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O amigo Evandro, parceiro e confrade da banca degustadora de meus Desafios de Vinho, tirou uns dias de férias para se aventurar pelas pequenas cidades e vinícolas da região de Bourgogne na França, berço da Pinot Noir. Inveja, tenho que confessar,  porém da boa diga-se de passagem, daquela de querer estar junto e não de estar em seu lugar! Para os amigos que, como eu, não conhecem e querem ficar com uma aguinha na boca, para aqueles que pensam em tomar o mesmo caminho, o relato do Evandro no blog de sua confraria 2 Panas é imperdível e um colírio para os olhos e a mente.  Valeu por compartilhar essa experiência conosco mon ami.

Eu quero, eu quero …….!

             Fazia tempo que não escrevia sobre Vinhos da Semana e neste calor nada como vinhos e espumantes brancos e rosés. Já gosto e bebo normalmente o ano inteiro, agora então se tornam imprescindíveis e esta pequena e refrescante seleção me deu muito prazer tomar. Um grupo de vinhos bastante diverso de cinco origens diferentes que me geraram diferentes sensações que agora compartilho com vocês.

Chateau St. Michelle 2006, um Riesling muito saboroso e de bom corpo de Columbia Valley (Estados unidos) importado pela Expand. Muito mineral, boa textura num vinho que é menos aperitivo e leve e sim de maior peso e gastronômico apresentando uma característica intermediária entre os leves vinhos do Mosel e os mais encorpados da Alsácia. Pêssego, nectarina, algum açúcar residual muito leve, saboroso, um tico de acidez a mais não lhe faria mal melhorando seu equilíbrio. Um vinho bastante agradável que me agradou, tendo acompanhado um curry de frango levemente apimentado com galhardia. Preço ao consumidor por volta dos R$55,00.  I.S.P .$    

 

Filosur Torrontés 2009, o frescor em pessoa num novo rótulo argentino que chega pelas mãos da Berenguer Imports, uma nova importadora sediada em Curitiba. Uma marca do grupo Andeluna, que tem em seu portfólio diversos varietais. Este Torrontés é muito saboroso com aquele floral muito característico da cepa bem presente no nariz aliado a aromas de frutas cítricas, tudo com um equilíbrio harmônico que nos convida à taça. Na boca é vibrante, saboroso, fresco com ótima acidez que aguça as papilas gustativas e combina muito bem com comida oriental levemente apimentada, como aperitivo, uma delicia de vinho e há muito não tomava um torrontés tão equilibrado. O amigo Charlston acertou na escolha (o Malbec que comentarei em outra ocasião, também é muito bom) e na política comercial já que o preço deverá rondar os R$36 em São Paulo.  I.S.P .  $ 

 

Cave Antiga Moscatel, um espumante nacional que se deu bem em meu Desafio de Espumantes Moscatel. Vieram duas garrafas para o Desafio, esta sobrou na minha adega (eheh) e não resistiu ao calor de Sábado passado tendo sido rápidamente consumido no final do dia sentado no terraço acompanhando morangos com sorvete de creme. Incrível como bons espumantes moscatel como este somem rápido da taça! Um nariz cativante em que aparecem aromas de pêra em calda, maracujá doce com nuances florais de boa presença e intensidade comprovando o resultado da prova. A perlage é de borbulhas finas e abundantes com boa persistência. Na boca é onde ele mais seduz sendo bastante fresco, saboroso, balanceado apesar do residual de açúcar se sobressair um pouco sobre a acidez. Harmonizou bem com os morangos que aportaram um pouco mais de acidez ao conjunto. O preço está ao redor de R$25,00 como na Casa Palla dos amigos Ricardo e Airton. I.S.P. 

 

Maycas Del Limari Reserva Especial Chardonnay 2007, um senhor vinho de bom corpo sem se tornar pesado o que, para o meu gosto, mata qualquer branco. Um Chardonnay com C maiúsculo mesmo, no estilo que gosto, bem mineral, fresco, aromas de frutos tropicais e nuances florais. Untuoso, rico, textura algo cremosa e sedosa, com um final muito saboroso e persistente em que aparece algo de maçã verde e um delicado toque tostado. Um belo vinho que acompanhou bem um risoto de frutos do mar, mas que penso caberia que nem uma luva harmonizado com um prato de camarão à Mary Stuart. Esta garrafa meu filho me trouxe do Chile, só a titulo de curiosidade a Bodega pertence ao grupo Concha y Toro, mas está disponível no Brasil pelas mãos da Fasano e custa ao redor de R$90.   I.S.P .  

Rosé d’Anjou Remy Pannier 2008, da região do Loire na França, importado pela Inovini (divisão de vinhos da Aurora Importadora), uma delicia vibrante, algum residual de açúcar, e refrescante com apenas 10.5% de teor alcoólico resultado de um assemblage de Cabernet Franc, Gammay e Grolleu Gris. Começou como aperitivo e acompanhou maravilhosamente o almoço de Domingo, peito de peru à Califórnia, e penso que deverá se dar muito bem com lombo agridoce. A cor é linda, o primeiro impacto olfativo algo doce com frutas como morango e framboesa bastante sutis, dá lugar a algo mais cítrico que se confirma na boca onde a boa acidez lhe aporta um frescor que tem tudo a ver com este quente verão, digo primavera, e uma ótima pedida  para acompanhar uns petiscos como patê de queijo de cabra com ervas ou canapés de frutos do mar. Um vinho fácil de agradar e descompromissado que cumpre muito bem seu papel e que eu serviria, como o fiz, a cerca de 6 a 8% no máximo. Custa em torno de R$43, mas se não fosse essa maledetta substituição tributária e o ICMS nas alturas em São Paulo, poderia estar por volta de R$36 e, nessa faixa, certamente seria um visitante mais assíduo na minha adega .  I.S.P    

             Salute, kanimambo e amanhã tem mais resultados do Grande Desafio de Vinhos. Quem será o ganhador da noite? Um espumante Brasileiro, Champagne, Cava ou será que algum outro rótulo cometeu essa proeza?

