Feeds:
Posts
Comentários

Arquivo da categoria ‘Opinião’


       Dia das Crianças, dia das Mães, dos Pais, das Mulheres, etc., na verdade quando nos restringimos a um dia é porque decididamente há algo obscuro no horizonte. Se é para valer e para realmente valorizar, então todo o dia é dia! Há, no entanto, as convenções que se estabelecem, na maioria por necessidade comercial, e hoje não é diferente, pois para quem é apreciador dos caldos de Baco, hoje é dia de Malbec!

Malbec world Day       O correto, no entanto, talvez fosse chamar o dia de Dia do Malbec Argentino pois esse movimento foi criado pela Wines of Argentina e a data foi escolhida em função de ação regional. Malbec, porém, existe nas mais diversas localidades, mesmo que não com a mesma marca e importância dos vinhos argentinos para o mercado.  Há produtos muito bons na França, no Chile, na Austrália e até nos Estados Unidos e porquê não, também por aqui em terras brasileiras, mas é na Argentina que ela mostra todo o seu potencial. Foi a  Malbec argentina que alavancou novamente as vendas dos vinhos de Cahors seu berço de origem onde, por sinal, ela era conhecida como Auxerrois e subsistia basicamente com vendas regionais num mundo vínico cada vez mais globalizado. Quer gostemos ou não, foi o trabalho da Argentina com esta cepa, tanto qualitativamente como mercadologicamente, que fez os vinhos dela originados tomarem conta do planeta. Aliás, muito como o Uruguai fez com a Tannat e todo mundo pegou carona!

      Hoje é portanto, dia de celebrar essa reviravolta com um bom Malbec na taça e preferencialmente em boa companhia. Bons vinhos são sempre bem vindos, eu pessoalmente tenho uma queda por blends mais do que varietais, e há diversos Malbecs de muito boa qualidade e dos mais diversos estilos que podem hoje habitar nossas taças. Hoje tenho degustação com sete desses rótulos, mas se tivesse que escolher um para colocar na taça hoje, certamente seria um vinho que provei em recente viagem a Mendoza nas casa de Suzana Balbo, o Nosotros Malbec! Como não tenho bala para tanto, fica na imaginação e certamente os sete de hoje farão jus ao que de melhoros hermanos produzem sem que gastemos fortunas por isso! Agora, se preferir, porquê não um Malbec chileno ou francês só para citar dois dos mais fáceis de achar, pois o importante é celebrar. Salute, kanimambo e que Baco lhe ilumine na escolha do Malbec de hoje

Read Full Post »

Ética e Moral, Onde estamos!


      O post de hoje é um desabafo e, ao mesmo tempo, um pedido. A moral e a ética em vez de princípios básicos e inerentes á convivência em sociedade, tem se tornado cada vez mais objeto raro que é valorizado e enaltecido quando encontrado como se fosse algo especial. Que pena que chegamos nesse ponto em que os valores essenciais de uma sociedade tenham que ser enaltecidos em vez de simplesmente aceites pelo que deveriam ser. Aliás a honestidade é outro bastião que virou objeto de relatividade! Vivemos numa época em que esses valores essenciais estão rareando e isso invade como nunca o nosso mundo virtual e nossa vinosfera, que não é exceção, padece dela também.

        Spams, em cada uma de minhas diversas identidades de mail, recebo no mínimo uns cinquenta ou sessenta por dia e não adianta eliminar um remetente que lá vêm mais dois ou três insistindo em que eu perca dez quilos e outros que me encha de azulzinho sem sequer saberem se peso 50 ou 100 kgs, se sofro do coração ou não! Que pé, mas enfim, já está claro que a internet tem esse lado obscuro irritante com o qual somos obrigados a conviver, porém melhor isso que os malditos telemarketings!! Estamos vivendo numa selva sem limites onde que importa é o objetivo pessoal de cada um e dane-se a forma de alcancá-lo, tristes tempos estes!

        Na vinosfera não poderia ser diferente, não vivemos num planeta separado, e tem loja que sequer conheço enviando promoção quase que diária entulhando meu mail! Os artigos de revistas e posts de blogueiros são invadidos por forte influência comercial que, em alguns casos, nos deixam duvidosos quanto a veracidade do que lá está escrito. Os “melhores do ano” duvidosos assumem postos de vinhos super stars, blogueiros de conhecimento duvidoso dão “aulas” sobre assuntos sobre o qual nada ou pouco sabem, gente que só enaltece vinhos de determinadas importadores e/ou produtores que anunciam em seu site, gente que pede para trocar link e quando você inocentemente o faz descobre que o seu sumiu no dele, enfim estas figuras estão, em minha opinião, presentes em números para lá do tolerável em nosso meio também. Afinal, à mulher de César não basta ser honesta, precisa também parecer ser, ou não?  Estamos sem saída, rodeados que estamos por “elles”, mas podemos, e devemos, lutar contra e separar o joio do trigo pois também há muita coisa boa por aí, alguns dos quais recomendo com links aqui do lado.

