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nebbiolo1         A maioria de nós amantes e desbravadores de nossa imensa vinosfera, entre eles os confrades da confraria Saca Rolha, sabemos que o famoso Barolo é elaborado com esta saborosoa uva, porém o que muitos não sabem é que há muito mais Nebbiolo além do Barolo, pois esta reina no Piemonte! Desta feita os amigos se reuniram para provar um pouco do que se faz no Piemonte com esta uva porém com um enfoque maior nos Barolos e suas diversas gamas de qualidade e preço. Como sempre, nossa porta voz Raquel Santos compartilha com os amigos sua experiência e percepção dos vinhos tomados. Para preservar o caixa, somente 4 vinhos desta feita complementados por rótulos fora do tema.

 

Dizem que a primeira vez, a gente nunca esquece. Pois bem, lembro-me perfeitamente do meu 1º Barolo. Foi num jantar de família, lá nos anos 90, em que o vinho que seria servido, veio acompanhado de várias histórias que faziam dele algo especial. Entre elas, a famosa citação de Voltaire: “O vinho dos reis e o rei dos vinhos”. Outra coisa que chamou atenção, foi o fato de serem de longa guarda e nunca deveriam ser consumidos antes de pelo menos uns 10 ou 15 anos de descanso na adega. Depois desse dia, comecei a ler mais sobre as histórias que acompanham essa cultura enogastronômica e me apaixonei pelo assunto.

Os vinhos de Barolo, região delimitada (DOCG-Denominazione di Origini Controllata e Garantita), são feitos exclusivamente com a uva Nebbiolo, que leva esse nome por causa da névoa típica (nebbia) que cobre a região na época da sua colheita. Por ser uma espécie muito temperamental, com ciclo longo e maturação tardia, adaptou-se muito bem na região noroeste da Itália, aos pés dos Alpes. Pela proximidade da fronteira com a França, adquiriu algumas influências, como o próprio nome da região: Piemonte – Pied-du-mont (pé do monte), vindo de um dialeto piemontês, repleto de palavras gaulesas. Além disso, há relatos que a história da viniviticultura de Barolo se desenvolveu no início do sec.XIX com a contratação de um enólogo francês para melhorar as técnicas usuais, que produziam um vinho adocicado, comum na época. Ele então fez com que essa bebida se tornasse mais seca, ao estilo de Bordeaux. Passou a servido nas mesas da nobreza e caiu nas graças do rei Vittorio Emanuele II.
A partir daí, ganhou fama e continua até nos dias atuais competindo com os maiores do mundo, como os grandes Brunellos, na Itália e na França com os vinhos de Bordeaux e Borgonha. O estilo dos vinhos de Barolo, se caracterizam pela personalidade forte. Como dizem os italianos: “vini dei pensieri” (vinhos de pensamentos). São austeros, complexos, profundos e exigem a total atenção de quem os bebe. Apesar disso, não deixam de acompanhar muito bem uma refeição, característica sempre presente em qualquer vinho italiano.

Barolo landscape

Quando se fala da região delimitada de Barolo, deve-se levar em consideração, além da Nebbiolo que tem seu nome originado da palavra nebbia (névoa) muito comum na região, única casta autorizada, o clima, e também o solo. Trata-se de uma região montanhosa, com suas pequenas colinas, composta basicamente de “marga”, que é uma mistura de argila e calcário. Porém, existe uma diferença entre o lado leste e o lado oeste, que é bem significativa. No lado leste, chamado de Helvético, apresenta maiores quantidades de ferro e é mais avermelhado. Já o lado oeste, chamado de Tortoniano, aparecem mais manganês e magnésio com aparência mais clara. Isso faz grande diferença no resultado final dos vinhos. As parcelas plantadas no solo Helvético, onde localizam-se as comunas de Castiglione Falletto, Serralunga d’Alba e Monforte d’Alba, resultam em vinhos mais austeros, com boa acidez e taninos pronunciados. Pode-se dizer que é um estilo mais tradicional dos vinhos de Barolo. Já as plantações no solo Tortoniano, onde estão localizadas as comunas de La Morra e Barolo, resultam em vinhos mais aromáticos, com taninos mais dóceis, ao estilo mais moderno, que não exigem tanto tempo de guarda.

Aqui, aparece o mesmo conceito de “Crú”, da Borgonha. Isto é, usando as uvas plantadas numa única parcela, para elaborar um vinho, consegue-se a real expressão do terroir. No caso da Borgonha, usam exclusivamente a Pinot Noir e em Barolo, a Nebbiolo. É muito interessante perceber as semelhanças e as diferenças, entre essas gigantes produtoras de vinho, que embora utilizando a mesma filosofia, obtêm resultados tão peculiares! Quanta coisa a ser considerada quando nos deparamos com uma mera taça de vinho! E quando dentro da taça tem um Barolo, a coisa fica séria. No caso desse nosso encontro da confraria, onde ele foi o foco principal, começamos aos poucos, como se pisássemos em ovos.
Começamos como de costume com um espumante para preparar as papilas:

Cava NU Reserva Brut da Bodega Maset
Um Cava, da região da Catalunya, muito fresco, cítrico, com alguns toques florais e final seco na boca.

