traçado esse paralelo o extra-dry se posicionaria entre um e outro, porém alguns espumantes bruts que estejam na parte superior do limite de conteúdo de açucar residual, podem ser muito semelhantes. Como vinho de sobremesa num evento como casamento, eu escolheria um espumante Moscatel de bom equilibrio de acidez x doçura (nível de açucar residual), acho que tem tudo a ver e acho que uma ou duas taças por pessoa está de bom tamanho. Gosto especialmente do Marco Luigi, mas também tem o Cave Amadeu, Aurora, Terranova e Valduga entre outros. Opcionalmente um vinho de sobremesa mesmo, como um late harvest, mas aí o preço dificilmente baixa de R$30,00, ficando entre isso e uns R$40,00 e a garrafa costuma ser de 350 ou 500ml. Meia taça de vinhos de sobremesa, mais ou menos o conteúdo de um cálice, por pessoa acho que está ok. Nesse caso, os que mais gosto são; Concha y Toro, Sta. Julia Torrontés e o Santa Helena e estão nessa faixa ou perto disso. Dos nacionais que provei, nenhum que possa recomendar.
Olá João!!! Boa tarde.
Irei casar e gostaria de saber se Lambrusco Ducado D’oro é uma boa bebida para servir durante o coquetel, como entrada para o jantar.
Obrigada,
Renata.
Olá Renata, se você gostar de Lambrusco sim, a marca não conheço. Lambrusco (vinho branco frisante, na maioria das vezes levemente adocicado) em casamentos é uma mania brasileira e sei que muito se consome assim. Pessoalmente, acho o vinho, no máximo, uma boa companhia para beira de piscina e penso que um casamento merece algo melhor e mais festivo, mais a ver com a importância do momento, algo especial. Diversos espumantes que comento aqui no blog têm preço muito semelhantes a um bom Lambrusco, então preço não deve ser um impecilho. Um espumante tem, do meu ponto de vista, mais a ver, mas essa decisão tem que ser sua baseada em seu gosto e no conhecimento de sua galera.
Abs e felicidades
Olá de novo, João.
Quais espumante, e com preços equiparaveis ao Lambrusco, vc aconselharia para para um casamento?
Obrigada.
Oi Renata, creio que os Lambruscos melhores andam na faixa de R$15 a 20,00. Dependendo de onde você esteja e quantidade que deseje comprar, certamente haverão diversos espumantes nacionais nessa faixa como o Conde de Foucauld Brut, Marco Luigi Tributo Brut, Garibaldi Brut Chardonnay, Salton Brut, Terranova Demi-sec entre outros.