         O exemplo , no entanto, vem de cima, vem dos mais velhos, de nossos pseudo líderes e o congresso e governo não ajudam  em nada a formação cívica deste enorme país. A roubalheira, bandidos no poder, a falta de ética e ausência total de moral (não sendo ilegal vale qualquer coisa e mesmo quando o é, se a multa for pequena e valer a pena passa-se por cima disso também) são complementados pela impunidade, inclusive das urnas pois tem gente que se vende baratinho, baratinho.  Agora, os “espertinhos”, os tais que insistem no péssimo hábito recentemente turbinado de “tirar vantagem em tudo”  usam comentários neste blog para tentar fazer propaganda de lojas, promover um determinado vinho ou produtor, etc.. A eles uma mensagem; aqui nem a pau Juvenal, as coisas não funcionam assim até porque comentários só são publicados depois que passem por minha leitura e abusos, como esse e outros (inclusive os xenofóbicos), simplesmente vão para a lixeira.

       Os abusos têm aumentado, então após o desabafo fica o meu pedido, parem com isso por favor porque já torrou! Se acharem que este blog têm valor a ponto de tentarem essas “ações” comerciais guerrilheiras, por favor falem comigo e podemos negociar um banner, pago antecipadamente of course! Caso não tenham interesse, pelo menos parem com essa atitude no mínimo antiética, não é por esse caminho que conseguirão sucesso, pelo menos não aqui.

     Desculpem pelo desabafo, mas ultimamente, coisas da idade, cada vez tenho tido menos paciência para toda essa corja e esse modus operandum.

Sem brinde hoje, porém o kanimambo pela visita, esse não falta.

Read Full Post »


        Não é de hoje que bato na tecla de que a mídia e o governo tratam este assunto de forma fantasiosa e o povo embarca na mensagem. Sei que provavelmente vou chamar contra mim a ira de muitos, mas a redução de acidentes não tem nada a ver com a tolerância zero na chamada Lei Seca! Tem a ver com uma coisa que pouco se exerce por aqui em terras brasilis, tem a ver com FISCALIZAÇÃO e PUNIÇÂO! Se houvesse essa fiscalização mais rigorosa antes e a impunidade não corresse solta , nada disto seria necessário e os efeitos maléficos na economia não seriam sentidos como já estão sendo com o consumo de vinho caindo, dependendo dos restaurantes, entre 30 a 40%. Deixemos claro aqui que condeno a direção quando se extrapola na bebida, mas os graves acidentes e efetivas loucuras no volante não são decorrência de tuas taças de vinho no jantar! Não são esses os causadores dos graves problemas no trânsito e o fundamentalismo não é solução para nada. Maior fiscalização e eliminação da impunidade, só isso já bastava para trazer ordem para o caos, a lei já existia (0,6 decigramas era o limite em linha com os países do primeiro mundo e economias mais avançadas) e as penas também, bastava aplicá-las! Só que neste país tem sempre um iluminado querendo reinventar a roda, fazer o quê?!!

      O artigo recém recebido do Márcio Oliveira e publicado em seu vinoticias desta semana explicita bem os efeitos que essa lei desproporcional vem causando no mercado e merece uma leitura mais cuidadosa. Afora nos dar uma visão didática da lei, ainda não clara para alguns, também mostra seus efeitos sobre o setor de restauração.

“A LEI SECA E AS SUAS CONSEQUENCIAS NO MERCADO DE GASTRONOMIA E VINHO” (por Márcio de Oliveira) – As novas regras que endureceram a Lei Seca começam efetivamente a ter seus resultados na área de gastronomia, com alguns restaurantes amargando receitas operacionais abaixo da média, e trazendo um ar de desânimo para o setor. A multa para quem dirige embriagado dobrou e, além disso, agora não adianta mais fugir do bafômetro para tentar escapar da punição. A nova lei seca põe fim à brecha do bafômetro (ainda sujeito a palavra final do STJ), aumenta a multa para R$ 1.915,30, suspende o direito de dirigir por 12 meses e faz a retenção do veículo até a chegada de um condutor habilitado e sóbrio.

                Segundo a legislação, essa quantia pode dobrar se, no prazo de um ano, o motorista for reincidente. O valor sobe para R$ 3.830,80. Com a mudança na legislação, é possível autuar os motoristas com outras provas, pois além do bafômetro, o motorista do veículo envolvido em acidentes de trânsito ou que for parado na fiscalização poderá ser submetido, por exemplo, a testes e exames clínicos.

                A tolerância zero diz respeito ao teor alcoólico medido por exames clínicos (como o de sangue), enquanto na blitz o motorista parado para avaliação é convidado a soprar o bafômetro. O Conselho Nacional do Trânsito (CONTRAN) determina que de 0,05mg/l a 0,33mg/l (miligramas por litro) de álcool  no ar que vem dos pulmões, há infração do Artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro.