           Não é de agora que os espumantes brasileiros são bons, mas faz um pouco mais de três para quatro anos que a mídia e os produtores iniciaram um trabalho mais forte de divulgação. Contrariamente aos vinhos tranqüilos onde a produção nacional, apesar da grande melhora de qualidade, perdeu espaço no mercado desde 2005 para os importados, no segmento de espumantes o inverso acontece com um crescimento de participação porcentual do mercado de cerca de 64% em 2004 para 75% em 2009. Somente neste ano o crescimento de vendas atingiu 14% sendo no Moscatel onde essa média é mais alta, cerca de 22%. Daí a começarmos a falar que o Brasil se tornou um dos três melhores produtores do mundo e que em alguns casos até champagne bate, num afã nacionalista muito típico nosso, não demorou muito. Minha avaliação geral é que, sim nos Moscatel estamos muito bem e entre os melhores do mundo, mas nos Rosés e Brancos apesar dos bons rótulos produzidos, ainda temos muito a crescer, inclusive no quesito regularidade.

          Deixo claro que é uma opinião particular, compartilhe ou jogue pedra quem quiser, mas acho que afora os investimentos necessários no vinhedo e na produção, um dos principais problemas para nos tornarmos realmente membros da elite dos espumantes é a falta de constância. Isto pelo que tenho observado nos últimos quatro para cinco anos, com algumas poucas exceções. Ainda é muito comum um determinado produtor estourar na mídia e na critica num determinado ano e no outro ficar bem aquém. Precisamos tempo para poder demonstrar nossa qualidade, humildade para seguir trabalhando na melhoria, constância de qualidade e um maior intercâmbio com o mercado e produtores internacionais. Temos muito bons espumantes, alguns até ótimos, bons preços, mas mantenhamos os pés na terra e deixo o forum aberto para comentários.

          Pessoalmente gosto muito dos nossos espumantes que trazem um frescor e uma característica cítrica muito interessantes que, a meu ver, são muito a cara do Brasil. Por isso convidei alguns dos principais produtores nacionais tendo o Brasil representado  cerca de 36% dos rótulos em prova com quinze espumantes que, só para relembrar, listo agora com menção do método de elaboração usado: Miolo Millésime Brut – R$75 (tradicional), Salton Evidence  Brut– R$65 (tradicional), Chandon Excellence Brut – R$90 (charmat), Marson Brut– R$59 (tradicional), .Nero Gran Reserva Extra Brut – R$45 (charmat longo), Valduga Gran Reserva Extra Brut 2004 – R$90 (tradicional), Cave Geisse Nature 2007 – R$45 (tradicional),Pizzato Brut – R$45 (tradicional), Dal Pizzol Brut – R$45 (tradicional), Do Lugar – R$32 (charmat), Don Giovanni Ouro – R$75 (tradicional), Marco Luigi Reserva da Família Brut – R$30 (tradicional), Villaggio Grando /SC – R$40 (charmat), Valduga 130 Brut – R$65 (tradicional) e Don Giovanni Nature – R$50 (tradicional). Destes, os que mais se destacaram na prova foram, por ordem de classificação, os que seguem:

1º Chandon Excellence Cuvée Prestige – Um senhor espumante que consegue juntar o frescor e característica cítrica dos espumantes nacionais com a complexidade dos franceses, não fosse a casa produtora originária de lá. Este não peca pela ausência de constância e a cada vez que o provo ele se mantém neste alto nível. Perlage muito boa, fina e abundante, mostrando que o método charmat pode sim gerar espumantes muito elegantes, formando um colar de espuma atraente na taça. Mineral bem presente, cítrico invocando laranja confitada, algo de fermento e brioche com nuances tostadas compõem uma paleta olfativa bastante complexa e delicada.  Já na boca é cremoso, gostosa textura, um produto de muita qualidade que seduz os mais exigentes e termina muito fresco com algo de frutas secas e novamente aquela presença gostosa de notas minerais.

2º Marson Brut – Uma grata surpresa de um espumante bastante tradicional no mercado que mostra uma perlage bastante fina e de boa persistência. No mais, talvez o mais exótico de todos com presença de frutas tropicais maduras como abacaxi e banana combinadas com um frescor imenso, fruto da ótima acidez muito bem balanceada formando um conjunto que satisfaz sobremaneira deixando na boca um gostinho de quero mais. Leve, gostoso, um final bem frutado e de boa persistência que abre o apetite.

3º Miolo Millésime Brut 2006 – Top dos espumantes da Miolo, é um pouco pálido na cor, mostrando-se ao nariz com aromas mais presentes de levedura e algo cítrico com nuances de amêndoas torradas. Na boca apresenta maior corpo, enche mais a boca e a cremosidade advinda de uma espuma abundante invade a boca com muito frescor. Perlage de tamanho médio, abundante e de boa persistência. Na boca é equilibrado, saboroso, um espumante que nos seduz facilmente e que já é boa companhia para uma refeição.

4º Salton Evidence Brut – Nariz citrino com nuances de flores brancas, tudo muito sutil e delicado convidando a levar a taça á boca. Na boca é fino, equilibrado, bom colar de espuma, muito boa perlage, fina, regular e consistente que nos massageia a boca com pequenas agulhas e mostra nuances tostadas, algo de padaria e bem mineral com um final onde desponta algo de maçã verde e muito boa acidez.