ROMIO Nero d’Avola Terre Siciliane 2012
Para entrarmos no clima italiano: um vinho leve, com boa acidez e muita fruta (groselhas). No final, aparecem notas defumadas, de tabaco e carvão. O solo vulcânico da Sicilia, se fez presente.

nebbiolo night

Piero Busso Barbaresco Mondino 2008.
Já em território piemontês, a Região de Barbaresco (DOCG) divide com Barolo o título de melhores vinhos produzidos exclusivamente com a Nebbiolo. Muito aromático, floral (violetas), herbáceo, terra úmida, mineral. Acidez, taninos e álcool bem equilibrados. Vinho agradável e gastronômico, que acompanhou muito bem um patê de lebre com tomilho, evidenciando ainda mais as ervas aromáticas.
Depois dessa introdução, já estávamos preparados para os convidados de honra, três Barolos:

O primeiro, do produtor Dezanni – Barolo 2007.
Um estilo mais tradicional ( Serralunga d’Alba ), já com seus 7 anos de amadurecimento, mostrou-se muito fresco, frutado (principalmente frutas negras como ameixa, amoras e cerejas maduras). Madeira bem incorporada aos aromas mais secos de especiarias, como aniz, cacau e tabaco. Taninos presentes e bem equilibrados com a acidez e ótimo corpo.

O segundo, do produtor Cascina Ballarin – Barolo Tre Ciabot 2005.
Estilo mais moderno ( La Morra ), que apesar dos seus 9 anos de maturação, evidenciou um primeiro ataque alcoólico, que pedia um tempo de aeração em decanter. Com o tempo na taça, o álcool se dissipou mostrando os aromas de madeira verde, florais e frutas. Taninos finíssimos e delicados, bem encorpado e acidez equilibrada.

O terceiro, do produtor Pio Cesare – Barolo 2007.
Trata-se de um grande produtor, que possui vários vinhedos espalhados pela região do Piemonte. Esse Barolo, por exemplo é feito com castas provenientes dos arredores de Serralunga d’Alba e de outras regiões. Pode-se dizer que tem um estilo mais moderno, porém evidenciando todas as características tradicionais de Barolo. Aromas muito sutis e delicados. Bom corpo que sustenta muito bem os taninos aveludados e a acidez agradável. Aos poucos, vai mostrando frutas vermelhas e frutas cristalizadas. Algo licoroso, como um bombom de chocolate recheado de licor e cerejas. As especiarias ( alcaçuz, anis ) e os florais ( rosas, violeta, jasmim ) , vão se alternando com notas de chocolate, cacau e um fundo terroso, criando um dinamismo e uma riqueza de sabores que convidam ao próximo gole sem cessar. Um vinho que é pura sedução e nos levou a pedir bis!

Desde aquele meu primeiro encontro com um Barolo há vinte anos atrás, até agora, aprendi muita coisa. Principalmente que os vinhos podem mexer com você, independente do conhecimento que se possa ter sobre eles, ou da qualidade e fama que podem trazer estampado no rótulo. É imprescindível considerar as situações que acompanham aquela taça que está a sua frente. Onde bebemos, com quem compartilhamos, se estamos felizes ou tristes, se faz frio ou calor…….enfim, as variáveis são muitas e com certeza irão interferir naquele momento.
Dizem que o enófilo é uma pessoa que busca reviver sensações, experiências passadas e perdidas no tempo através do vinho. Por isso, ele busca incessantemente em cada garrafa algo que simplesmente deseja reencontrar. Eu, particularmente acho que no fundo torcemos para que nada conhecido seja encontrado. O processo dessa procura é sempre muito mais rico e cativante. Que não nos faltem vinhos!

 

P.S.: A experiência com esses três Barolos que acabo de descrever, me fizeram lembrar de uma música do Chico Buarque, que conta a estória de um encontro de uma mulher (Teresinha), com três amores na sua vida. Lembram? Aquela que diz que o primeiro chegou como quem vem do florista, o segundo chegou como quem chega do bar e o terceiro chegou como quem chega do nada.

As Uvas Brancas de Portugal


Em Portugal as uvas brancas abundam de Norte a Sul e eventualmente você poderá até se deparar com uma Chardonnay, Sauvignon Blanc e Gewurztraminer aqui ou acolá, porém o país é berço de uma série de castas muito interessantes sendo o país que, por km², possui a maior seleção de uvas autóctones, são cerca de 250 diferentes variedades . Portugal tem a cultura dos vinhos de lote (corte, assemblage, blends, etc.) com duas ou mais uvas, porém nas uvas brancas a vinificação delas como monocastas, em estreme (varietais) são bastante comuns especialmente com as castas Encruzado, Alvarinho, Arinto, Loureiro e Antão Vaz. Hoje vou listar algumas das principais castas brancas locais e em que região encontrá-las. Entre nessa viagem e curta os bons vinhos brancos lusos, garanto que não faltará prazer!