                Acima   de 0,33mg/l é configurado crime de trânsito e, além de multa, o motorista perde a carteira de habilitação e pode ficar preso por seis meses a três anos. Apesar da Constituição não permitir que se crie prova contra si mesmo, caso o motorista se negue a soprar o bafômetro, a pessoa pode sofrer as conseqüências da Nova Lei Seca e ter seu estado de embriaguez avaliado pelo guarda de trânsito por indícios (alguns subjetivos) tais como sonolência, olhos vermelhos e exaltação, além de testemunhos de terceiros, fotos e vídeos.

                Não é estranho que comecem circular sugestões de como burlar a Lei. Já há gente bebendo vinagre, lambendo carvão, usando enxaguante bucal ou ingerindo Metadoxil. Na realidade não há “remédio” e se você se arriscar, certamente se for parado numa blitz, terá problemas.

                Aqui vão as principais doses de bebidas alcoólicas, suas conseqüências e alguns mitos:

  • ● comer bombom de cereja ao licor: comer 2 unidades (20g) – teor de álcool de 2% – Resultado: 0,00mg/l => Penalidade: nenhuma.
  • ● comer gelatina de cachaça: comer 3 unidades (20g) – teor de álcool de 15% – Resultado: 0,24mg/l => Penalidade: Infração de trânsito.
  • ● comer torta de café com rum: comer 1 porção (175g) – teor de álcool de 2% – Resultado: 0,00mg/l => Penalidade: nenhuma.
  • ● usar enxaguante bucal: uso de 30ml – teor de álcool de 6% – Resultado: 0,54mg/l => Penalidade: Crime de trânsito.
  • ● beber uma cerveja: quantidade ingerida de 300ml (1 gf long-neck) – teor de álcool de 4,7% – Resultado: 0,12mg/l => Penalidade: Infração de trânsito.
  • ● beber uma taça de vinho: quantidade ingerida de 125ml (1 taça) – teor de álcool de 14% – Resultado: 0,25mg/l => Penalidade: Infração de trânsito.
  • ● beber uma dose de cachaça: quantidade ingerida de 80ml (2 doses) – teor de álcool de 45% – Resultado: 0,05mg/l => Penalidade: Infração de trânsito.
  • ● beber uma dose de whisky: quantidade ingerida de 80ml (2 doses) – teor de álcool de 47% – Resultado: 0,30mg/l => Penalidade: Infração de trânsito.

                A conclusão que se chega rapidamente é que não adianta tentar enganar o bafômetro e que o melhor é não misturar bebida e direção. E se tudo caminha tão bem no sentido de preservar a vida de várias pessoas quais seriam os motivos de preocupação no setor de gastronomia?

                A verdade é que o “sistema” não chega a ser tão simples como a solução de ter vários taxis a disposição dos clientes na frente do restaurante, ou de fazer-se um sorteio entre amigos para ver quem não beberá naquela noite e poderá conduzir o veículo até a casa, entregando um a um à salvo. Claro que isto ajuda as pessoas saírem e festejarem a vida. O setor de alimentação e bebidas terá que “abusar da criatividade” para que as pessoas voltem a beber uma taça de vinho acompanhando um prato harmonizado, como o faziam antes.

                Almoçando num restaurante neste domingo, procurei observar quem bebia algo alcoólico e raros clientes tinham cerveja, vinho, caipirinha ou algo neste estilo à mesa. A conseqüência é a queda de faturamento das casas no segmento bebidas e diminuição dos pedidos destes produtos no mercado, com diminuição de vendas por  parte de importadores e lojistas do setor, que a seu turno foram recentemente surpreendidos com o aumento da “ST- Substituição Tributária”.

                Ou seja, será muito difícil sobreviver comercialmente num momento em que a demanda está caindo e os impostos estão em curva crescente. Por seu turno o conseqüente aumento dos preços das bebidas pelo aumento da ST vai aumentar os preços dos rótulos nas Cartas de Vinho (espera-se um aumento de cerca de até 10% nos preços destes produtos). E preços mais caros serão um evidente desestímulo a sair de casa.

                Não é à toa que muita gente está buscando aprender a cozinhar e preparar jantares em casa, recebendo amigos e familiares. É uma tentativa de não correr risco (apesar de quem é convidado ter que recorrer ao táxi). Por quanto tempo este “modelo” se manterá ? Em alguns casos, sair de casa é uma boa alternativa de lazer e forma de fugir do stress que toda esta pressão do dia-a-dia traz para quem bebia de forma racional, acompanhando um belo prato de comida, ou simplesmente brindando a uma vitória pessoal ou de um amigo e que agora se vê privado desta oportunidade, simplesmente por que vai dividir com a companheira um brinde ou uma taça de vinho.

                Em outros países, como Estados Unidos e Inglaterra, vigoram leis bem semelhantes. Por exemplo, nos Estados Unidos, é classificado como crime dirigir sob efeito de oit0 decigramas de álcool por litro de sangue, no entanto, a quantidade pode variar de acordo com o estado. Se o condutor for menor de 21 anos, ele perde a carteira de motorista. No geral, além da multa, o motorista tem a carteira invalidada por 90 dias e, nos casos em que o condutor se nega a realizar o teste do bafômetro, já fica constatado o estado de embriaguez, diferentemente do Brasil, onde o motorista tem o direito de se negar a realizar o teste, impossibilitando a comprovação.