5º .Nero Extra Brut –  Elaborado pelo método charmat longo de seis meses que resulta num número considerável de bolhinhas bem finas e persistentes, muito cítrico e fresco numa boca gulosa, franca sem grande complexidade, mas muito saboroso que nos faz pedir mais uma taça, e outra, e outra … Prima pela finesse, final elegante, vibrante com toques de maracujá. Entre os Brasileiros, foi considerado o Melhor Custo x Beneficio

6º Cave Geisse Nature 2007 -  Aromas muito agradáveis, com um leve brioche intermediado por algo cítrico, nuances doces (mel) e toques florais muito sutis e elegantes. Na boca é cremoso, acidez maravilhosa que aporta um incrível frescor, balanceado, final muito saboroso, delicado com notas minerais e muito longo. Um espumante muito fino e sedutor tendo apresentado um leve amargor final que não chegou a incomodar.

          Todos espumantes que fazem juz aos comentários positivos da mídia especializada, ou seja sem grandes surpresas, que eu compraria sem exitar pois me agradaram muitíssimo. Na sequência os outros nove desafiantes: Valduga 130 / Pizzato Brut / Marco Luigi Reserva da Família Brut 2008 / Do Lugar Brut / Dal Pizzol Brut / Villaggio Grando (recém lançado nem rótulo tinha ainda, sendo a primeira prova dele) / Don Giovanni Brut Ouro / Valduga Extra Brut Gran Reserva 2004 e Don Giovanni Nature que compuseram um nível de qualidade bastante alto.

         Em Fevereiro deverei ir a Portugal e quero armar, com alguns amigos blogueiros de lá,  um Desafio Luso-Brasileiro de Espumantes durante minha estadia. Serão oito rótulos (os TOP 6 acima mais dois convidados) versus sete portugueses, meu primeiro Desafio Internacional. Bem, por hoje é só, na sequência outros posts sobre esta deliciosa maratona de espumantes que, neste quente verão, são um must! Nada de ficar esperando ocasiões especiais, abra um espumante e faça o momento especial. Quer coisa mais chique do que naquele encontro com os amigos abrir um espumante de boas-vindas? Melhor, não precisa nem gastar muito para isso!

Salute, abraço e kanimambo.

         A partir de hoje começo a publicar os resultados deste Grande Desafio em que degustamos 42 espumantes de tudo o que é gênero e estilo. Uma das dificuldades foi encontrar uma forma de falar deles sem que se cometessem injustiças, pois, como numa competição automobilística de longa duração, competiram rótulos de diversas “cilindradas”. Eis um resumo das diversas origens presentes:

  • Cinco Champagnes
  • Seis franceses de outras regiões
  • Dois de Portugal (me faltaram mais dois que queria que estivessem presentes, mas não deu)
  • Quatro da Argentina
  • Um do Chile
  • Um da Austrália
  • Três da Itália (me faltou um Franciacorta)
  • Cinco da Espanha
  • Quinze do Brasil

            Muitos outros poderiam e até deveriam estar por aqui, mas alguns dos convidados não deram bola (sequer responderam), outros não tive acesso e outros, ainda, só me toquei depois que o trem passou! De qualquer forma, o que já foi já foi e, em cima dos resultados obtidos, optei por divulgar os resultados por partes, até porque é muita coisa, da seguinte forma:

  • Melhor Brasileiro com comentários sobre os TOP 6, sem divulgar a pontuação média obtida.
  • Melhor Champagne com comentários sobre todos, porém também sem a pontuação.
  • Melhor Espumante, exceto champagne, com comentários sobre os top 10, também sem pontuação.
  • Campeão do Desafio (todos os rótulos) com a lista completa de pontuação média obtida na prova, porém comentando somente os primeiros 20 rótulos em dois posts.
  • Divulgação do Melhor Custo x Beneficio (fórmula matemática) e Melhor Compra (voto direto da banca de degustadores).

              Quais alguns dos paradigmas que busquei conferir com este Grande Desafio de Espumantes? Bem, parte deles já foram esclarecidos nos Desafios de Espumantes Rosé e de Moscatel e continuarão sendo nestes resultados do Grande desafio que publicarei aos poucos, porém tire você suas próprias conclusões da análise de resultados:

  • Qual o verdadeiro estágio dos espumantes brasileiros comparativamente aos outros disponíveis no mercado?
  • Os Champagnes são mesmo melhores que todos os outros espumantes?
  • Preço é indicativo de Qualidade? O vinho mais caro é o melhor?
  • Qual o verdadeiro estágio de nossos hermanos argentinos e chilenos neste segmento de vinhos?
  • Os brasileiros são o melhor custo x beneficio do mercado?
  • Nome ganha jogo?
  • Espumantes elaborados pelo método charmat são inferiores aos elaborados com o método tradicional?

              Lembrando que esta degustação, como em todos os Desafios de Vinho que organizo, é realizada às cegas e os rótulos servidos em ordem aleatória. As conclusões cada um tirará as suas e certamente, como sempre, haverão vozes discordantes, porém os resultados são isentos e fruto de média de pontos dada por cada degustador que compôs a banca (nomes já divulgados anteriormente), anulando-se a menor e maior nota dada para que se evitem eventuais distorções.

             Amanhã já começo a divulgação dos posts e depois irei intercalando com outras matérias que, creio, também são de interesse comum dos leitores amigos que me prestigiam. Desta vez não inclui, com algumas poucas exceções, os rótulos mais econômicos (até R$35,00) que farão parte de outro Desafio que já estou armando. No entanto, como já mostrado na lista de Desafiantes que participaram desta prova, há um pouco de tudo e, Natal e ano Novo requerem um algo mais, não?!