Folha - albarino_alvarinho1Alvarinho – Região do Minho (vinhos verdes) em especial na sub região de Monção e Melgaço onde atinge seu apogeu! Existe em algumas outras poucas regiões onde um ou outro eventual rótulo poderá se sobressair, porém em nenhuma outra é tão exuberante. Vinho marcado pelo aromas florais (laranjeira, tílias) e sabores que nos remetem a frutos de boa acidez como a grape-fruit e laranja.

Folha - antao_vazAntão Vaz – a marca da Região do Alentejo onde é, por muitas vezes, elaborado em blend com a Arinto e a Chardonnay, porém é comum sua vinificação em monocasta. Normalmente dá vinhos de maior corpo com notas aromáticas que lembram acácia, e erva cidreira e na boca frutos amarelos como pêssego, manga e damasco com acidez moderada. Vinhos que se mostram melhor após dois ou três anos em garrafa.

Folha - Arinto-parraArinto – Muito presente no Minho e Douro, onde também é conhecida como Pedernã, é também encontrada em diversas outras regiões, porém com maior destaque na Região Lisboa, especialmente no DOC Bucelas onde aparece como monocasta, assim como no Alentejo onde aporta acidez nos lotes com Antão Vaz.

Folha - AvessoAvesso e Azal – uvas essencialmente usadas na elaboração de vinhos verdes na Região do Minho, mas que elaborados como monocasta resultam em vinhos bastante interessantes. A Azal é mais floral com sabores mais cítricos, enquanto a Avesso dá vinhos um pouco mais encorpados e harmoniosos.

Folha - BicalBical – é típica da região das Beiras, nomeadamente da zona da Bairrada e do Dão (onde se denomina “Borrado das Moscas”, devido às pequenas manchas castanhas que surgem nos bagos maduros). A par da casta Maria Gomes, a Bical é uma das mais importantes castas da região. Esta casta é de maturação precoce, por isso os seus bagos conservam bastante acidez. Os vinhos produzidos com esta casta são muito aromáticos, frescos e bem estruturados. Na Bairrada a casta Bical é muito utilizada na produção de espumante

folha - Cerceal-Br-folhaCerceal – Também grafada como Sercial, é cultivada em diferentes regiões vitícolas. De acordo com a região pode apresentar características ligeiramente diferentes. São conhecidas a Cercial do Douro e do Dão, a Cerceal da Bairrada e a Sercial da Madeira, também denominada de Esgana Cão no Douro. As principais características das variedades da Cercial são a elevada produção e boa acidez. Mais presente nas Beiras (Bairrada/Dão/Beira Interior) em lote com a Bical e Maria Gomes.

Folha - encruzadoEncruzado – a rainha dos brancos no Dão, produz vinhos exuberantes, complexos e únicos com boa longevidade. Os vinhos são de cor citrina, com bom teor alcoólico e com uma grande delicadeza, elegância e complexidade aromática, com notas vegetais, florais e minerais.São finos e elegantes no sabor, denotando um notável equilíbrio álcool/ácidos.

Folha - godello_gouveioGouveio – mais presente no Douro, aparece também no Dão. É tradicionalmente usado em blend com a Viosinho e outras uvas regionais, porém sendo ótima opção na elaboração de espumantes. Vinhos que apresentam um excelente equilíbrio entre acidez e álcool, caracterizando-se pela sua elevada graduação, boa estrutura e aromas intensos. Além disso, são vinhos elegantes com boa capacidade para uma boa evolução em garrafa.

Folha - fernao_piresMaria Gomes – conhecida por esse nome no centro e norte de Portugal, especialmente na região da Bairrada, é designada como Fernão Pires mais ao sul onde também tem papel preponderante nas regiões Tejo, Lisboa e Setúbal. Gera vinhos muito aromáticos (lichia, rosas, tilias) maior teor alcoólico, mas com uma certa falta de acidez o que a faz ser usada na maioria das vezes como complemento em blends de vinhos brancos.

Foto - loureira_loureiro1Loureiro – mais uma uva com forte presença essencialmente na região do Minho. Menos acídula que a Alvarinho, gera vinhos muito equilibrados de muito boa intensidade aromática onde predominam as notas cítricas e florais. Na boca mostra-se tradicionalmente muito harmoniosa com nuances de casca de laranja, nectarina e algo de maçã verde. Apesar de ser vinificado, mais recentemente, como monocasta é comum a vermos associada com a casta Trajadura, Arinto e Alvarinho nos vinhos de lote denominados Vinhos Verdes.