                Na Inglaterra, também é considerado crime dirigir sob influência de oito decigramas de álcool por litro de sangue. O infrator flagrado dirigindo embriagado é multado em cinco mil libras, tem o direito de dirigir suspenso por 12 meses e pode pegar um ano de prisão.

                Como não há previsão da Lei Seca mudar, a solução para o setor de gastronomia voltar a faturar as mesmas médias anteriores, ficará por conta da criatividade de cada um. Se a Copa das Confederações não amenizar o problema, certamente o “mar não ficará para peixe pequeno” !

Salute e kanimambo. Uma òtima semana para todos

Read Full Post »

Fatores de Compra


      O vinho, por mais que eventuais enosnobs queiram negar, também se compra pela cara! Vos conto aqui algumas estórias de minha curta experiência como comerciante de vinho, preservando o nome dos três rótulos que, por sinal, são todos Ibéricos.

Vinho 1 – Nome ruim, rótulo horrível, preço mediano (na casa dos R$80), vinho bom. Tive que fazer o diabo para vender esse vinho, nem com reza brava! No final, matei o dito cujo e nunca mais comprei.

Vinho 2 – Nome sem apelo, vinho básico e bem agradável, rótulo feio, preço camarada, por volta dos R$35. Vendi a duras penas porque o vinho era barato, porém demorei tanto para fazê-lo que também o tirei do portfolio

Vinho 3 – Nome padrão (não é especial mas não atrapalha), rótulo muito bom e clássico, preço bacana, qualidade muito boa para a faixa de preço (mesmo sendo uma uva pouco conhecida) e vende que é uma beleza!

     O colega e amigo Pingus Vinicius já uma vez confessou que comprou vinho pelo rótulo, eu também (vai dizer que você não?!), então porquê tão poucos produtores investem no design e em branding? Eis aí uma área boa para o meu amigo Claudio Werneck,  autor do logo da Vino & Sapore e blogueiro dos bons, investir só que o pessoal é meio pão duro nesse quesito. Especialmente quando se pretende atingir uma grande região ou até países, é importante se ater a esse desenvovimento de conceito de marca. Minha experiência até agora me leva a ressaltar alguns fatores essenciais para conseguir sucesso na venda de vinhos;

  • Rótulo (design) que pode inclusive se estender à própria garrafa. Exemplo do Tellus Syrah (itália), Maset Syrah (Espanha) e Storia (Brasil). 
  • Nome (branding) é essencial
  • Preço – a precificação dentro do mercado e sua concorrência é essencial
  • Qualidade – sem ela não tem equação que funcione e por isso eu provar tudo o que vendo! Reprovou, fora, independente dos outros fatores.

    É a conjunção de pelo menos dois desses três fatores que definem o sucesso da venda. Parece óbvio, e é, por isso mesmo fica aqui a indagação; porquê então se presta tão pouca atenção a isso? Não só produtores, os importadores também deveriam dar uma maior atenção a estes fatores pois o que brilha nem sempre é ouro, mas brilha! Num mar repleto de vinhos á venda no Brasil, dizem que por volta dos 30.000 rótulos entre importados e nacionais, brilhar pode fazer a diferença.

Salute, kanimambo e até mais.

Read Full Post »


  hand20with20moneyrs1    Não é de hoje que bato na tecla de que o grande empecilho para um crescimento sustentável e duradouro para o consumo de vinhos finos no Brasil passas obrigatoriamente por preços mais justos e baixos, não confundindo aqui baixo por barato! Faz tempo que nosso consumo per capita de vinho não passa dos cerca de 1,8 litros anuais e de vinhos finos deve andar por aí na faixa dos 0,5 dos quais aproximadamente metade em São Paulo. Estes números são estimados já que não existem no Brasil estatísticas mais precisas, porém o que fica claro disso é que; se este numero saltar para 3 ou 3,5 litros, não haverá produção que chegue e nunca mais se falará de salvaguardas! Todas as outras ações, que não sejam realizadas concomitantemente são, a meu ver, meros paliativos sem muita eficácia concreta e um desperdício financeiro. Pela falta de trabalho, talvez até interesse, nessa redução de custos e preços num país onde tradicionalmente sempre se buscou ganhar mais com menos do que menos com mais, como nos grandes centros de consumo do mundo, vivemos hoje num país com um dos custos de vida mais altos do mundo e o preço dos vinhos acompanha esse status quo.

         Pois bem, no Vinoticias 06/2013, o Marcio publicou um artigo de Christovão de Oliveira Jr. (Confraria Belo Vinho) sob o título – Preço Elevado, Caro ou Absurdo? Apreciei muito o conteúdo pois nos dá o que pensar e, paralelamente, deixa claro a diferença, para muitos pouco perceptível, entre o preço elevado e o caro. No texto fiz algums comentários que estão em preto. Curtam esse artigo que vale a pena.