            Só para aguçar a curiosidade, veja abaixo um preview com a média unitária apurada por país (Chile, Portugal e Austrália estão agrupados porque existem somente dois ou menos participantes por país) que, obviamente, é muito relativo já que outra prova com outros rótulos, outra banca e outro número de desafiantes por país certamente deverão gerar outros resultados. No ano que vem farei uma outra quando, com mais tempo de organização, espero poder ampliar o universo de rótulos e regiões provados com a inclusão de rótulos dos Estados Unidos, África do Sul, etc. Este ano, propositalmente, quis privilegiar os espumantes brasileiros. De qualquer forma, creio que a seleção de desafiantes em prova foi bastante expressivo sendo este um exercicio bastante interessante e bem representativo do que o consumidor encontra hoje no mercado, ou não?

Grupos

Média Unitária

Champagnes

89,10

Outros Franceses

86,60

Espanha

84,07

Argentina

83,88

Brasil

83,41

Chile + Austrália + Portugal

82,98

Itália

82,97

Não poderia deixar de agradecer ao Armando e Denise do Emporio da Villa pelo apoio cedido a estas provas e ao Renato que nos serviu mais de duzentas taças por noite. As pizzas, maravilhosas com preço justo e o ambiente dez. Aos amigos que moram na região do Morumbi, fica aqui a minha indicação e sugestão.

Salute, kanimambo e vos vejo por aqui

                Dando sequência à série de dicas de compras de ontem, tenho mais algumas promoções de parceiros e uma lista de boas, se não ótimas compras garimpada por mim. Vejam abaixo:

Zahil – Ontem divulguei uma promoção de tintos, hoje só de espumantes e duas das grandes barbadas desta época do ano. Um dos meus espumantes preferidos pelo preço, é o Paul Bur e o recomendo aqui já faz muito tempo. Nesta época do ano a importadora sempre faz uma interessante promoção que, invariavelmente, me faz repor estoque com pelo menos uma caixa e desta vez não é diferente. Mas tem mais!

Veuve Paul Bur Brut – Participou de meu Grande Desafio de Espumantes e, cá entre nós porque só publico na semana que vem, se deu muito bem. A R$49,00 que é o preço de tabela já ficou entre os Top 10 melhor Custo x Beneficio entre 42 rótulos, imagina agora que, comprando uma caixa com seis, o preço unitário sai por R$32,00!!!! Tem também a opção de Rosé, um pouco mais caro, mas este eu não conheço. Quem sabe você compra e depois me diz o que achou?

  • Champagne Drappier Brut Carte d’Or – um dos bons champagnes disponíveis no mercado, também se houve bem na degustação, que está por apenas, sim para champagne no Brasil é apenas, R$157,00 (cerca de 15% de desconto).
  • Kit Drappier – só que desta vez o Charles de Gaulle com duas flutes de primeira em uma linda caixa para presente, por R$275,00. Para quem já tem tudo, um presente irresistível que impressiona. Se quiser mandar aqui para casa não recusarei não! rsrs
  • Prosecco & Panetone – para quem não quer gastar muito e fazer bonito, um saboroso Prosecco la Venezziana com um panetone da Ofner, por R$59,00.

 

Assemblage Vinhos - Não poderia faltar algo dos amigos Bete e Marcel aqui da Granja Viana. Uma série de vinhos interessantes numa loja bonita e acolhedora, prontos para você garimpar quando for dar uma olhada no vinho abaixo, até porque a época não é só para brancos e espumantes.

 

Fruto do Garimpo – aqui alguns achados que acho que valem a pena ser conferidos e aproveitar que o verão chegou quente! Os preços podem variar, isso é o que encontrei nos últimos quinze dias.

Winery -

  • Em 1531, um século antes de Don Perignon “inventar” o champagne, os monges da abadia de Saint-Hilaire, na região de Limoux no Sul da França,  já produziam suas borbulhas. O senhor da região costuma comemorar suas vitórias com esse elixir e assim nasceu o Blanquete de Limoux. Prove este que é o “primeiro” espumante do mundo, o Bulle de Blanquette Nº1 por R$75,00.
  • Cava Marrugat Brut – R$49,00 conheço e é muito saboroso.
  • Prosecco Moinet Extra-dry – R$28,00 mais um que conheci recentemente e já recomendo como um belo Custo x Benefício.

Confraria do Queijo & Vinho – Sumaré:

  • Crios Rosé R$ 36,90 e Crios Torrontés por R$39,90 dois vinhos deliciosos e frescos, dos melhores em seu estilo.
  • Prosecco Corte Viola por R$24,80, um dos proseccos que mais recomendo para festas e eventos.

BR Bebidas – Itaim: um de meus principais e fiéis parceiros que possui sempre ótimos preços especialmente em espumantes. Veja o que apareceu em minha peneira considerando que os preços são especiais para Falando de Vinho.

  • Chandon Excellence Prestige Cuvée R$79,00 – ótimo preço para este que, mesmo P da vida com o descaso e até falta de respeito com que fomos tratados pelo pessoal do marketing deles, segue sendo, a meu ver, o melhor espumante produzido no Brasil. Aliás, de salientar que este rótulo só esteve presente no Desafio de Espumantes devido ao apoio da BR Bebidas, do amigo Fredo e irmãos.
  • Raposeira Reserva Brut  R$69,00 – um dos bons espumantes portugueses por um preço bem abaixo da média.
  • Nieto Senetiner Brut R$25,00 – da Argentina.
  • Champagne  Tsarine Cuvée Premium R$165,00
  • Duc de Raybaud Rosé R$59,00 – um espumante da Provence/Françaque também se deu bem em meu Desafio de Espumantes Rosés.
  • Prosecco Valdo Oro R$31,00
  • Prosecco Vila Fabrizia R$22,00
  • Cava Cristalino R$38,00 – saborosa, fresca, fácil de gostar e ótima nestes dias quentes.

