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È gente, a partir de hoje, 21 de Abril, o bicho vai pegar em nossa vinosfera tupiniquim. Para mim já devia ter começado neste último dia 17 quando deveria ter participado da degustação ás cegas que determina os TOP 5 do Encontro de Vinhos Off, porém minhas dores nas costas (depois de carregar muita caixa de vinho na Quarta) impossibilitaram minha presença. Isso, no entanto, é nada perto do que está por vir; Encontro de Vinhos, Expovinis e diversas degustações em importadoras aproveitando a presença tanto dos enófilos de plantão quanto dos produtores.

encontro de vinhos 2   Dia 21, hoje, Tirandentes Especial no Encontro de Vinhos – O Encontro de Vinhos Off está chegando a partir das 14 horas e, com ele, muitas atrações e novidades. Um lounge temático mostrará um pouco da cultura argentina através do que há de melhor na terra de Gardel: gastronomia, vinho e música criarão uma atmosfera de muito charme e descontração.
Por falar em gastronomia, um menu de massas, carnes e risotos foi escolhido especialmente para fazer da harmonização com os vinhos uma experiência única e inesquecível. Minas Gerais será representada pela Queijaria d’Alagoa, que mostrará um pedacinho da cultura da região: os queijos estilo parmesão de Alagoa, vindos das terras mais altas da Serra da Mantiqueira, prometem impressionar pela qualidade no preparo desses produtos, feitos artesanalmente. (estou muito curioso!)
O evento é realmente imperdível e será realizado na bonita Casa da Fazenda no Morumbi com a presença de; Max Brands, World Wine, Todo Vino, Vínica, Antigniano, Smart Buy Wines, Ideal Drinks, MS Import, Vignabaldo, Vintium, Damilano, Vignamaggio, PL Vins Selection, Weinkeller, La Cristianini, Eno Cultura, Adolfo Lona, Bella Quinta (Oba!), Miolo, Winefit, Voilà e Brastemp entre outros. Confira todas a programação do evento no site: http://www.encontrodevinhos.com.br.

Expovinis 14 BannerDias 22, 23 e 24 um total de 450 expositores darão as caras na 18º Expovinis – Começa nesta Terça e os principais países produtores de vinho já confirmaram participação no ExpoVinis Brasil 2014 assim como novidades da África do Sul, Argentina, Chile, Espanha, França, Itália, Portugal e Uruguai. Países ainda pouco conhecidos no mercado brasileiro também apresentarão seus rótulos, enriquecendo a experiência de quem participa do evento. É o caso da China – maior consumidor mundial de vinho tinto e quinto maior produtor –, Grécia, Holanda, Polônia e Peru.
Entre os destaques estão; o espaço da França, que vai reunir 50 produtores das principais regiões da França: Bordeaux, Loire, Beaujolais, Champagne, Alsace, Languedoc Roussillon e Vallée du Rhône, / Portugal, que vem representado pelas Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo – uma das mais tradicionais regiões produtoras do país – e o grupo ViniPortugal / o Chile, país número 1 no ranking de importações no Brasil, terá o espaço Wines of Chile de negócios e traz ao evento dez vinícolas em busca de importadores em nosso mercado.

Para aproveitar tudo isso com tranquilidade e segurança, uma das novidades (finalmente e depois de muitos pedidos) apresentadas para o ExpoVinis 2014 atende a uma das principais demandas de quem participa da feira: o traslado gratuito da estação de metrô Portuguesa-Tietê ao Expo Center Norte, e do local do evento até a estação.
Para finalizar, afora os vinhos em prova nos expositores, Degustações Premium e palestras com vagas limitadas sendo preciso se inscrever aqui > http://www.expovinis.com.br/pt/atividades-paralelas/degustacoes-premium

Dia 23 tem Douro x Duero, para quem não for á Expovinis. O amigo e competente sommelier Olivier Bourse estará promovendo esta gostosa degustação que se realizará na Decanter da Vila Olimpia com inicio programado para as 19 horas. Fui convidado para dar os meus pitacos, ajudei na escolha dos vinhos, sobre essas duas regiões e aceitei de bom grado. Espero que você possa comparacer e aí nos veremos por lá em vez de só por aqui! Veja o programa inteiro e condições clicando aqui > http://olivierbourse.com/site/home-meus-encontros-minhas-degustacoes/62-douro-ou-duero .