Folha - viosinho1Viosinho – casta típica da região do Douro, também Trás os Montes, onde é muito usada em vinhos de lote com Gouveio e Malvasia Fina entre outras. Produz vinhos bem estruturados, frescos e de aromas florais complexos. Normalmente são também alcoólicos e capazes de permanecer em garrafa durante largos anos.

           Outras uvas regionais menos importantes; Rabigato (Douro/Dão/Minho), Malvasia fina (Beiras e Douro), Siria ou Roupeiro (Alentejo e Tejo), Rabo de Ovelha e Perrum (Alentejo), Trajadura (Minho). Bem, por hoje falei só das castas brancas, mas em breve retorno ao tema com uvas tintas tradicionais portuguesas que são mais um monte! Salute, kanimambo e uma ótima semana para todos lembrando que se alguém quiser adicionar algo, fique á vontade.

Fontes de pesquisa: Infovini / Guia de Vinhos ProTeste / Comissões reguladoras vitivínicolas / Vine to Wine Circle.

Dicas da Semana


Sempre dicas de boas degustações porque degustar é preciso!

Dia 24 de Julho 1º Encontro dos Órfãos da Cozinha do Ney – Língua ao Vinho, Puré e Repolho RoxoRestaurante do Ney 25 anos
Para quem não mora ou morou na Granja Viana (Cotia – Região metropolitana de São Paulo) apresento a cozinha de autor do Ney que fez fama e foi marca registrada no pedaço por cerca de 25 anos. Diversos pratos foram marcantes e o o restaurante do Ney foi considerado pela população como uma das Dez Maravilhas da Granja Viana em enquete promovida por um jornal regional. Uma Granja antiga que aos poucos vai sumindo, a região está em pleno processo de mutação, porém ficam as lembranças que com um pouco de imaginação podem ser materializadas. Para não perdermos as referências, finalmente estamos confirmando o primeiro de, espero, diversos outros encontros com a cozinha do Ney e do próprio. O encontro se dará na Vino & Sapore na Granja Viana (clique no link para ver localização), num ambiente informal e aconchegante restrito a um pequeno grupo de 12 pessoas que se sentarão ao redor de uma só mesa. Curtindo o prato, as pessoas á sua volta e uma novidade, um teste de harmonização com vinhos o que será de praxe nesses encontros! O menu será fechado e servido da seguinte forma:

Recepção – Espumante e petiscos

Prato Principal – Língua ao Vinho, Puré e Repolho Roxo (prato difícil de encontrar) que será harmonizada com dois diferentes vinhos (100ml de cada) servidos simultaneamente para você provar só e acompanhado do prato. Qual o melhor; Aracuri Cabernet/Merlot de Campos de Cima no Rio Grande do Sul ou o chileno 5 Cepas da Casa Silva?!

Sobremesa – Tarte tartin a famosa torta de maçã do Ney devidamente harmonizada com uma taça (50ml) de um vinho de sobremesa alemão, Anselmann Gewurztraminer Spatlese, prazer garantido!

Água, café e estacionamento já inclusos no preço de R$100 por pessoa. Este primeiro encontro se dará dia 24 de Julho, a partir das 20 horas com o jantar sendo servido impreterivelmente às 20:30. Pagamento no ato da reserva e como são poucas e limitadas vagas, sugiro garantir logo seu lugar!Almost-sold-out Para quem não conheceu, eis uma chance para conhecer e, se tiver interesse, entre em meu facebook (João Clemente) e cadastre-se no grupo Orfãos da Cozinha do Ney para estar sempre atualizado com nossas atividades. ÚLTIMAS DUAS VAGAS EM ABERTO!

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Dia 31 de JulhoAfinal Quem Faz o Melhor Malbec do Mundo? França, Argentina ou Chile? Um desafio às cegas a partir das 20 horas que se realizará na Vino & Sapore onde provaremos dois rótulos de cada país e você vai julgar dando suas notas. Estou finalizando os rótulos, três na faixa de R$75 a 100 e três entre R$100 a 135,00, porém o preço já está definido, R$85,00 por pessoa que deverá pago no ato da reserva. Ao final, pizza para todos e um premio para quem acertar a origem dos seis rótulos provados. Em breve detalho os rótulos, porém recomendo garantir já sua reserva porque a demanda anda grande e temos tido que recusar pedidos.

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Em função dos eventos que promovo mensalmente serem normalmente restritos a poucas pessoas, entre 12 e 14, as vagas se esgotam rapidamente então sugiro a quem estiver interessado que garanta logo seu lugar e sua taça! Para efetuar sua reserva envie um e-mail para comercial@vinoesapore.com.br ou ligue para (11) 4612-6343/1433 para ver como efetivar sua reserva.