Emporio Mercantil – Pinheiros:

  • Cava Don Roman R$35,00 – sempre confiável e fácil de agradar.
  • Prosecco Villa Sandi DOC R$49,50 – um dos bons proseccos DOC no mercado.
  • Salton Evidence apenas R$42,50. Pesquisei na rede para efeitos do Desafio de Espumantes e o preço médio era de R$70,00. Pode?!
  • Salton Brut Reserva Ouro R$25,00 – Campeão, o barato que satisfaz e grande dica para festas e eventos pois agrada fácil.
  • Cave Amadeu Brut  R$37,50
  • Benjamin Nieto Chardonnay R$15,90 – um vinho branco para quem está começando e quem quer curtir algo leve, suave fresco e descompromissado. Quanto mais jovem melhor, compre o 2008 se tiver, opte pelo 2009!
  • Salton Volpi Sauvignon Blanc R$23,50 – Para mim, o melhor desta cepa no Brasil, pelo menos o 2008 que tomei e gostei demais.
  • Misiones de Rengo Sauvignon Blanc R$25,00 – um daqueles rótulos assíduos aqui en casa.

Rei do Whisky – Moema:

  • Champagne Piper-Heidsieck – R$149,00 um dos mais saborosos champagnes da linha “básica” por um preço realmente muito baixo.
  • Kit de duas garrafas de Freixenet Cordon Negro e duas taças flute por R$99,90
  • Vinho Verde Muralhas por R$32,90
  • Alvarinho Deu la Deu por R$52,90
  • Espumante Mumm (argentino) Demi-sec por R$27,90
  • Anna de Codorniu por incríveis R$56,00

Expand Outlet - no Outlet Premium na Rodovia dos Bandeirantes à altura do Serra Azul e Hopi Hari em Itupeva, esta loja tem sempre algumas preciosidades passíveis de garimpo paciente. Dei uma passada por lá hoje para abastecer e veja só algumas das pepitas encontradas lembrando que é um outlet, tem hoje, pode não ter mais amanhã nem nunca mais! Aproveite.

  • Kit Taittinger – um delicioso, fino e elegante Taittinger Brut Reserve com duas flute da Riedel por apenas R$200,00. Mais um presente que não me incomodoria de ganhar.
  • Palo Alto – eu gosto mesmo é do tinto que acho surpreendente pelo preço, mas vi que também têm o Sauvignon Blanc e o Rosé por apenas R$25,00. Ótima opção para o dia-a-dia.
  • Quinta de Cabriz Rosé 07- já o comentei aqui quando de meu painel de brancos & rosés postado em Fevereiro, super fresco e gostoso para tomar bem geladinho na beira de piscina, ainda mais com o calor que vem fazendo. Parece brincadeira, mas não é, só R$12,55. Comprei caixa, se fosse 2008 compraria caixaS!
  • Paralelo 8 espumante rosé – mais um degustado no Desafio de Espumantes Rosés. Sem ser um campeão, foi um vinho que agradou especialmente aos degustadores do sexo feminino. Apenas R$24,80
  • Champagne Gosset – um espumante de grandes  virtudes que está por um preço ótimo considerando-se os preços no mercado brasileiro, só R$158,40.
  • Marques de Casa Concha – vinho que não necessita de quaisquer apresentações. Todas as uvas, Cabernet/Merlot/Syrah e Chardonnay da safra de 2006 por míseros R$59,90. Talvez a pepita mais brilhante que eu tenha garimpado nesta visita, até por sua capacidade de guarda. Entre o Cab e o Merlot, ambos bons, eu prefiro o Merlot (que participou em meu Desafio de Merlots do Mundo), mas não conheço o Syrah e o Chardonnay, alguém comenta?

Bem meu amigo, terminei. Dos mais simples aos bons champagnes, tem espumante para todos os gostos com preço bom. Presentes para dar, vinhos para comprar de caixa, enfim uma enorme variedade de produtos com preços bacanas para que possamos nos despedir deste ano e receber o próximo dignamente (enofilicamente falando) sem gastar muito ou, pelo menos, gastar menos. Para ver endereços e dados para contato das lojas acima, acesse “Onde Comprar”. Os amigos fora de São Paulo que me perdoem, até enviei diversos mails para lojistas fora da metrópole, mas ninguém quis usar este espaço gratuito para divulgar seus produtos, como aliás vários outros por aqui também não. Mal eles sabem que este blog recebeu, só ontem, mais de 500 acessos, mille grazie, ô gente de pouca fé!

Salute, kanimambo e que deus Baco lhe acompanhe nesta difícil tarefa!

Dicas da Semana

             Algumas dicas e diversas opções de Boas Compras para este final de ano, a começar pelos amigos da Cave Jado e do Emporio Sorio, mas tem muito mais inclusive Wine Dinners em Porto Alegre e degustação em São Paulo, tem até leilão de vinhos. Termino com uma lista de Boas Compras adicional fruto de meu garimpo. Vamos lá, vamos ao que interessa.

Wine Dinner em Porto Alegre – Mais uma vez a Maria Amélia agita a cidade de Porto Alegre, desta feita com um Wine Dinner num dos mais importantes restaurantes Tailandeses no Brasil. Certamente uma noite de novas experiências sensoriais.