Olivier - Douro x Duero

Eu darei os TOP 10 da feira via facebook assim que forem divulgados na Terça um pouco antes da hora do almoço e sempre que possível alimentarei com destaques dos eventos em que estarei participando. Salute, kanimambo e tenham todos uma ótima semana, eu terei (rs), e seguimos nos encontrando por aqui.

 


encontro de vinhos 2       Desta feita não pude participar por problemas de saúde, mas esta lista que obviamente estará no topo de minha prioridade de provas assim que chegar nesta edição do Encontro de Vinhos Off na Casa da Fazenda no Morumbi nesta próxima Segunda (21/04), já saiu!

Primeiro Lugar: H Stagnari Viejo Tannat 2011

País: Uruguai/  Produtor: H. Stagnari / Importador: Cantu / Preço médio: R$ 77,00

Este vinho é reconhecido na Europa como um dos 6 melhores vinhos tintos do mundo e também um dos prediletos no hemisfério sul. É elaborado na região de La Caballada com 100% da varietal Tannat. Envelhecido em barricas de carvalho francês por 12 meses e 6 meses na garrafa.

O produtor, Bodega Stagnari, adota o conceito de Bodega Boutique com um estilo rústico e peculiar. É uma das vinícolas mais premiadas internacionalmente no Uruguai e possui uma ampla gama de produtos, desde uma linha básica até os grandes ícones, como o Viejo Tannat, degustado no Top 5.

Segundo Lugar: Alfa Crux 2007

País: Argentina / Produtor: O. Fournier / Importador: Vinci / Preço médio: R$ 223,00

Com uma pontuação de dar inveja a qualquer vinho, este exemplar da safra 2007 apresenta 92 pontos pela Wine Spectator e 93 por Robert Parker. Apontado como um dos três melhores vinhos da Argentina pelo inglês Tom Stevenson, o Alfa Crux é produzido por uma das vinícolas mais importantes e belas da região de Mendoza, a O. Fournier. Como não poderia deixar de ser, é um tradicional varietal de malbec, uva ícone na região, possui 15% de álcool elegantemente equilibrado com um frescor típico da parcela de La Consulta e com os generosos 20 meses estagiados em barricas novas de carvalho francês e americano.

Terceiro lugar: Amarone della Valpolicella Il Bosco 2006

País: Itália / Produtor: Cesari / Importador: MaxBrands / Preço médio: R$ 300,00

Proveniente da região do Vêneto, o Amarone combina perfeitamente elegância com potência. E falar de Amarone é falar de Gerardo Cesari. Fundada em 1936, esta tradicional vinícola exporta para mais de 44 países e é uma das mais importantes do Mundo. O famoso corte entre as autóctones Corvina Veronese (75%) e Rondinella (20%) ainda ganha um toque de 5% da uva Molinara neste exemplar, que é detentor da medalha de prata no International Wine And Spirit Competition 2012. Depois do tradicional processo de secagem das uvas para obter maior concentração, álcool e doçura, ele passa por um estágio em barricas de carvalho francesa e eslovaca e termina seu processo na garrafa, onde descansa por 8 meses.

Quarto lugar: Acróbata 2011

País: Chile / Produtor: Acrobat Wines / Importador: Terrurares / Preço médio: R$ 168,00

Assinado pelo renomado enólogo Patrick Valette, este vinho é elaborado na região de Entre Cordilheiras, uma das zonas vitivinícolas mais antigas do Chile, que tem a mesma distância entre o mar e a cordilheira, recebendo a influência de ambos , o que confere ao vinho corpo, estrutura e potencial de guarda. A colheita é manual, e a vinificação sem adição de leveduras. O vinho é um corte com 69% Cabernet Sauvignon e 31% Carmenère e passa 15 meses em barricas francesas.