Dia 26 de Julho – A terceira edição do Encontro de Vinhos chega a Campinas com mais de 25 expositores e muitas novidades
encontro de Vinhos Campinas 2014          Conhecido evento de vinhos do país no conceito Road Show, o Encontro de Vinhos receberá os apaixonados pela bebida com uma equipe com mais de 25 expositores, dentre eles: produtores nacionais e internacionais, importadoras, escola de formação para enófilos e sommeliers, agência de enoturismo e fabricante de malas para transporte das garrafas será realizado no elegante Casarão Campinas a partir das 14 horas. Entre os produtores nacionais, nomes como Miolo, Salton, Casa Valduga, Cave Geisse, Aurora, Perini e Adolfo Lona representarão, e muito bem, a viticultura brasileira. No ranking de produtores internacionais, nomes como Chozas Charrascal da Espanha, Familia Cassone da Argentina e a conhecida Concha Y Toro também participarão com lançamentos. Na ala das importadoras estarão presentes: Ideal Drinks Gourmet, Max Brands, TodoVino, La Cristianini, Barrica Negra, Magnum, Wine & Co. e Smart Buy Wines.
A Queijaria D’Alagoa apresentará seus queijos estilo Parmesão vindos das Terras Altas, na Serra da Mantiqueira. Os queijos são produzidos com leite cru em processo 100% artesanal. Na área de serviços, dois expositores apresentarão novidades: a ZaporeaZ, significado de “sabor” na língua oficial baska que, além de importar vinhos de Rioja, também oferece viagens enogastrônomicas e a Wine and Spirit Trust, escola responsável pela formação de profissionais e enófilos. O grand finale fica por conta da fabricante de malas e valises Winefit, que apresentará soluções perfeitas para despachar seus vinhos com segurança e estilo.
Todo o evento será transmitido pelo canal Winebar (www.winebar.com.br ), que montará no local um estúdio para apresentar ao vivo todas as novidades. Quem não conseguir assistir às transmissões na íntegra, poderá acompanhar posteriormente o que os produtores e importadores mostraram no evento, além de conhecer os vencedores do Top5. Valor dos ingressos: R$ 60,00 vendidos no local. Se comprados antecipadamente pelo site, R$ 50,00 e sócios da ABS-Campinas têm 50% de desconto.
Saiba mais: http://www.encontrodevinhos.com.br ou curta a fanpage: https://www.facebook.com/encontrodevinhos contato por e-mail > contato@encontrodevinhos.com.br

Salute, kanimambo e um ótimo fim de semana para todos.


O segredo de uma boa harmonização, que não é uma ciência exata, a meu ver passa pela soma de diversos fatores e não só de vinhos e pratos, mesmo que esses sejam os protagonistas. É essencial que a atmosfera (local) seja adequada, que as pessoas sejam entusiastas e de boa e que o custo caiba no bolso pois, caso contrário, indigestões podem ocorrer! rs Tudo isso estava presente no dia o que resultou numa noite muito agradável que gostaria de compartilhar com quem não pôde estar presente. Falarei separadamente de cada prato e vinho, finalizando com minha impressão (nota) para a harmonização deste gostoso encontro na Casa de Culina da Chef Sandra Souza.

casa de Culina V

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Casa de Culina - Harmonização vouvrayRecepção – as boas vindas foram dadas com um espumante que curto muito é uma bela opção aos bem mais caros champagnes. Um Cremant (espumante francês elaborado pelo método champenoise) do Loire, Domaine Vigneau-Chévreau Vouvray Brut elaborado com 100% de Chenin Blanc. Complexo, perlage muito fina e persistente, seco, notas cítricas com algum brioche sutil e um frescor bem presente fazem deste Cremant um espumante deveras sedutor. Para acompanhar, a Chef Sandra elaborou um Blinis de Créme Fraiche com caviar que casou muito bem. Na harmonização sempre buscamos um resultado que seja superior á soma aritmética dos dois o que ocorreu neste caso. Harmonização nota 7/10

 

Entrada – O vinho escolhido foi o Domaine Servin Chablis AOC 2012. Eu fui seduzido há Jantar Frances Chablispoucos meses, pelo irmão mais “galardoado” deste vinho de entrada, um belo 1er Cru de ótimo preço e achei que este rótulo poderia se dar bem com uma entrada de Suflê de Queijo Camembert com Gruyere. Por sinal o suflê estava muito bom e o vinho muito vibrante. Algum abacaxi, leve floral, damasco em perfeito equílibrio, ótima acidez e uma mineralidade marcante, adoro os vinhos de Chablis! Ambos muito bons, mas a harmonização não saiu como eu esperava, pois faltou untuosidade ao vinho para encarar o suflê. Harmonização apenas mediana, nota 5/10, acho que devíamos ter levado adiante a ideia das vieiras!