 

Leilão de Vinhos – O Marcelo Copello promove um leilão beneficente com vinhos arrecadados junto a seus parceiros e alguns de sua adega particular. Tentei montar alguma coisa e lhe enviar, mas por falta de carona para o Rio a caixa acabou ficando por aqui mesmo. Ajudo do jeito que posso, então pelo menos divulgar divulgo e espero que os amigos façam seus lances. Caros amigos, chegou a hora ajudar fazendo ótimas compras! Nosso leilão beneficente acontecerá no dia 7/12, segunda-feira, às 19:30 na Escola Mar de Vinho, na Rua Buarque de Macedo 75, Flamengo-RJ. O evento será conduzido por Marcelo Copello e o pregão ficará a cargo do Museólogo Adilson Rachid. O dinheiro arrecadado será totalmente (100%) revertido para duas entidades, a Casa Maria de Magdala e a Casa de Padre Pio. São 42 lotes com detalhes no link: http://www.mardevinho.com.br/agenda/leilao-beneficente-2

 

Portal dos Vinhos – O calendário de degustações de 2009 começa a chegar ao seu final na Portal dos Vinhos, razão pela qual esta de vinhos top da Espanha se torna especial. Depois só de espumantes antes que os amigos Fátima e Emilio aproveitem suas merecidas férias de Janeiro. Pegue a esposa, arraste seu marido e curta um final de Sábado diferente.

 

 La Cave Jado, uma pequena importadora trabalhando com importação de vinhos de pequenos produtores nas mais diversas regiões da França. Gosto muito de alguns Bordeauxs, especialmente o Chateau Piron, um tremendo custo x beneficio, mas hoje a chamada é para vinhos que venham nos refrescar.

 

 

O Emporio Sorio – aquele dos saborosos vinhos da Córsega, especialmente os rosés e brancos doces que me encantaram, um verdadeiro achado durante minha viagem na Expovinis deste ano. Agora chegam com duas novidades que, aparentemente, são pela primeira vez publicadas na midia através deste blog. Um espumante rosé á base de Pinot Noir e um branco de Muscat, ambos por volta dos R$60,00 e com um nome altamente sugestivo. Sugiro conferir e a época é propicia para isso. Veja mais detalhes abaixo.

 

 

Kits Salton – a Salton lançou uma série de kits festivos para estea época do ano. Em uma caixa, um espumante Brut ou demi-sec com duas taças por algo ao redor de R$29,00 nas lojas do ramo. Tem alguns kits com vinhos tranqüilos também, este por cerca de R$32,00. As opções variam entre os espumantes Salton Moscatel, Salton Brut, Salton Demi-Sec, e os tintos Salton Classic nas versões Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot. Minha dica é garimpar o de espumantes.  

 

 

Vinea - Os amigos da Vinea me enviaram esta lista de espumantes a provar. Gosto muito do Incontri Prosecco e o Rosé deles se tornou, recentemente, campeão no Desafio de Espumantes Rosés promovido por mim. Uma delícia!

  • Penalba Lopez Cava Blanco Brut Nature R$ 69,00
  • Moscato Spumante Arione R$ 65,00
  • Spumante Rosé Dry Cuvée Incontri R$ 79,00
  • Prosecco Incontri R$ 97,00

 

Lusitana de Vinhos e Azeites – Para celebrar as festas de fim de ano a importadora Lusitana preparou o Kit Festa, com uma belíssima cooler transparente e 10 espumantes baby da Casa Perini (375ml) com o cliente decidindo como quer montar sua cesta. Espumante Charmat Brut, Moscatel Asti ou, se preferir,  pode fazer um mix com os dois  rótulos

  • Charmat Brut (100% elaborado com uvas chardonnay e com a segunda fermentação realizada pelo processo Charmat. Cor amarelo palha, aromas florais e frutados, leveza do seu perlage fino, intenso e com espuma cremosa persistente).
  • Moscatel Asti (elaborado pelo processo italiano Asti com 100% da variedade Moscato. De cor citrina, aroma intenso e característico do varietal, revela paladar macio e delicado, doçura e frescor, sendo o jovem embaixador.

O Kit Festa está disponível pelo telefone: (011) 4508 8880 e custa R$219,00

 

Marco Luigi – falar de espumantes sem incluir Marco Luigi, ficaria faltando algo. Duas caixas de seus bons espumante com frete grátis e precinho camarada. Minha dica é de ligar para lá e falar com a Sandra dizendo que tomou conhecimento da promoção aqui em Falando de Vinhos e solicitar uma caixa de cada. Vale a pena e este verão vai pedir muito espumante geladinho.

 

 Zahil – esta importadora tem sempre alguma interessante promoção acontecendo e esta linha de produtos El Portillo está muito convidativa já que se comprar três garrafas o valor unitário sai por R$23,00, uma baba!

             Tem mais, mas o resto mostro para vocês amanhã numa sequência especial com Boas Compras garimpadas por mim e algumas outras sugestões de mais alguns parceiros. Desta forma, neste Sábado não publicarei Uvas & Vinhos que ficará para daqui a 15 dias. Vejo vocês por aqui amanhã.

Salute e kanimambo

Esta é a terceira prova do grande painel que estou avaliando este mês. Já tivemos uma dúzia de espumantes moscatel, uma dúzia de espumantes rosés e agora quarenta e dois rótulos entre Champagnes, grandes Cavas, cremants de Bourgogne, de Alsace, Prosecco  e espumantes de qualidade da Austrália, Chile, Argentina, Portugal e, obviamente, a maioria dos tops brasileiros sejam eles elaborados pelo método charmat ou tradicional/clássico. Ao final deste mês, teremos provados 66 espumantes que só vêm agregar aos muitos já comentados, sugeridos e recomendados ao longo destes primeiros dois anos de vida de Falando de Vinhos.