Quinto Lugar: Bella Quinta Licoroso Várias Safras (feliz pelo amigo Gustavo)

País: Brasil / Produtor: Bella Quinta / Preço médio: R$ 32,00

A grande surpresa da noite ficou por conta deste vinho brasileiro, proveniente da região de São Roque e, acreditem, feito com a uva de mesa Niágara. Em 2005, a 4º geração da família que começou a produzir vinhos na região de São Roque decide produzir um vinho 100% Cabernet Sauvignon em Flores da Cunha RS, onde é cultivada a variedade. Aquela vindima marcou o início da produção dos vinhos da Bella Quinta, que foi lançado no mercado em 2009. Os produtos ainda são comercializados somente em São Roque e na Vino & Sapore na Granja Viana.

mais informações e programação do Encontro de vinhos,  clique aqui. Salute, kanimambo e seguimos nos vendo por aqui.

 


Malbe day       O dia é hoje, porém em função da véspera de feriado decidimos celebrar no último dia 10 com um Desafio de Grandes Malbecs ás Cegas. Graaaandes malbecs estão pela hora da morte, com preços entre os R$500 a 1200,00 então optamos por encontrar vinhos de grande qualidade porém com patamares de preço algo mais viáveis, entre R$150 a 200 com uma surpresa no meio. Deveriam ter sido seis vinhos mais um espumante, porém na hora apareceu um penetra e completamos o Desafio com sete contendores ao trono de Melhor da Noite!

No salão, 12 jurados (!) apreciadores de bons vinhos, amantes de Malbec de vários níveis de conhecimento (uma fotografia do mercado). No balcão, os desafiantes devidamente cobertos por papel alumínio e numerados enquanto preparamos as papilas gustativas com um muito bom espumante Alma Negra Rosado de Malbec Brut da Mistral. Descobri esse espumante o ano passado nas mesmas festividades e desde lá volta e meia está presente nas mesas dos eventos que promovo. Marcante, surpreende na taça e no palato, um rosé de malbec que encanta desde os aromas sedutores até sua performance em boca, um espumante com mais corpo, rico, fresco, com uma ótima perlage. Bom solo e eu arriscaria tomá-lo acompanhando uma costelinha ou uma boa linguiça toscana na braza ou melhor ainda, um chorizo uruguaio! Ótima forma de começarmos nossa celebração da Malbec!

Bem, agora falemos dos vinhos tranquilos presentes e o resultado deste embate de pesos meio pesados testados em taças Riedel Overture.