 “ PREÇO ELEVADO, CARO OU ABUSIVO ? ” –  No ultimo sábado um amigo pediu que dirigisse um almoço-degustação para os componentes de sua confraria. Seria algo bem descontraído e o foco principal seria a reunião de um grupo de grandes amigos. Minha tarefa seria comentar os vinhos que seriam degustados e um pouco de cada produtor e das regiões de origem, sendo que todos os vinhos seriam de Portugal. Ele me disse que não precisava de nenhuma pesquisa específica uma vez que os vinhos seriam da gama média sendo quase todos vinhos do dia a dia.

Ao pesquisar sobre os vinhos vi que todos, sem exceção, eram rótulos altamente reconhecidos e todos eles premiados pelos mais diversos órgãos como Revistas, Guias e sites sobre vinhos. Mas a característica principal é que todos eles estavam, em Portugal, na faixa de preço entre 3,5 e 6 euros. Como eu sei que em toda a degustação a pergunta sobre o preço dos vinhos degustados é um fato garantido fui procurar o preço de venda deles na importadora. Foi difícil acreditar nos preços que encontrei: o valor deles variava ente 57 e 127 reais. Isto me obrigou a fazer nova pesquisa, desta vez em lojas de vinhos de Lisboa para conferir o preço que havia achado. Mais uma surpresa: encontrei preços um pouco inferiores aos que haviam encontrado antes: entre 2,90 e 4,30 euros para os vinhos da mesma safra que os que seriam servidos.

Até muito pouco tempo atrás a formula, quase infalível, para saber o preço de um vinho no Brasil era pegar seu preço em euros em lojas e supermercados da Europa e multiplicar por dez para achar o preço em reais também em lojas especializadas. (minha conta era de 4 a 5 vezes o preço de prateleira lá multiplicado por 2 se a origem fosse Dólar ou 3 se fosse Euro) Ou seja, um vinho europeu custava aqui cerca de 3,5 vezes o seu preço na Europa. Esta conta, com uma margem de não mais que 10% funcionava em praticamente todos os vinhos com algumas poucas exceções. Só que no caso desta degustação eu estava encontrando vinhos cuja multiplicação tinha que ser por valores de até 30 vezes.

Há muito tempo em conversas com importadores eu já vinha ouvindo as “explicações” sobre o motivo que a conta correta não mais podia ser a multiplicação por dez, e sim que agora deveria ser por 14 e até por 16. Claro que as explicações eram sempre os impostos e o famoso “custo Brasil”. Não quero me deter nestas explicações uma vez que se entrasse neste tema ia precisar de muitas paginas para explorar com alguma adequação o tema. Só vou dizer que não engulo estas explicações. Elas contem parte, mas não toda a verdade.

Voltando à degustação, o que pude confirmar foi o fato de que muitas importadoras têm colocado uma margem muito maior nos vinhos mais baratos para conseguir vender seus rótulos mais caros em faixas mais baixas de preço. Explico melhor: um vinho de 20 euros na Europa deveria custar aqui entre 200 e 280 (dependendo do multiplicador que fossemos aplicar e já considerando a nova realidade do número 14 como multiplicador válido). Já um de 40 euros sairia por 400 a 560 reais. É claro que em um país pobre como o nosso e, mais ainda, no qual os preços vem subindo deforma constante em vários itens, vender vinhos de 300, 400 ou 500 reais não é algo muito fácil. Então as importadoras resolvem “baixar o multiplicador” para vinhos desta faixa para 7 a 9 e para compensar o menor lucro neles, decidem “punir” a grande maioria dos enófilos que bebem, na maior parte das vezes, vinhos na faixa de 60/80 reais. Para isso aumentam o multiplicador para esta gama de vinhos.

Acho engraçado este procedimento no momento que produtores, importadores e lojas especializadas são unânimes em proclamar que o brasileiro bebe pouco vinho e que “precisamos aumentar a base da pirâmide”. E ai eu pergunto: como e quando vamos conseguir isto se os vinhos do dia a dia, que deveriam ser altamente acessíveis se tornam cada dia mais inacessíveis?

De minha parte, há muito não passo sequer na porta de algumas importadoras por considerar que seus vinhos têm preços totalmente abusivos. Nem com muita boa vontade eu poderia dizer que os preços são elevados ou os vinhos caros (o que seria muito diferente). A verdade nua e crua é que os valores cobrados são verdadeiros absurdos. É uma postura que, ao que parece, vai mudar de uma visão filosófica para uma visão muito mais fácil que é a econômica. Não vou comprar vinhos delas não por não concordar com os preços, mas simplesmente porque não poderei pagar os valores pedidos por elas.

Vou mudar um pouco uma das mais importantes frases do mundo do vinho, que foi escrita por uma de suas maiores personalidades, Emile Peynaud; ele disse: “Só existem maus vinhos porque existem maus bebedores”. Pois eu digo: “Só existem vinhos de preços abusivos porque existem aqueles que pagam o valor pedido”.