 

Jantar Frances PinotPrimeiro Prato – A esta altura o pessoal já estava ficando animado e foi hora de apresentar os convivas ao delicioso magret de pato da Chef que eu tinha provado fazia dois dias e adorado! O segredo foi um molho á base de carne, creme de leite, cogumelos e uvas verdes, estava absolutamente di-vi-no! Delicado, macio e rico de sabores, complexo tal qual o sedutor L. Tramier Bourgogne Rouge Le Minée 2011 que se mostrou um vinho com os mesmos predicados e aqui o resultado foi próximo da perfeição! Um plus a mais é o preço deste vinho (R$79), outro ponto importante a se considerar quando se harmoniza, e difícil encontrar um Pinot básico da Borgonha com essa qualidade e tipicidade nessa faixa, um vinho que surpreende. Esta harmonização, para mim, bateu os 9/10 pontos.

 

Segundo Prato – este Boeuf Bourguignon com Fettucine é uma das especialidades da Chef que usa um pouco de Jantar Frances Bordeauxchocolate amargo na preparação o que lhe dá uma complexidade a mais. Para harmonizar escolhi um Bordeaux do Haut-Médoc de que gosto muito e rebate a máxima de que um bom Bordeaux tem que ser caro. Com um preço ao redor dos 110 reais, o Peyremorin de Villegeorge 2010 é um belo vinho que deve seguir evoluindo por mais uns dois anos porém já se mostra pronto a beber. Aquela riqueza de sabores típica da região em que a Cabernet é protagonista, apresenta médio corpo, taninos finos, boa acidez e cresceu bem com o prato mostrando seu viés gastronômica. Uma boa harmonização, dei-lhe nota 7,5/10.

 

Jantar Frances SauternSobremesa – quando comecei a servir as taças já senti que o clima ia esquentar! Chateau La Bouade 2010, um Sautern econômico (R$110 na garrafa de 500ml) que vale muito a pena tendo seus aromas tomado conta do pedaço. A harmonização foi clássica, com Crème Brulée, mas QUE crème brulée, dos deuses! A Sandra realmente se superou neste prato que acabou brilhando e criando uma harmonização digna do final de uma grande noite, um Grand Finale inesquecível ao qual só posso dar nota 10, maravilha!

Como sempre, esses eventos são fruto de parcerias, tivemos a colaboração de duas importadoras, a Premium e a Viníca assim como a Casa de Culina, inauguramos a casa, que é um atelier gastronômico onde pequenos grupos podem se reunir num ambiente muito especial e aconchegante, tudo sob a batuta da Chef Sandra Souza. Uma kanimambo especial a todos e aos presentes que fizeram do evento mais um momento muito especial com muita alegria e Joy de Vivre. Como já diria o famoso, impagável e já falecido colunista social dos anos 80 e inicio de 90, Ibrahim Sued, “ademã que eu vou em frente”, santé!

Clipboard Jantar francês

Opiniões Sobre o Vinho


 

Complexo, sofisticado, complicado, fácil, agradável, frescura, as opiniões são as mais diversas e pesquisando a rede atrás de informações sobre um tema que pretendo escrever, dei de cara com um post do amigo e produtor de belos espumantes em Garibaldi, Adolfo Lona, que me deu a idéia para este post de hoje. Lamentavelmente tem gente demais andando de salto 15, ditando regras e falando complicado em suas avaliações com o intuito de aumentar cachê, um enorme pecado para quem deveria ter a mente aberta e a responsabilidade de ampliar horizontes para a maioria de leitores de menor conhecimento. Falta-lhes humildade, porém há o contra ponto com gente que realmente importa! Eis a opinião de alguns desses que se importam e trazem o vinho para seu real patamar:

Adolfo Lona (link para post completo dele > http://adolfolona.blogspot.com.br/2012/05/melhor-vinho-e-balela.html
“A melhor forma de se guardar um vinho é na memória. O melhor vinho é aquele que lhe dá prazer. Nada mais verdadeiro. O vinho é momento, o entorno, subjetividade, o vinho é sentimento. Um vinho cinco estrelas degustado numa reunião formal vai para a gaveta das experiências, um vinho simples bebido num momento especial, vai para a das lembranças. Já bebi alguns vinhos e espumantes na minha vida e posso assegurar que muitos deles não deixaram marcas. Outros ficaram gravados porque estão associados a momentos especiais. Gosto de beber bons vinhos e espumantes? Sim, em especial na boa companhia de pessoas, locais, música, por do sol, família, amigos, esposa/o, noiva/o, filhos, penumbra, solidão, etc, etc, etc…. ”

Saul Galvão – do saudoso mestre um pensamento que guardo e compartilho com todos sempre que possível. Foi publicado em seu blog no artigo Prazeres do Vinho de dia 13 de Abril de 2008, se não estiver equivocado! Diz ele; “Aliás, quando se fala em vinhos, NUNCA há uma palavra final, mas sim opiniões, que podem ou não ser bem sustentadas. Só uma opinião importa, a sua. O vinho só existe para dar prazer. Se ele deu prazer, cumpriu sua função, independentemente de regras cânones e opiniões alheias. Costumo dizer que o vinho precisa descer do pedestal no qual foi colocado por alguns esnobes e pretensos entendedores e ser colocado em seu lugar, que é o copo. Nada mais chato que um esnobe do vinho, que fala pomposamente, como se ele fosse o único ungido a entender termos herméticos.”

