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Arquivo da categoria ‘Onde Comprar’


Alguns dos posts de maior acesso neste blog são extamente os que tratam das isenções para trazer vinhos do exterior. Pesquisando sobre eventuais mudanças, me deparei com este esclarecedor video da receita federal que creio possa ser útil aos ínúmeros leitores deste blog então segue link:

“Isenções para viajantes chegando ao Brasil”

Salute, kanimambo e seguimos nos encontarndo por aqui.

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Tenho muitos acessos de pessoal que viaja e quer trazer vinhos de fora, havendo aqui diversos posts sobre esse tema. Acho que o desabafo do amigo Aguinaldo Záckia é pertinente ao assunto e certamente deverá ser de grande utilidade para os apreciadores de vinho que pretendam viajar para a Bota com essa companhia aérea e trazer alguns vinhos na volta. Não poderia deixar de publicar!

AVISO IMPORTANTE AOS AMANTES DO VINHO

TUTTO MENO ALITALIA!

Por Aguinaldo Záckia Albert

        Como filiado que sou da FIJEV – Fédération Internationale des Journalistes et Écrivains du Vin et Spiritueux, fui convidado a fazer um tour pelas regiões vinícolas da Toscana, juntamente com jornalistas de vários países.

        Organizado pela REGIONE TOSCANA, tivemos oportunidade de visitar alguns dos melhores produtores de Montepulciano, Montalcino, Morelino di Scansano e Maremma, onde fomos recebidos de forma calorosa por seus vinhateiros e provamos grandes vinhos. Uma viagem a ser guardada com carinho na memória.

          O roteiro terminou num domingo de manhã, em Suvereto, de onde partimos para Firenze. Cheguei por volta das 11:00 e, como meu voo era noturno, peguei um táxi e rumei para Firenze per fare una passegiatta e rever ao menos a cópia da estátua de David, de Michelangelo, na Piazza della Signoria, defronte ao Pallazzo Vechio (os funcionários dos museus estavam em greve).

          Uma boa pasta acompanhada de um bicchieri di vino e estava almoçado. Enquanto tomava um café, pude ouvir uma excelente contralto russa que cantava na praça algumas das melhores passagens da ópera italiana.

         Estava profundamente feliz e agradecido por poder estar vivo e estar ali, desfrutando de toda aquela beleza, depois de fazer um belo roteiro de vinhos. Sem dúvida um grande privilégio. Poderia haver alguém lá em cima – por que não? – e esse alguém podia até mesmo se interessar por mim. Muita gente acredita nisso. 

         Depois dessa tarde maravilhosa, peguei um táxi e rumei para o aeroporto de Firenze, onde pegaria um voo para Roma e, depois, para São Paulo. Começaram aí os meus problemas e a Divina Comédia quando tive que me confrontar com uma empresa aérea chamada Alitalia. Fazendo o caminho inverso do grande Dante, saí do Céu e fui lançado ao Inferno, sem passar pelo Purgatório.

         Comedido como sou, levei comigo apenas três singelas garrafas de bons vinhos, um Schidione e um Brunello de Montalcino, que comprei, e mais um Brunello, que ganhei. Levava também comigo duas pequenas garrafas e uma latinha do delicioso azeite da região recém elaborado que ganhara de alguns produtores. Lembro que a lei brasileira permite que entremos no Brasil com até 12 litros!

        Como sempre faço (e faço isso inúmeras vezes ao ano, em viagens à Europa, e mesmo à Itália) embalei os vasilhames bem protegidos em uma caixa de 6 garrafas de papelão de vinho, que tive o cuidado de embalar em plástico (mais 10,00 Euros pro beleléu). Como não se pode levar líquido como bagagem de mão, tentei embarcar a caixa juntamente com minha pequena valise. Tinha comigo apenas mais uma mala.

          E não é que fui impedido de embarcar com os azeites e os vinhos! O pessoal da ALITALIA se mostrou absolutamente intransigente, mesmo depois de ter me identificado como jornalista de vinhos e ter inclusive mostrado minha carteira profissional e o convite da REGIONE TOSCANA. Falei com várias pessoas e discuti asperamente – em bom italiano, depois em inglês – diante do absurdo de tal situação, mas nada consegui, nem mesmo me propondo a comprar outra mala ou embarcar os vinhos na mala que já tinha! Foi-me dito que a Alitalia tem há 5 anos uma norma que proíbe o transporte de líquidos na carga de seus aviões para que, caso as garrafas se quebrem (o que seguramente não iria acontecer) não molhem a bagagem alheia.