               Trabalho insano, nem sempre entendido e se arrependimento matasse, eu estaria ….. vivo! Não está sendo fácil não, ainda mais depois de um acidente (todos bem) que me deixou sem um carro durante todo o mês, mas não me arrependo não pois estou coletando dados e ganhando muita experiência que tento, na medida de minhas limitações, partilhar com os amigos que me visitam  quase que diariamente o que, por sinal, é uma baita responsabilidade que levo muito a sério. A organização de tudo isto é complicada e juntar a banca de degustadores tantos dias um outro quebra-cabeças nem sempre bem sucedido até pelos afazeres profissionais de cada um e convites mais interessantes que o meu.  

           Para compor a banca de degustadores desta prova que é dividida em dois dias de degustação os amigos; Álvaro Galvão (Divino Guia), Breno Raigorodsky (cronista e juiz FISAR), Simon Knittel (Kylix), Emilio Santoro (Portal dos Vinhos), Alexandre Frias (Diario de Baco/Enoblogs), Daniel Perches (Vinhos de Corte), Dr. Luís Fernando Leite de Barros (enófilo), Evandro Silva e Francisco Stredel (confraria 2 panas), Ralph Schaffa (restauranteur) e eu que nos reuniremos nas aconchegantes instalações da casa dos amigos Armando e Denise, o Emporio da Villa. Afora degustarmos esses deliciosos e refrescantes caldos, nada como algumas deliciosas pizzas da casa. Tem diversas ótimas e criativas opções, mas quatro em especial eu recomendo; a de abobrinha temperada com queijo brie, a de alcachofra e as de salmão e al mare que sugiro acompanhar com um Sauvignon Blanc bem fresco, yummy!

             Mas vejamos o que nos espera nesses dois dias. Certamente muito outros rótulos e produtores poderiam estar aqui, alguns foram convidados e não se manifestaram e outros, bem a quantidade de rótulos é enorme! De qualquer forma, creio que com os rótulos aqui listados temos um grupo de desafiantes bastante heterogêneo e  uma mostra razoável do que de bom existe no mercado.

DIA 1

DIA 2 

Champagne De Sousa Zoémie Cuvée Merveille Brut – Decanter – R$256,00 Champagne Piper Heidsieck – Interfood – R$180,00
Champagne Taittinger Brut – Expand – R$200,00 Champagne Drappier Brut Carte d’Or– Zahil – R$185,00
Champagne Tsarine Brut – KB-Vinrose/BR Bebidas – R$170,00 Cremant Bourgogne Picamelot Cuvée Jeaune Thomas Brut 2004 – D’Olivino – R$147,00
Cava Juve y Camps Brut Nature 2004 – Peninsula – R$168,00 Marrugat Cava Gran Reserva Nature 2004 – Winery – R$75,00
Cave Geisse Nature – Cave Geisse/Vinhos do Mundo – R$45,00 Don Giovanni Nature – R$50,00
Chandon Excellence – BR Bebidas – R$85,00 Miolo Millesime – R$75,00
Moinet Millesimato Prosecco Brut 2007 – Winery – R$ 65,00 Incontri Prosecco VSAQ – Vinea – R$97,00
Cremand Cuvée Sylvain (Loire) – Cave Jado – R$59,00 Marc Brédif Vouvray Brut – Mistral – R$86,00
Marco Luigi Reserva da Familia Brut 2006 – R$30,00 Pizzato Brut – R$45,00
Valduga Extra Brut Gran Reserva 2004 – R$90,00 . Nero Extra Brut – Domno do Brasil – R$45,00
Cava Freixenet Cordon Negro – R$49,00 Cava L’Hereu Reserva Brut  de Raventós i Blanc – Decanter – R$87,00
Don Giovanni Ouro 30 – R$75,00 Valduga 130 – R$65,00
Salton Evidence – R$70,00 Anna de Codorniu – Interfood – R$75,00
Barton & Guestier Cuvée Reservée Chardonnay Brut (Loire) – Interfood – R$65,00 Cremand Cuvée Plaisir Perlant (Alsace) – Cave Jado – R$86,00
Marson Brut método tradicional – Eivin – R$59,00 V. G. Brut – Villaggio Grando – R$40,00
Spumante Incontri Muller Thurgau – Vinea – R$73,00 Bridgewater Mill Sparkling (Austrália) – Wine Society – R$78,00
Santa Julia Brut – Ravin – R$43,00 Trapiche Extra Brut – Interfood – R$35,00
El Portillo Reserva Brut – Zahil – R$58,00 Casillero Sparkling  - VCT Brasil – R$75,00
Raposeira (Portugal) – Vinhas do Douro/BR Bebidas – R$85,00 Irresistibile Reserva Brut (Portugal) – Sem importador
Do Lugar Charmat – Dal Pizzol -R$32,00 Dal Pizzol Brut tradicional – R$45,00
Espumante surpresa Veuve Paul Brut Brut – Zahil – R$49,00
   

            O porquê deste melange?  Primeiro porque gosto de desafiar o establishment, segundo porque a única forma plausível, pelo menos a meu ver, de comparar qualidade e sabores de vinhos é numa comparação direta ás cegas e terceiro porque quero conferir algumas “verdades” de nossa vinosfera. Por outro lado, é um tremendo exercício sensorial para quem participa da banca. Se os tomasse a todos em casa, tranquilo, avaliando todos os aspectos com calma e curtindo o caldo, certamente seria mais prazeroso, mas longe de ser tão didático. Afora isso, importante que um painel deste porte não ficasse apenas restrito a uma pessoa e sim a dez o que lhe dá outro valor.

           Bem amigos, isto foi só para vos deixar com água na boca no aguardo dos resultados que publicarei na próxima segunda dia 30 e mais detalhadamente em outros posts ao longo do mês de Dezembro assim como na coluna dos jornais Planeta Morumbi e Planeta Oceano.  Por enquanto é só, salute e kanimambo por visitar.