  • Catena Alta Malbec 2009 (Mendoza) – Uma referência no mercado e um vinho para lá de premiado. Um bom vinho, estrutura média, frutado com um final algo apimentado, boa entrada de boca, equilibrado, pouco marcante e algo curto na taça. Preço R$210,00
  • Colomé Autêntico 2012 (Salta) – Fiquei preocupado a principio pois o vinho era muito novo, dei uma passada rápida pelo magic decanter, mas não negou fogo mesmo que fosse algo mais duro de inicio. Muito aromático, marcante meio de boca e de grande evolução em taça. Vinhedos centenários com clones das primeiras vinhas da região com mais de 150 anos. Preço R$155,00
  • Viu Manent Single Vineyard San Carlos Malbec 2008 (Chile – Colchágua) – Um adversário chileno que veio para brigar par a par com os rótulos argentinos. Taninos mais presentes, um vinho mais robusto, muito bom volume de boca, notas de especiarias bem marcantes, frutos negros, final de muito boa persistência. Vinhedos centenários. Preço R$175,00
  • Lagarde Primeras Viñas 2009 (Mendoza) – Aromáticamente marcante como um “pote” de frutas exuberantes sob a mesa. Equilíbrio total entre taninos, álcool e acidez, muito bom de entrada, meio e final de boca. Taninos são muito finos, daqueles que se apresentam sedosos na ponta da boca, sem excessos, bom volume de boca, untuoso. Um estilo bem sofisticado e menos over. Vinhedos de 1906 e 1936, as primeiras vinhas do produtor. Preço R$178,00
  • J. Alberto 2009 (Patagônia) – Pura finesse e elegância desde a primeira ‘fungada”! rs Fruta fresca, algum floral com um toque de madeira de fundo muito bem colocada que “levanta” o conjunto. Vinho denso, muito rico, com um meio de boca delicioso e marcante, taninos aveludados e muito longo. Leva uns imperceptíveis 5% de merlot no corte. Vinhedos de 1955. Preço R$195,00
  • Casarena Jamilla’s Vineyard Pedriel 2010 (Mendoza) – Confirmou na taça tudo o que venho falando dele desde que o descobri na Wines of Argentina do ano passado. Pedriel costuma gerar vinhos algo mais duros, mas este exemplar quebrou esse paradigma. O vinho se apresentou muito fino com uma bela e convidativa paleta aromática, fresco, taninos aveludados, elegante, madeira muito bem integrada, um vinho muito bom num estilo, digamos, mais europeu de ser com taninos aveludados, cremoso na boca e incrivelmente sedutor! Preço R$147,00

Chegou o Penetra! Na França, de onde origina, a malbec era também conhecida como Auxerrois e Cot. O penetra chegou trazendo COT no rótulo, porém não era francês não, era chileno!

  • Perez Cruz Cot Limited Edition 2011 (Chile – Alto Maipo) – um belo vinho. Carecia da mesma estrutura e complexidade da maioria de seus oponentes, eram de outra categoria (este é meio-médio), mas cumpriu com brilhantismo seu papel fazendo seus oponentes suarem! rs Sedoso, fruta madura, especiarias, boa textura num corpo médio, final de boca fresco com um leve toque de mentol. O vinho mais barato do encontro, R$98,00 mas que fez bonito e leva um tempero de Petit Verdot e Carmenére .

AND THE WINNER IS

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           È gente, quando a degustação é às cegas e não se sabe o que está em sua taça nem o preço, as coisas mudam e este vinho realmente surpreendeu a maioria sendo o mais barato dos desafiantes originais, sem contar o penetra. A foto abaixo mostra a ordem (direita para esquerda) da classificação dos vinhos nessa noite e para esse grupo de pessoas. Todos vinhos de muita qualidade e uma noite realmente surpreendente para 12 privilegiados participantes de mais este Desafio de Vinhos às Cegas, uma já tradicional marca deste blog que desde 2008 iniciou esses embates e que agora voltei a realizar só que desta vez na Vino & Sapore.

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O meu resultado foi algo diferente com o Lagarde em primeiro sendo seguido por Casarena, J.Alberto e Colomé muito próximos, todos entre 92 a 94 pontos! Para quem gosta de Malbecs, uma bela seleção de vinhos. Aproveitem, hoje abram uma boa garrafa dessa uva ícone de nossos hermanos argentinos, mas não fechem suas mentes e taças a vinhos de outras origens, pois há muita coisa boa por aí a se provar.
A favor da diversidade e contra a mesmice, salute, kanimambo e Feliz Páscoa.

 


Tempranillo fez o nome dos vinhos espanhóis, falei disso ainda no último post, porém há muito mais a provar! Sempre incentivo a diversidade, a busca por novos sabores e na Espanha essa viagem de descobertas pelos mares de Baco são especialmente saborosas. Por sinal, o que poucos sabem é que as uvas Mouvédre, Carignan e Garnache, que muito pensam ser francesas, são originárias da Espanha nascidas na regiões viníferas situadas entre a Catalunha e Valencia, então abram suas mentes e disponibilizem suas taças para provar alguns desses saborosos vinhos.