Albert de Villaine (Sócio diretor da Domaine de Romanée Conti) em entrevista á revista veja há alguns anos atrás: “Não fico surpreso que as pessoas não identifiquem estes aromas todos nos vinhos que compram. Eu mesmo não sou capaz de reconhecê-los. Aliás, acho muito aborrecido. Não estou interessado nisso, e sim na personalidade do vinho.”

Pessoalmente, acredito que a democratização do mercado do vinho com a quebra de um monte de paradigmas se faz necessário para que possamos facilitar seu entendimento e tirá-lo do seu pedestal onde alguns insistem em colocá-lo. O mundo regido por Baco não é binário, não pretende ser uma ciência exata já que é pleno de subjetividades e nele não existem verdades absolutas, isso eu já aprendi! Há que se desmistificar nossa vinosfera e viver o momento, é esse o pensamento que compartilho com os autores acima e lembro de duas experiências que exemplificam isso:

  • Algumas pessoas me dizem que o vinho não viaja bem. Ao indagar do porquê terem chegado nessa conclusão, elas alegam que, por exemplo, aquele vinho da Provence que tomou lá, estava muito melhor do que o mesmo vinho comprado e tomado aqui. O que se tende a esquecer é que; o momento, as pessoas, o local, tudo isso influencia a percepção de valor e o vinho é só uma (boa) parte disso! De férias em Provence com alguém amado, até a água tem outro sabor!!!
  • Eu mesmo sempre recomendo tomar bons vinhos em boas taças, porém um dos melhores momentos que ficaram gravados na minha lembrança foi um vinho de mesa regional, tomado numa tasca, tirado de uma barrica e servido num copo simples acompanhado de pataniscas de bacalhau no interior de Portugal, compartilhado com um primo que não via há anos!! Não é o melhor vinho que tomei, porém é dos que me deu mais prazer tomar assim como um tapada de Chaves 86 tomado na companhia dos amigos Rui Miguel e João Pedro.

Enfim, algumas opiniões e pensamentos para que reflitamos sobre o que realmente devemos valorizar em nossa vinosfera. Ás vezes levamos isto tudo muito a sério, há que relaxar e aproveitar, o vinho tem uma alma algo lúdica que devemos liberar de forma mais amiúde. Uma ótima semana para todos, salute e kanimambo pela visita

 


Beba menos, mas seja exigente em sua escolha, assim disse Émile Peynaud de acordo com texto escrito pelo competente amigo Bernardo Silveira responsável técnico da Zahil Importadora, na revista de Maio/Junho da importadora. Me identifiquei com o texto e pedi autorização para transcrevê-lo aqui no blog, mas antes queria ressaltar minha agradável surpresa ao receber em casa a revista, como é gostoso pegá-la na mão, virar a página em vez de clicar, sou da velha guarda, ainda gosto de escrever no papel, sequer sei usar um I-pad da vida e uso bloquinho em minhas degustações! Vamos ao texto do Bernardo, que picotei um pouco para que não ficasse longo demais aqui no blog:

A Grande Beleza do Vinho
“Descobri que o vinho podia mesmo ter a ver com a beleza. Ele era capaz de despertar sentimentos, era eternamente mutável e, como música, se desdobrava em variações sobre temas maravilhosos. Não era tão somente algo agradável, era também interessante”
Quando li pela primeira vez estas palavras de Terry Theise, um importador americano especializado em pequenas maravilhas enológicas, tive a sensação de encontrar meu próprio sentimento de atração pelo vinho. Reconheci ali o motivo básico pelo qual me aprofundei sem volta nesse mundo; um magnetismo irresistível resultado da combinação do componente humano com uma variedade infinita, a vivacidade do próprio vinho e o efeito do álcool. É impossível – ou desonesto – não dar ao efeito álcool a importância que ele tem na atração que o vinho causa. Mas não é o único, nem deveria ser, o mais importante, pelo contrário. A Cultura do excesso e a irresponsabilidade trazem graves consequências.
A melhor resposta ao consumo imoderado de álcool que já vi, veio de Emile Peynaud, um dos mais importantes personagens da enologia moderna; “os bons vinhos incitam á sobriedade sendo o alcoolismo a sanção do mal-beber. Beba menos, mas seja exigente em sua escolha. Cada vez que escolher um vinho indigno, estará prejudicando a causa do vinho”. Para mim, a verdadeira “causa do vinho” é a cultura que se desenvolveu ao redor dessa bebida milenar capaz de abranger história, geografia, literatura, artes plásticas, música, gastronomia, física, química, biologia, filosofia e mais, O Vinho atrai pessoas com interesses completamente diferentes entre si, isto não é irresistível?