         O mais estranho é que a empresa não avisa seus passageiros de tal fato. Mais estranho ainda é que anteriormente já havia trazido vinho pela mesma companhia. O que afinal aconteceu? Será que a empresa foi comprada pelas ORGANIZAÇÕES TABAJARA para ter uma norma tão estúpida?!

         Peguei a caixa de vinhos e a abandonei no centro do salão do aeroporto e embarquei apenas com minha valise. Algum cão bem treinado deve ter cheirado bem a caixa (um cão degustador, quem sabe?) e depois algum robô deve ter desarmado a perigosa bomba…

         A empresa ALITALIA, bastante conhecida por seus maus serviços aéreos, pôde mostrar nesse episódio a sua pior face. Numa decisão absurda, impediu que fosse mostrado no exterior amostras dos dois mais conceituados produtos italianos no mundo, o azeite de oliva e o vinho, mesmo sabendo que se tratavam de amostras a serem provadas em degustações por profissionais reconhecidos. Como entender tanta estupidez e burrice na terra de Michelangelo e Da Vinci?

           Dessa forma, caros confrades e amigos do vinho, caso queiram trazer alguma coisa líquida da Itália (vinho, azeite etc.), não utilizem a ALITALIA. Você está arriscado a perder seus vinhos, ter prejuízo e ainda ser brindado com uma poltrona central na última fileira do avião, como aconteceu comigo. Comboios de africanos pelo Mediterrâneo, caravanas de ciganos pela rota do leste europeu ou barcos lotados de albaneses no Mar Adriático. Tudo isso, meus caros, É MELHOR E MAIS AGRADÁVEL DO QUE VIAJAR PELA ALITALIA. 

TUTTO MENO ALITALIA!!!

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Muitos já publicaram matéria sobre o tema, mas este é um assunto que interessa a muita gente e há bastante tempo postei sobre ele com dicas e informações legais. Pois bem, tivemos mudanças, então solicitei ajuda para quem entende, quem está no olho do furacão, o nosso amigo e já “consultor” para assuntos legais aduaneiros (rs), o Rafael (valeu mon ami) que nos esclarece as mudanças trazidas pela nova normativa (Instrução Normativa n.º 1059/2010 ). Não foram muitas, ao menos no que toca ao vinho, mas houve real redução da isenção já que o item vinhos (bebidas alcoólicas) não era previsto na norma anterior. Diz o Rafael, “ O limite de isenção permanece o mesmo (U$ 500,00 para via aérea ou marítima e U$ 300,00, para via terrestre, fluvial ou lacustre). Para bebidas alcoólicas, para que estejam incluídas na faixa de isenção, não poderão ultrapassar a quantidade de 12 litros (novidade), além de obedecer aos limites de valor. (16 garrafas) Isso significa que somente poderão ser trazidos na bagagem 12 litros de bebida alcoólica? A resposta é não. Mas o que ultrapassar o quantitativo ou o valor, será tributado à alíquota de 50%. O que ainda é um bom negócio dependendo dos vinhos

No caso das lojas francas (free shop), permanecem os mesmos limites: U$ 500,00, independentemente da isenção de bagagem. O que ultrapassar esse limite, será tributado à alíquota de 50%. Essa alíquota somente é aplicada se o viajante declarar que traz consigo conjunto de bens em valores (e quantidades, no caso de bebidas) superiores aos limites de isenção. Se declarar que está dentro do limite, quando de fato não está, e for selecionado para inspeção, será também aplicada multa de 50% sobre o que exceder o limite, além da tributação de 50%, que inclui Imposto de Importação, PIS e Cofins.

Permanece a interpretação do fiscal, no momento da inspeção. Assim, reitero o conselho de que não é recomendável ao viajante trazer garrafas do mesmo rótulo, sob pena do fiscal interpretar que o produto possa ter destinação comercial.”

Bem meus amigos, como podem ver e apesar de 16 garrafas não ser um número tão ruim assim, mais uma trolitada em nóis! De qualquer forma, explicado está e agora cuidado nas quantidades e lembre-se, o que você compra no free shop de saida no exterior, é considerado  nesta cota, ok? Só o que for comprado no Free de chegada é que é adicional. No que trouxer de fora, em você sendo um enófilo dedicado que nem eu, nada como já levar consigo sua mala de vinhos garantindo que suas preciosidades cheguem intactas. Uma boa opção no mercado que recomendo, são as Wine Cases da Tecnomalas, que valem por sua resistência e durabilidade assim como a Wine Fit

Salute e kanimambo.