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Apesar da Tempranillo na maior parte das vezes receber a companhia de outras uvas no corte, a cultura do país, a meu ver, ainda é a de varietais e tende também a ser algo mais regionalizada. No norte, a maior parte dos vinhos tintos têm como protagonista a Tempranillo, com todas as variáveis de nome, porém cada região / D.O. apresenta sua casta destaque. Para ajudar os amigos, eis uma lista das principais regiões e suas uvas mais marcantes.

  • Rioja DOC – Tempranillo (70%), Garnacha, Graciano e Mazuelo / Viura (Macabeo) nas brancas
  • Ribera del Duero – Tinto Fino ou Tinta del País (tempranillo), Cab. Sauvignon, Merlot, Malbec, Garnacha / Albillo nas brancas
  • Jumilla, Yecla e Alicante – Monastrell, Cencibel (tempranillo)
  • Rias Baixas – Albariño, Loureira, Treixadura e Godello (brancas)
  • Rueda – Verdejo a protagonista e Sauvignon Blanc
  • Navarra – Garnacha, Tempranillo, Mazuelo, Graziano, Cabernet Sauvignon, Merlot / Chardonnay, Sauvignon Blanc, Malvasia e Viura nas brancas.
  • Toro – Tinta de Toro ( um clone especial de tempranillo) e Garnacha
  • Bierzo – Mencia e Garnacha / Godello nas brancas
  • Cava – Macabeo, Xarel-lo, Parellada, Chardonnay e Malvasia (brancas) e Trepat, Pinot Noir e Garnacha nas tintas
  • Valencia, Utiel-Requeña, Manchuela – Bobal, Tempranillo, Pinot Noir, Garnacha, Monastrell, e Chardonnay
  • Penédes – Ull de Llebre (tempranillo), Syrah, Monastrel, Sansó (Carinena), Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir
  • Priorat DOC – Garnacha, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Syrah e Ull de Llebre (tempranillo)
  • Jerez – Pedro Ximenez, Palomino

Uma ótima semana para todos, salute e kanimambo

 

Falando de Tempranillo


 

Falar de Tempranillo é falar de Espanha e da região da Rioja onde a maioria dos vinhos tintos são elaborados Tempranillo 1com esta cepa tanto em forma varietal como em cortes tradicionais com Garnacha, Graciano e Mazuelo. A origem de seu nome vem palavra espanhola temprano, que significa cedo, devido á precocidade de seu ciclo vegetativo em relação às outras variedades tintas da região. É uma uva de muitos nomes porém de um mesmo perfil independentemente de onde seja cultivada; Ull de Llebre (Catalunha); Cencibel (La Mancha); Tinto Fino ou Tinta del Pais (Ribera del Duero ), Tinta de Toro (Toro) todas na Espanha e ainda Tinta Roriz (Douro e Dão) e Aragonez (Alentejo) ambas em Portugal. Em geral, os vinhos de Tempranillo são elegantes, estruturados, ganhando grande complexidade quando passam por madeira tornando-se bastante longevos com ótima resistência à oxidação. Seu estilo fica entre os tintos de Bourgogne e Bordeaux. Podem apresentar aromas de frutas vermelhas, caramelo e especiarias, mas é mais marcante em boca onde realmente mostra a que veio!