Preços como os que citei no inicio deste artigo são um desrespeito aos enófilos e um fator de desestímulo ao consumo de vinhos. E o pior é que a prática vem se tornando lugar comum, deixando de ser restrita a poucas importadoras. Cabe a nós, amantes do vinho, adotar uma postura de repúdio e combate a tal prática. Vinho encalhado nas prateleiras é vinho candidato a “promoções” que na verdade significam apenas a venda daquele produto por um preço muito mais perto da realidade. Reclamar dos preços atuais dos vinhos não basta, precisamos agir!

      Bem, dá o que pensar não? Me recordo que ma vez perguntei a um importador porquê de tamanha diferença. A resposta, entre alguns outros pontos bastante pertinentes, foi de que o custo Brasil assim o pedia. As dificuldades colocadas na chegada da mercadoria ao Brasil, a instabilidade tributária, as barreiras tarifárias, etc. eram tantas que se não fosse calculada uma certa dose de gordura, uma importação só já poderia significar o fechamento de uma empresa! Pois é, essa é nossa vinosfera tupiniquim! Salute, kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui.

Read Full Post »


          É, pelo que me chegou aos ouvidos, lá vem mais uma carteirada de nossos governantes e desta vez estaduais! Espero que o que tenha ouvido seja falso, porém corre solta a informação de que mais uma vez o governo de São Paulo vai aumentar o IVA sobre o qual é recolhida a ST o que, consequentemente, vai aumentar os preços do vinho. Como se São Paulo já não pagasse os preços mais altos do mercado brasileiro e talvez do mundo, exceção feita a uma ou outra republiqueta por aí!

         Agora, você sabe o que é a ST? Pois bem, essa aberração foi criada no sentido de facilitar a vida dos governantes para fiscalizar o comércio varejista e seus impostos, pois é cobrado na fonte (reduzindo o numero de estabelecimentos) e antecipadamente à venda ao publico, diferentemente dos Estados Unidos, por exemplo, onde esse imposto é cobrado no ato da venda do comércio varejista e o cliente, você e eu, evitando o impacto “em cascata” que pode facilmente duplicar seu efeito nos preços finais. Não sou tributarista e essa história de impostos nocoletor Brasil é tão complexa que existe curso universitário só para entender e administrar isso, porém a minha visão dessa cobrança é de que é um verdadeiro absurdo pois fere o consumidor já que encarece os produtos de forma geométrica e parte de princípios absolutamente fictícios. 

         De tanto apertarem o consumidor, a vitima final do processo, ainda vão acabar matando-o! Vejamos; quando a loja compra 12 garrafas de vinho do importador, este cobra o preço mais um valor de ICMS calculado sobre um porcentual de ganho (o tal do IVA) que o governo determina baseado no que ele “acha” que a cadeia varejista coloca em cima do preço de compra. Importante frisar aqui, que o publico pagante, você e eu, não sabemos que conta “eles” fazem para chegar nesse porcentual de IVA, porém se o fazem (o que acredito) levantando preços em restaurantes, distribuidores, supermercados e lojas (segmentos com margens e estruturas de preços totalmente diversos) para depois apurar a média, o resultado será obviamente falso. Aliás, essa história de média me faz lembrar dos dois amigos que vão ao restaurante e um não pede nada e ou outros dois filés. Na média comeram um filé cada porém um saiu satisfeito e o outro com fome! Por outro lado, não se consideram aqui as garrafas quebradas, oferecidas em degustações, vendidas em promoção, etc.. Ou seja, esse porcentual acaba sendo, na prática, bem mais alto do que inicialmente estipulado pois parte de uma base e premissa falsa. No final do processo, é 0 consumidor que paga o pato!

        Uma matéria na revista virtual Musica & Mercado  (que vale a pena ser lida inclusive por um texto do jornalista de economia Luis Nassif sob o titulo Desastre da Substituição Tributária) de 2009 explica a aberração e diz, entre outras coisas, o seguinte:

Na prática, como funciona a ST?

O fabricante, ao vender seus produtos, efetua dois cálculos distintos: o cálculo do valor do ICMS relativo à sua venda e o cálculo do valor do ICMS que seria pago pelo lojista no antigo sistema, quando ele vendia os produtos ao consumidor final. Agora, no momento da emissão da nota fiscal, além de emitir o valor do ICMS próprio, o fabricante/importador também vai cobrar do lojista o valor do ICMS que seria dele. Já o lojista não recolherá mais nenhum ICMS quando vender esses produtos, pois já o pagou pela ST quando os comprou.

Como o fabricante determina o preço de venda do lojista para calcular o ICMS ST?

O fabricante/importador deve utilizar como preço de venda (que deverá ser praticado pelo lojista) o valor final ao consumidor — autorizado ou fixado por autoridade competente ou sugerido por ele mesmo (neste caso, devendo ser aprovado e divulgado pela Secretaria da Fazenda). Na inexistência desses dados, o fabricante/importador aplicará o percentual de margem de valor agregado estipulado pelo Índice de Valor Adicionado Setorial – IVA-ST, divulgado e estipulado também pela Secretaria da Fazenda .