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                  Fonte de suprimentos de bons vinhos a preços idem, diversidade de produtos como cachaças, azeites, queijos e frios entre outras delicias servidos com descontração, simpatia e competência, a Casa Palla é companheira de primeira hora de minhas atividades como colunista de vinhos e estava em divida com eles há um tempão! Na região da Granja Viana, já fez história e é um marco para quem como eu aqui vive, sendo merecedora de visita para aqueles que por aqui passam. Já conheci gente que veio de São Paulo aqui, vinte minutos da Zona Oeste, só para aproveitar seus bons preços e sempre recomendo o passeio seguido de almoço em um dos bons restaurantes do pedaço. É uma bela coleção de espumantes de tudo o que é estilo, de champagnes aos proseccos passando pelos bons rótulos nacionais, vinhos tranqüilos de tudo o que é país por preços dos mais diversos. Vinhos para o dia-a-dia até os mais sofisticados, tem um pouco de tudo para tudo o que é gosto e bolso.

O empreendimento é familiar e resultado de uma mistura de sangue português granjeiro com italiano catarinense, Sr. Nelso, chegado nesta terra nos idos de 1962 e devidamente “mixados” por aqui mesmo . Deixe-me contar essa bonita história nas palavras do amigo Ricardo, um dos sócios; “O interesse da família por vinhos é de longa data, tenho um avô português pai da minha mãe, cujo avô era produtor de vinhos em Portugal, descobri esses dias que era amigo do Sr. Messias Batista fundador da Caves Messias. Meu Nono pai de meu pai, imigrante italiano, sempre produziu vinhos em Santa Catarina, tradição que eu e meu pai mantemos até hoje, produzindo sempre um pouco para o consumo e para os amigos. Filho de imigrantes colonos pobres meu pai quando menino teve a oportunidade de entrar no seminário para estudar. Em 1962 foi transferido para o seminário dos Camilianos aqui na Granja Viana onde hoje é o Recanto São Camilo. Além de estudar, trabalhava na cantina do seminário onde vendia vinhos. Após alguns anos deixou o seminário, se formou e casou com minha mãe, granjeira de longa data. Meu avô materno, Sr. Alexandre veio para cá em 1945 a convite do Sr. Niso Viana, e acredito que seja o morador mais antigo da região.”

Em 1997, a cantina São Camilo encerrou suas atividades e o Ricardo foi ajudar seu pai no embrião da Casa Palla. Uma vez por mês, seu pai se deslocava ao Oeste Catarinense de onde trazia vinhos, queijos, salames e outras delicias da região. Em 2000, Ricardo se formou e viajou para aprimorar seu Inglês tendo passado algum tempo em Israel (ainda tenho que saciar minha curiosidade) seguido de seis meses em Nova York tendo seu primo Ayrton ficado em seu lugar ajudando o Sr. Nelso Palla. Ao retornar, apesar de nunca se distanciar do negócio, iniciou suas atividades na área de comércio exterior onde atuou por cerca de dois anos, mas o “chamado” foi irresistível e ao final de 2002 retoma suas atividades na Casa Palla. O Sr. Nelso Palla se envolveu com outros projetos comerciais e, apesar de seguir sendo um mentor espiritual e conselheiro eventual, hoje a Casa Palla é tocada pelos dois sócios e primos, Ricardo e Ayrton.

Hoje, são cerca de 1200 rótulos de vinho dos quais 90% importados, 100 de cachaças, whiskies, licores, alimentos e uma ampla linha de acessórios que teve, recentemente, a chegada das ótimas taças da Schott-zwiesel, são as que eu uso, como novidade. Atendem a eventos e festas, promovem degustações (logo, logo estaremos armando um “Desafio de Vinhos” juntos). A equipe; Ricardo, Ayrton, Van, a Lais, a Débora e o Henrique, primam pela simpatia e dedicação ao cliente. Como Ricardo diz; “ O envolvimento com o negócio é intenso e a dedicação diária faz nosso negócio caminhar, visamos muito a satisfação do cliente, a excelência no atendimento, diversidade de produtos e preços bem justos, não gosto de ver o cliente sair da loja sem degustar um vinho ou pelo menos um suco, uma boa cachaça ou um queijo, afinal o cliente precisa conhecer o que temos de bom, certo???”