Jovens Tempranillos, tendem a ser de corpo leve para médio, macios e amistosos devendo assim como os Pinots, serem servidos levemente refrescados, por voltas dos 15 a 16º quando melhor demonstram toda a sua sedução, alcançando a plenitude dos sentidos. Os vinhos de Ribera Del Duero, Toro e Douro (Roriz) tendem a ser mais encorpados com uma carga tânica maior precisando de mais tempo para se abrir e mostrar toda a sua exuberância ao palato. Hoje encontramos ótimos exemplares destes vinhos vindos da Espanha a preços cada vez mais camaradas, mas há de tudo; de 30 a mais de 1.000 Reais! Em 2013, duas das principais revistas americanas, Wine Spectator e Wine Enthusiast, tiveram no topo de seus TOP 100 do ano, dois Riojas Gran Reservas, uma mostra que esta uva pode produzir grandes e inesquecíveis vinhos. A Argentina, Uruguai e Brasil também são opções para se encontrar vinhos para prova, mas hoje me atenho a recomendar somente vinhos espanhóis de três regiões e diferentes faixas de preços que cabem no bolso!

DSC03739Canforrales Tempranillo – La Mancha
La Mancha não é das regiões produtoras espanholas de maior destaque, apesar de ser a maior, porém é de lá que vêm alguns dos melhores custos benefícios do mercado nos dias de hoje. Muitos vinhos nesta faixa abaixo de R$50,00 tendem a ser algo esqueléticos, ligeiros e sem qualquer estrutura, porém este rótulo é uma prova viva de que se pode tomar bons vinhos sem deixar um rombo no bolso no processo. Leve passagem por madeira (3 meses), taninos sedosos, boa estrutura, fruta fresca abundante (cereja bem presente), acidez presente e bem balanceada um ótimo gama de entrada para esta uva. Para acompanhar carnes grelhadas, queijo manchego, chorizo fatiado, até uma morcilla! Preço médio – R$49,00

Finca Nueva Crianza – Rioja
DSC03740Roja é minha região preferida quando o tema é tempranillo/Espanha e este rótulo mostra bem como esta saborosa e versátil uva se adapta bem à madeira. Em sendo um Crianza, já temos uma exigência mínima de 12 meses de barrica e mais 12 de cave antes de sua comercialização. Num patamar de preço intermediário, é um dos melhores e mais saborosos rótulos do mercado. Nariz marcante de frutos escuros e cereja com notas de baunilha, um toque de mocha e algo terroso. Boa estrutura, corpo médio, taninos bem equacionados, um vinho apetitoso e sedutor com um final algo especiado e longo mostrando toda a personalidade da uva. Preço médio – R$79,00

DSC03741Viña Sastre Crianza – Ribera del Duero
Grande produtor desta região, no sentido qualitativo, este é seu vinho de gama média entre os seis rótulos que disponibiliza. Passa 14 meses em barricas novas de carvalho francês e americano sendo elaborado com uvas de vinhedos entre 20 e 60 anos de idade. No palato uma riqueza de sabores ímpar, ótima textura e volume de boca denso, fruta madura, terroso, taninos aveludados de grande qualidade ainda presentes dando-lhe estrutura, boa acidez e um final longo com toques minerais que pede bis. Um belo vinho, bastante complexo, que prima pela harmonia, mas se quiser extrapolar e tiver bolso para tanto, vá do potente Pago Santa Cruz, i-na-cre-di-tá-vel!
Preço médio deste Crianza – R$ 140,00

É isso, bom fim de semana. Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui. Ah, ia-me esquecendo! Ainda temos vagas para o Riedel Tasting – Degustação de Taças no dia 16, vem vai! Reservas para comercial@vinoesapore.com.br e pode ver mais clicando aqui > http://falandodevinhos.wordpress.com/2014/04/09/degustando-tacas-pode/

Degustando Taças, Pode?


         Ô, e como! Bons vinhos têm que ser tomados em boas taças e disso não restam dúvidas. Certo que, como no futebol onde se você for um perna de pau de nada vai adiantar comprar a chuteira do Ronaldo, milagres não se realizam somente com uma boa taça e o único que conseguiu  transformar água em vinho não mais está entre nós faz tempo!! No entanto, tomar um bom vinho numa boa e adequada taça faz sim diferença e convido você a provar isso pessoalmente neste próximo dia 16 de Abril a partir das 20:00 horas. Na imagem aparece dia 26, foi erro! Ainda temos algumas vagas disponíveis então reserve já (comercial@vinoesapore.com.br) , chame seus amigos, junte sua confraria e venha dar uma de São Tomé, provando para crer! Salute e kanimambo, conto com os amigos.