       Cá entre nós, essa sigla ST está também errada, pois deveria se chamar AT (Antecipação Tributária) e todos sabemos o quanto custa o “produto” dinheiro neste país! Bem, mas todo esse blá, blá, blá para quê? Para vos dizer que pelo zum, zum, zum ouvido o governo deverá aumentar o porcentual do IVA novamente. Sim, novamente porque o ano passado já o fizeram (25%) resultando num aumento real de cerca de 3,5% o que,  quando calculados variação cambial, inflação, aumento de custos operacionais, custo financeiro da antecipação, impostos em cascata, etc. chegou no preço final com um impacto médio de cerca de 10%, mas houve quem batese a casa dos 15%.

      De quanto será a facada desta vez? Bem, não sabemos ao certoColetor 2 se será realmente aplicado e, se vier, em que porcentual, porém preparem-se porque a partir de Março (salvo eventuais dificuldades dos importadores e produtores brasileiros em repassar isso face as dificuldades de mercado) devemos ver mudanças consideráveis nos preços inclusive de alguns mais gananciosos que gostam de se aproveitar da onda para tirar uma casquinha extra, “OJO NELES”! Esperemos que num país que teve um dos menores, se não o menor, crescimento  do PIB das américas e em que convivemos com uma inflação cada vez maior, sem contar o fato de que boa parte do mercado consumidor de vinhos finos se encontrar num estado dos mais caros do mundo para se viver, o bom senso prevaleça, Inshala. Afinal, se houver aumento de preço por parte das importadoras e produtores nacionais, automaticamente o governo já arrecada mais com a ST, para quê diabos aumentar o IVA se as margens no varejo, pelas próprias dificuldades de mercado, vêm na realidade baixando em vez de aumentar?!

      Não entendeu nada? Não se sinta sozinho não! Existem até cursos para explicar ás empresas como funciona e se aplica essa aberração, então a coisa não é tão fácil assim não e, mesmo com todas essas explicações, será difícil entender e aceitar que este tipo de aberração e cegueira fiscal que onera desnecessariamente os custos, seja implantado num estado capitalista moderno. Por essas e por outras é que os gastos dos brasileiros fora do país não param de crescer ano após ano!

      Enfim, é isso, agora faça a sua avaliação, tire suas próprias conclusões e prepare o bolso. Salute, kanimambo e seguimos nos vendo por aqui com ou sem aumento.

Ps. Leiam os comentários deste post, especialmente o do Nilson com cálculos, para ver o tamanho do problema!

Read Full Post »


           Mais do que perguntas e respostas, hoje toco num tema bem básico porém nem sempre do conhecimento de todos, como pedir seus vinhos em uma loja e dou algumas dicas nesse sentido. Tá certo que o atendimento e, especialmente, o conhecimento dos pseudo sommeliers que atendem nas lojas não é o que deveria ser, mas até por isso é importante que você seja objetivo deixando claro o que você quer. Por exemplo; não entre numa loja pedindo uma Champagne quando o que você quer é um espumante básico para a festinha do escritório, pois certamente se surpreenderá com o preço! A pedido de alguns amigos, eis algumas dicas do que evitar e outras do que mencionar para quem o atenda de forma a possibilitar que seus anseios sejam atendidos. Não é uma lista de regras a seguir, mas dicas fruto de minha experiência que  acredito fazem muita diferença na hora da compra:

Vinho do Porto – ao pedir estes vinhos certifique-se de que tipo de Porto você quer. Tawny, Ruby, envelhecido, reserva, etc. Aqui mesmo no blog tenho alguns posts sobre o tema que podem lhe ser úteis nesse processo basta procurar em Categorias – Vinhos do Porto. No entanto, estes dois posts sobre os diversos estilos de Tawny e também de Ruby são bem esclarecedores.

Espumantes – Champagne e Prosecco não são sinônimos de espumantes. Mais uma vez, entender o que se está pedindo é essencial para ser bem atendido. Leia o post que escrevi nos idos de 2007 que continua bem atual.

Estilo e Origem do vinho – indique ao atendente o estilo de vinho que procura. Se é vinho encorpado, se é vinho mais elegante e macio, se tem preferência por um país de origem ou uva preferida e não tenha medo de experimentar novos sabores.

Faixa de preço, isso é muito importante pois há bons vinhos em todas as faixas. Quando for comprar e precisar de consultoria na compra, sempre especifique a faixa  de preço que está buscando. Se for baixa e o atendente virar o nariz, faça o mesmo e procure outra loja onde você possa ser melhor atendido, pois serviço e educação são essenciais em qualquer situação.

Vai dar um presente? Se não conhecer o presenteado muito bem, tente descobrir que vinhos (pelo menos uva ou origem) essa pessoa tem tomado e passe essa informação na hora da busca, junto com faixa de preço que pretende gastar, pois ajudará muito sua causa. O atendente não é adivinho e o tal do bom e barato é muito relativo a cada um.