         Ou será em São Paulo? Na verdade, um pouco aqui um pouco lá! É a história de muitos hoje em dia num mundo cada vez menor e mais cosmopolista. Estes seres cosmopolistas descobrem Mendoza trezentos anos depois dos jesuítas que viram nestas terras uma série de vantagens para a produção de vinhos, e transformam a região numa grande babilônia. Felix Martin Altorfer é um desses seres que após longa carreira como executivo de multinacionais com grande atividade na América do Sul e vivendo em São Paulo, reúne um grupo de investidores e opta por produzir vinhos de qualidade em Mendoza tendo como um de seus principais mercados sua terra natal, Suiça.

         De um bate-papo num encontro de amigos, nasce o contato de Don Martin com a Cátia Betta e Giselda Badelucci da Wine Lover´s (os mesmos que venceram meu Desafio de Uvas Ícones com seu Pezzy King 05, um saboroso Zinfandel) que iniciam as importações destes vinhos da Viñas Don Martin. Foi num português fluente, para minha surpresa inicial, que Don Martin nos recebeu junto com as anfitriãs no aconchegante Bela Sintra para um almoço informal com meia dúzia de pessoas do setor, entre eles os colegas Jeriel e Álvaro Galvão assim como o amigo Walter Tommasi da Revista Freetime (link aqui do lado).

        É em Alto Agrelo, região privilegiada de Mendoza de onde vêm alguns dos melhores caldos argentinos, que Don Martin comprou 60 hectares de terra e iniciou sua plantação de vinhedos a partir de 2004 tendo concentrado investimento em Malbec, que representa cerca de 50% das vinhas, mais Cabernet Sauvignon, Syrah, Petit Verdot e Chardonnay. Em 2008 foram  produzidos algo ao redor de 80 mil litros (120 toneladas de uva) com um pouco mais disso sido vendido a terceiros. Para assessorá-lo neste empreendimento, o enólogo Roberto de La Motta com uma muito bem sucedida na Chandon da argentina com o vinho Terrazas e que hoje possui sua própria bodega (Mendel). Resultado? Surpreendente! Não só pelos vinhos, mas essencialmente por uma política comercial sã que nos apresenta bons vinhos com preços justos e muito convidativos.

          Neste gostoso almoço, não só pelo local e comida mas especialmente pelas pessoas presentes, tivemos oportunidade de provar dois rótulos dos cinco produzidos pela Vinas Don Martin sob a marca Fincas Altorfer, o Malbec 2007 e o corte Malbec/Cabernet Sauvignon 2007 que são os que a Wine Lover´s presentemente está trazendo. Afora estes dois, os produtore elaboram um roé de Malbec, um Syrah e um Cabernet Sauvignon que me deixou bastante curioso já que tenho gostado muito dos cabernets desta região que acho, inclusive, superiores aos Malbecs. Outros rótuloscomo o Chardonnay e uma linha reserva,  virão, mas há que aguardar. De qualquer forma falemos destes vinhos provados que me agradaram muito e recomendo aos amigos como duas ótimas opções numa faixa de preços que requer muito garimpo. Muito boa relação Qualidade x Preço x Prazer.

Finca Altorfer Malbec 2008 – com imperceptíveis 14,9% de teor alcoólico, um vinho que prima pelo equilíbrio. Normalmente não costumo comprar vinhos, que não conheça, com tal teor de álcool, já que é difícil produzir vinhos tão potentes sem perder a elegância que é um dos predicados que busco nos vinhos que compro e recomendo. Pois bem, de la Motta acertou a mão, o vinho mostra a concentração de fruta vermelha tipica que se busca no Malbec, porém sem exageros , taninos ainda presentes, pois o vinho ainda está bastante jovem, porém finos, aveludados, sem qualquer agressividade com uma acidez apetitosa no palato e diria, até algo delicado.

Finca Altorfer Malbec/Cabernet 2007 – um teor de álcool mais “civilizado”, apesar de ainda algo alto com 14,1% porém mais uma vez o equilíbrio adequado que faz com que não se note quando na temperatura adequada. Muito fruto negro, aromas tostados e algo especiarias presentes num vinho que se apresentou mais pronto nos taninos, redondo e elegante porém denso mostrando boa estrutura e uma riqueza de sabores atrativos que convidam à próxima taça. Harmônico, mais um belo trabalho do enólogo que aplica somente três meses de madeira a estes vinhos para que se agregue alguma complexidade sem que se encubra a fruta que é o principal foco.

            Por seu corpo, achei que o corte daria a melhor harmonização com o arroz de pato, porém dei com os burros n’água  (como dizem na minha terra) já que o Malbec se mostrou mais parelho para o prato, assim como o fez com o bacalhau, apesar dos taninos um pouco mais jovens. Só para mostrar que em harmonização não existem regras e que a teoria na prática acaba, invariavelmente, sendo outra. Agora vem a cereja no creme, o preço de R$48,00 que a Wine Lover´s pratica e, se for um cliente VIP (basta se associar ao clube e seguir algumas regras de compra – clique lá e confira), este valor cai para abaixo de R$40,00. Ainda bem, para nós consumidores, que ainda encontramos bom senso no mercado e tiro chapéu para o duo, produtor e importador, que entendem o consumidor mesmo tendo um negócio a tocar e miram longe.

            Para finalizar um almoço muito bem harmonizado entre vinhos, pessoas e pratos, uma bandeja de doces que é uma coisa de sonhos.  Não vou falar nada, até porque dizem que uma imagem vale mais que mil palavras!

Salute e kanimambo.

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