Riedel Tasting Banner


Provavelmente o prato mais emblemático da Páscoa e certamente um dos que mais duvidas causa na hora de harmonizar afinal, branco ou tinto? Pois bem, não se sinta só já que esse dilema não é só seu e, pior, não tem uma resposta conclusiva porque se existem 1001 formas de preparar o bacalhau, existem outras tantas para harmonizá-lo. Mais do que o Bacalhau em si, importante é saber como ele será elaborado pois, em última instância, será isso que vai determinar o vinho mais adequado. Eis algumas dicas:

1 – Escolha um bom Bacalhau: veja a matéria que escrevi aqui sobre o tema no ano passado. Bacalhau é
Gadus Morhua, o mais nobre e a fina flor dos bacalhaus, o mais saboroso, se desfaz em lascas e as postas são das mais altas. Advém do Atlantico Norte, Mar da Noruega e de Barents. O mais caro, mas faz diferença!
                                                            ou
Gadus Macrocephalus , de cor quase branca é mais fino não se desfaz em lascas tão facilmente sendo mais fino e fibroso. Vem normalmente do Pacifico e é mais em conta que o Gadus Morhua.

                                               O resto é peixe!
2 – Defina como vai elaborá-lo:

  • Bolinhos de Bacalhau, Punheta de Bacalhau e Pataniscas vão bem com Vinhos Verdes Brancos.
  • Bacalhau com Natas, Açorda ou Grelhado com Amêndoas vai bem com vinhos levemente amadeirados como um Chardonnay ou Antão Vaz. Gosto também dos brancos do Douro de médio corpo tradicionalmente cortes de Viosinho, Gouveio e Rabigato.
  • Bacalhau desfiado tipo; à Brás, Gomes de Sá e no estilo é uma questão de gosto, vão bem com brancos sem madeira e tintos leves.
  • Bacalhau assado no forno, churrasqueira e frito tipo; Lagareiro,Transmontana, Nárcisa e São Lourenço, a meu ver vão melhor com vinhos mais encorpados porém sem taninos agressivos. Vinhos menos jovens, portugueses e espanhóis preferencialmente, com quatro a cinco ano de vida quando os taninos já se encontram melhor integrados certamente se darão bem.

3 – Quem estará presente. Todas as vezes em que falo de harmonização insisto no ponto de que a harmonização é uma combinação de fatores em que o prato e o vinho são apenas dois dos players nessa equação. As pessoas são essenciais, então leve em conta quem estará presente e quantos!

Bacalhau e Vinho Clipboard

        No mais meus amigos, o negócio é pesquisar, provar e aí fazer a sua opção de harmonização lembrando que em harmonização existem tendências, mas é o gosto e bolso de cada um que acaba se sobrepondo a qualquer regra. O que se deve procurar é o equilíbrio entre o prato, o vinho, as pessoas presentes e o paladar de cada um. Desde 2009 que costumeiramente falo deste tema no blog, então há muita coisa no qual pesquisar, basta digitar BACALHAU em pesquisa, no canto direito do blog e sair lendo os posts com um monte de dicas e até algumas receitas simples e gostosas.

       Um post que demonstra bem o quão complexa e diversa pode ser essa escolha, é um em que pedi sugestões a diversos sommeliers, colegas blogueiros, enólogos, críticos, colunistas daqui e de Portugal, vale a pena ler clicando aqui . MUITO IMPORTANTE, muiiiiito azeite antes e durante. O Bacalhau vem do mar, mas parece mesmo é que nasceu envolto por olivais, um nasceu para o outro!

        Bem gente, é isso por hoje. Que Baco lhe acompanhe nessa escolha e que sua Páscoa seja super feliz e saborosa. Salute e kanimambo

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