Bem meus amigos, para quem está habituado com aqueles ambientes finos e cheios de sofisticação, aqui não encontrará isso não. Encontrará sim, um ambiente simples e gostoso, cativante, descontraído, muita simpatia, bons vinhos com bons preços, com aquele toque sulista temperado pela típica hospitalidade portuguesa e italiana que te fazem sentir em casa logo ao chegar.

 


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Para quem é da região e ainda não conhece, está esperando o quê? Para quem mora na zona oeste de São Paulo, eis um ótimo passeio para um sábado seguido de um almoço ou um final de tarde que termine em uma das boas pizzarias ou restaurantes da região ou, ainda, sente no terraço peça uma tábua de queijos e frios e aproveite para tomar um vinho, uma cerva bem gelada ou, porquê não, até uma branquinha! Nas compras acima de R$200,00 o Ricardo e Ayrton entregam nos bairros de Pinheiros, Itaim, Morumbi, Butantã, etc., ligue e troque dois dedos de prosa com eles para acordar algo. Em todos os posts de divulgação de meus parceiros lojistas, sempre há uma promoção especial e o Ricardo e Ayrton não poderiam negar fogo nessa hora.

  • Alta Vista Premium Torrontés 07, as últimas 10 garrafas em estoque terão seu preço mantido, R$33,90.
  • Taças e Decanteres. Afora a linha de taças da Bohemia em que a caixa com seis está por apenas R$65,00, eles trouxeram para esta região uma das melhores taças de cristal que conheço, tanto pela qualidade como pelo design e resistência já que é elaborado com titânio em vez de chumbo, é a Schott-Zwiesel. O modelo que eles têm é exatamente igual à que uso, a linha Fortíssimo (veja no slide show), e estão com um ótimo preço de R$30,00 cada. Só que, em função desta divulgação, se você chegar lá e disser que leu aqui, mais 10% de desconto sobre esses preços já muito camaradas e vale para os decanteres!
  • Castillo de Molina Reserva, todos os vinhos deste rótulo produzido pela Viña San Pedro, segundo maior exportador de vinhos chilenos,  está por bons R$40,00, mas aqueles 10% que eles deram para as Taças e Decanteres, valem aqui também.
  • Pizzato Merlot Reserva 2005, um dos mais saborosos Merlots nacionais que entrou em meus Melhores de 2008 por um dos melhores preços do mercado, imperdíveis R$30,00.

 A Casa Palla fica aqui na Granja Viana, entrada pelo km25 da Rodovia Raposo Tavares sentido interior, Cotia, bem na boca da estrada. Tel. (11) 4612-9402 site – www.casapalla.com.br

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Não quis apagar o post abaixo, mas agora, em Agosto de 2010, a lei mudou. Veja como isto afeta você em >> http://falandodevinhos.wordpress.com/2010/08/12/atencao-mudou-a-lei/.

 

Apesar de já ter comentado este assunto em outras ocasiões, sigo recebendo consultas. No ultimo post em que tratei deste assunto, recebi um comentário muito elucidativo e definitivo sobre o tema. O Rafael é servidor da Receita e com todo o seu conhecimento fez este comentário que creio de tamanha importância para os amigos viajantes, que merecia um post especifico. É que comentários nem todos lêem então aqui está, para quem estiver de viagem marcada nestas férias, eis como devem proceder.

 

“A primeira informação que deve ser passada ao leitor do blog é de que a faixa de isenção varia em função do transporte utilizado pelo passageiro, em função da destinação dos produtos importados e se refere sempre à bagagem acompanhada:

 

- via aérea ou marítima: U$500,00

- terrestre, fluvial ou lacustre: U$ 300,00

- terrestre, fluvial ou lacustre em veículo militar: U$ 150,00

 

O vinho pode ou não ser incluído no conceito de bagagem, e portanto estará acobertado pela faixa de isenção, SE E SOMENTE SE for destinado para uso e consumo pessoal. Não é através do número de garrafas que aquele servidor que fizer a inspeção da bagagem terá como avaliar se aqueles produtos terão ou não destinação comercial. Não existe essa regra e acredito que nem mesmo poderá algum dia existir. Será possível catalogarmos todos os produtos passíveis de importação via bagagem e definirmos uma quantidade mínima e máxima de importação? Quantos produtos novos são lançados por dia no mercado? Essa definição é impossível e precisamos entender que não é somente de vinhos que se limita a bagagem dos viajantes, no trabalho de inspeção de bagagem acompanhada.