Conhecimento em nossa vinosfera se ganha com litragem e diversidade. Tente frequentar o máximo de degustações possíveis onde você poderá conhecer os vinhos antes de os comprar reduzindo sua margem de risco. Vinho neste país, aliás não só vinho(!) é muito caro então comprar bem é economizar. Compre alguns vinhos que já conheça e goste, seu porto seguro, mas não deixe de provar coisas novas e diferentes pois aí que jaz o grande barato do mundo do vinho, a descoberta de novos sabores!

Monte uma planilha simples em casa em que conste o nome do rótulo, safra,origem, uvas se souber, estilo – branco/tinto/sobremesa, etc. – preço, onde e quando comprou, quando tomado e sua avaliação. Essa avaliação tem que ser algo que lhe faça sentido, nada de criar ou copiar algo complexo, tem que ser algo que na hora seja fácil de lembrar seus sentimentos ao tomá-lo. Eu usava referências muito objetivas tipo:

  • Qualidade – Grande vinho / muito bom / bom / medíocre
  • Observação – só escrevia se o vinho valesse a pena e tratava de sabores e emoções percebidas usando palavras chaves. Quando não valia a pena somente marcava – sem comentários.
  • Preço – Vale o que paguei / superou expectativas / fraco demais da conta
  • Compra – comprar de novo / só em promoção / para esquecer

        Dessa forma, com um leve olhar eu já sabia o que era descartável e o que não. Até hoje volta e meia recorro a essas planilhas para me lembrar de um ou outro vinho.

Crie um vinculo com a loja que produzir a maior sinergia consigo. A que acerta mais no atendimento de suas expectativas e alimente essa relação, você só sairá ganhando pois nada melhor que você tratar com alguém que entenda do produto, de suas necessidades e as atenda de forma agradável e sincera.

Não suponha que o mais caro é o melhor. É comum pensar que os vinhos mais caros sejam os melhores, porém isto nem sempre é verdade e a precaução na compra de um vinho de alto valor tem que ser precedido de muita pesquisa e, preferencialmente, prova. Há inúmeros casos de ótimos vinhos de preço intermediário que batem grandes nomes e preços idem então, pesquise antes e, se já tiver uma relação de confiança com seu fornecedor, peça-lhe ajuda.

Tenha especial cuidado quando se compra vinho em sites de compra coletiva, clubes de vinho e lojas virtuais. Você não tem como conferir as condições do produto e como ele viajará até você, lembre-se que é algo que você irá ingerir! Por outro lado, se der zica, o que ocorre mesmo que amiúde, vai reclamar para quem?! Compras on-line só em situações muito especificas e com um retrospecto bem conhecido ou por recomendação de alguém que confie.

Cuidado com ofertas mirabolantes, compare preços, não descontos! Mais uma vez, a relação com o lugar onde compra é essencial pois dela advém a confiança. Um vinho branco muito abixo da média de preços da concorrência, comprado sem ver e sem alusão de safra na internet, pode lhe trazer uma dor de cabeça danada! As margens neste ramo são bem menos altas do que a maioria pensa então se os porcentuais que lhe estão oferecendo são muito altos, coloque as barbas de molho e prossiga com muita precaução lembrando que, quando a esmola é demais o santo desconfia!

          Seja feliz! O vinho, como já dizia o saudoso mestre Saul Galvão que nos deixou à quase três anos, existe para nos dar prazer então compre bem para que isso se concretize e depois, tome-o em boa companhia. Salute e kanimambo, nos vemos por aqui ou aonde a taça nos levar.

Read Full Post »


       Li neste domingo em diversos blogs de amigos, não vi a noticia pessoalmente, que a petição por Salvaguardas dada entrada pela Ibravin, Uvibra e outras entidades pouco representativas da maioria dos produtores nacionais, teria sido rechaçada por motivos técnicos lá no Ministério do Desenvolvimento,  Industria e Comércio Exterior de acordo com nota na revista Veja desta semana. Aparentemente, o crescimento recente tanto das vendas internas quanto em mercados externos, demonstra que as Salvaguardas são desnecessárias (aliás os preceitos básicos á instalação das Salvaguardas nunca existiram) e se estuda a desoneração da produção. Inshala!

      Bem, me perdoem por ser cético e não sair soltando rojões, porém eu já tinha comentado isso quando a Receita deu parecer técnico negativo ao Selo Fiscal e aos 47 do segundo tempo com gol impedido e de mão, deram um jeitinho e aprovaram o Maledetto direto no ministério. Como cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça, eu coloco minhas barbas de molho até que veja documento oficial do Ministério! Esta história ainda vai longe então não podemos nem devemos baixar a guarda até que tenhamos uma definição real. De qualque forma, minha posição permanecerá inalterada quanto á Ibravin, Uvibra e seus patrocinadores.

      De qualquer forma, nosso desejo é por paz e diretivas claras para que possamos, quem trabalha no meio, seguir adiante com nossas vidas. Salute , kanimambo e uma ótima semana para todos. Quem sabe conseguimos mesmo exorcizar esse filho do capeta!!!

Read Full Post »

Older Posts »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 379 outros seguidores