       Quem quiser a ler a matéria na íntegra pode contatar a Zahil e pedir a revista, mas de forma resumida o recado do Bernardo foi dado e o meu também. Há tempos que bato na tecla de que vinho é cultura e diversidade, daí a necessidade de explorar novos caminhos, descobrir novas emoções e novos sabores nessa imensidão de rótulos disponíveis no mundo de baco. Beber por beber não é a solução, que harmonizar vinho com gente, comida e momentos é essencial, que para se embriagar (algo que não recomendo nem incentivo) existem produtos bem mais baratos e mais eficientes! Os bons vinhos, meus amigos, incitam á sobriedade para que possam ser entendidos e apreciados em toda a sua complexidade, pois na garrafa existe bem mais do que mosto engarrafado!

Salute, kanimambo e lembremos que vinho é um complemento alimentar!

 

 


Tem um monte de gente que, cada vez que você fala de vinho de sobremesa, viram a cara e dizem não gostar. O interessante é que em diversos eventos de degustação que promovi e coloquei um vinho doce, de sobremesa, em prova, estes acabaram sendo os rótulos mais vendidos do evento. O fato me leva a concluir que a maioria é do tipo; “não provei e não gostei” tudo aquilo que tentamos mostrar aos nossos filhos ser errado! O grande segredo desses vinhos é o profundo equilíbrio entre o residual de açúcar e a acidez. Já provei um Tokaji Essencia com 200grs/l de açúcar residual e estava magnífico, digno de vir acompanhado da famosa almofadinha!!

Já eu, salvo algumas exceções nojentas (rs) adoro provar de tudo e vinhos de sobremesa são uma de minhas paixões. É difícil encontrar bons vinhos de sobremesa baratos, a produtividade costuma ser pequena, mas há exceções sendo que a maioria destes são vinhos de colheita tardia sul americanos, mas hoje quero falar deste verdadeiro elixir dos deuses produzido pela Quinta da Bacalhôa com esta pouco conhecida e rara variedade de moscatel, aparentemente autóctone da região de Terras de Setúbal, o Moscatel Roxo, vinho licoroso, fortificado (adição de aguardente vínica), com cerca de 18º de teor alcoólico!

CAM00302         Como costumo dizer, há vinhos que não sabemos se cheiramos ou bebemos, pois este é daqueles por quem nos apaixonamos à primeira fungada e mais do que beber, é de lamber!!! Extremamente sedutor, com notas florais que me fazem recordar laranjeira e rosas, com algo de frutos secos e mel, talvez até influenciado pela incrível cor amarelo dourado, quase topázio, uma verdadeira preciosidade. Tudo isso, no entanto, não convence se quando chega à boca esses aromas morrem e são substituídos por um liquido xaropento, enjoativo e sem vida. Este Moscatel Roxo da Quinta da Bacalhôa é o oposto de tudo isso, pois possuí uma acidez maravilhosa que lhe aporta uma personalidade muito vibrante, elegante, de grande leveza e maciez que convidam ao próximo gole. Absolutamente encantador, um adolescente de dezesseis aninhos, nove ou dez dos quais envelhecendo em meias pipas de carvalho, anteriormente usadas na produção de whisky, devendo, conforme pesquisado, ainda evoluir por mais vinte, trinta ou mais anos! Para tomar devagar, após o almoço, jantar ou a qualquer hora, sorvendo todas as suas nuances e desfrutando de toda a sua riqueza de sabores.

Ele é a sobremesa, um vinho para tomar olhando o horizonte e ver o sol se pôr, um vinho de contemplação e reflexão, para agradecermos a dádiva da vida e o privilégio de poder tomar um néctar desses. Para quem queira acompanhar com algo, penso que um Toucinho do Céu (típico doce conventual português) ou um Panetone de Zabaione italiano poderão ser grandes parceiros.

A uva, de cor arrocheada em vez de branca como a Moscatel “comum”, é tida como uma mutação regional da mesma e algo rara (pouca área plantada) com volumes pequenos de produção, gerando vinhos algo mais secos e complexos que os Moscateís tanto das regiões de Setúbal como do Douro (Favaios). Considerando-se o que o vinho é, o preço nem é caro pois anda na casa dos R$200 a 230, porém quem tiver a chance de passar no Duty Free de chegada no Brasil, vi no site por USD37, uma baba! Para quem quiser se aventurar em outros vinhos Moscatel Roxo deste quilate, minha recomendação fica com o Domingos Soares Franco Coleção Privada 2001, outro néctar de lamber os beiços e não esquecer tão cedo.

Salute e kanimambo, uma ótima e doce semana para todos.

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