No exemplo que você mostrou, 12 garrafas podem ou não ser consideradas como de uso pessoal: por ex., quando o viajante traz consigo 12 garrafas idênticas, do mesmo vinho, posso afirmar com toda certeza que o enófilo estará concedendo ao servidor aduaneiro uma dúvida. Então, uma sugestão que faço é não trazer todas as garrafas do mesmo vinho. Varie, adquira vinhos de produtores diferentes, com rótulos distintos.  Também não leve documentos legais, textos de internet e etc. Os servidores da aduana são bem capacitados, trabalham com essa matéria no dia a dia e conhecem bem a legislação. Ao invés disso, carregue consigo qualquer documentação que comprove a sua profissão, o ramo de mercado em que você atua. Leve consigo seu contracheque, sua carteira de trabalho, o contrato social da sua empresa ou qualquer outro documento que possa comprovar que você não atua no ramo de bebidas, mas somente é um apreciador delas. Enfim, ofereça provas e argumentos ao servidor aduaneiro, de que você trouxe aquelas garrafas para consumo pessoal. Garanto que será melhor do que levar textos legais ou dicas de agências de viagens.

O recolhimento de impostos somente se dará se as compras ultrapassarem a faixa de isenção. O Imposto de Importação será calculado mediante a incidência da alíquota de 50% sobre o valor que ultrapassar o limite de isenção. Assim, se o viajante, através de vôo internacional, trouxer do exterior U$ 750,00 em vinhos e estes foram considerados como bagagem acompanhada, ou seja, para uso pessoal, o recolhimento será da ordem de U$ 125, convertidos para moeda nacional na data do recolhimento. Ou seja, será a aplicação da alíquota de 50% sobre o valor excedente ao limite de isenção.”

 

Bem meus amigos, agora acho que não existem mais duvidas sobre o assunto. A única recomendação que faço é que evitem trazer as garrafas dentro de suas malas pois o risco é muito grande, pela forma tosca com que elas são manuseadas nos aeroportos, e prefira despachá-las em caixas bem acondicionadas. Converse com a companhia aérea, algumas cobram por volume, pois mesmo que haja um pequeno custo adicional, certamente será bem mais barato que seu terno! Uma sugestão para aqueles que curtem trazer suas preciosidades de fora, é acondicionar de forma correta seus vinhos  e recomendo o uso de malas adequadas para o transporte de vinhos, há diversas no mercado ou, eventualmente, compre em sua viagem. 

Salute e kanimambo.

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question-mark1Em meu post sobre Comprando Vinhos no Exterior, declarei que o passageiro pode trazer até 12 garrafas de vinho. O Jaime Pinsky, amigo leitor disse que sua agência de viagens lhe comunicou que no máximo seriam 6. Como não gosto de histórias mal contadas, decidi ir a fundo neste assunto e, inclusive cheguei a ligar para a alfândega do aeroporto de Guarulhos/SP onde me informaram que o máximo seriam 20! Diante de informações tão dispares, e não me lembrando onde colhi a informação anterior, resolvi que tinha que chegar no âmago da questão, ou seja, que lei ou norma rege a limitação de produtos dentro da cota de isenção de USD500?

No processo, me deparei com uma declaração – Press Release 122/2006 – produzido pela Delegacia da Receita Federal em Foz do Iguaçu que diz:

 

VOCÊ DEVE OBSERVAR O LIMITE DE QUANTIDADES

Além de observar a cota, para não caracterizar importação com intenção de revenda, você deverá respeitar as quantidades por tipo de mercadoria:

 

•        Componentes de informática, exceto memória: 01 (um item);

•        Memória para computador: 02 (dois pentes);

•        Eletrônicos: 02 (dois itens);

•        Brinquedos: 15 (quinze itens), sendo no máximo 3 (três) de cada modelo;

•        Bebidas destiladas ou fermentadas: 12 (doze) garrafas ou litros;

•        Artigos de bazar: 15 (quinze) itens;

•        Instrumentos elétricos: 2 (dois) itens;

•        Relógios: 5 (cinco) itens;

•        Instrumentos musicais: 1 (um) item;

•        Vestuário: 12 (doze) itens no total, sendo 3 (três) itens de cada peça;

•        Perfumes e cosméticos: 05 (cinco) itens no total, sendo no máximo 03 (três) itens de cada tipo;

 

OBSERVAÇÃO: Demais produtos devem ser compatíveis com as circunstâncias da viagem.

IMPORTANTE: A cota de compras permitida por pessoa é o equivalente a US$ 300.00 (trezentos dólares) se o seu retorno ao Brasil ocorrer por via terrestre, fluvial ou lacustre e o equivalente a US$ 500.00 (quinhentos dólares) se for por via aérea ou marítima. Você tem direito a uma única cota de isenção quando retornar do exterior e pode utilizá-la a cada 30 dias (seja Paraguai, Argentina ou outro País).

 

Como, todavia, essa declaração é de Outubro de 2006 e, neste país, as coisas mudam muito rapidamente, nem sempre para melhor, afora o fato de corrermos o risco de cair na mão de um fiscal mal humorado querendo aplicar subjetividades interpretativas (falei bonito não?) à lei, decidi cutucar mais fundo. Pois bem, o Decreto 4543/02 não determina nada! Aparentemente, porque já cutuquei Deus e o mundo e ninguém consegue localizar instrução normativa nenhuma com relação a este tema. O que não pode, é o volume de produtos revelar interesse de destinação comercial. A quantidade, pasmem, fica a critério do fiscal! Por isso de cada um dar uma resposta diferente. Por estas e por outras é que as leis neste país se tornam uma piada. Má redação? Sei lá, ainda não acredito que esta seja a realidade e sigo fuçando, quem sabe um amigo leitor não consegue alguém na alfândega que possa nos esclarecer este tema, tem que existir uma diretriz clara!

Minha sugestão, enquanto isso, é se limitar a doze garrafas e carregar consigo uma cópia desse Press Release (http://www.terrabrasilisturismo.com.br/v2/docs/Declaracao_de_bagagem_acompanhada.doc). Por outro lado, o Decreto 4543/02 determina os limites por produto na compra do Free Shop, que também é doze por tipo de bebida, conforme texto abaixo;

 

Compras em Loja Franca (Duty Free Shop)

 

O viajante pode adquirir, com isenção de tributos, nas lojas francas (duty free shops) dos portos e aeroportos, após o desembarque no Brasil e antes de sua apresentação à fiscalização aduaneira, mercadorias até o valor total de U$ 500.00. Esse valor não é debitado da cota de isenção de bagagem a que o viajante tem direito.

 

Além do limite global de U$ 500.00, as mercadorias adquiridas nas lojas francas estão sujeitas aos seguintes limites quantitativos:

  • 24 unidades de bebidas alcoólicas, observado o quantitativo máximo de 12 unidades por tipo de bebida.
  • 20 maços de cigarros de fabricação estrangeira
  • 25 unidades de charutos ou cigarrilhas
  • 250g de fumo preparado para cachimbo
  • 10 unidades de artigos de toucador
  • 3 unidades de relógios, máquinas, aparelhos, equipamentos, brinquedos, jogos ou instrumentos elétricos ou eletrônicos
  • Menores de 18 anos, mesmo acompanhados, não podem adquirir bebidas alcoólicas e artigos de tabacaria.

  Bens adquiridos nas lojas francas do Brasil, no momento da partida do viajante para o exterior, nas lojas duty free no exterior e os adquiridos em lojas, catálogos e exposições duty free dentro de ônibus, aeronaves ou embarcações de viagem têm o mesmo tratamento de outros bens adquiridos no exterior, passando a integrar a bagagem do viajante. Em resumo, essas mercadorias não aproveitam do benefício da isenção concedido às compras nas lojas francas do Brasil, efetuadas no momento da chegada do viajante.

Caro Jaime e amigos, espero que tenha ajudado em algo, apesar de não ter, ainda, conseguido dados mais concretos. Se conseguir algo, porque sigo atrás de mais informações, publicarei outro post sobre o assunto. A partir de amanhã, dicas de Tomei e Recomendo e Boas Compras de espumantes, nos vemos por aqui.

Salute e bon voyage !

 

 

 

Acabaram-se as Duvidas!  È pessoal, o amigo Rafael nos dá uma resposta show de bola no comentário, logo aqui abaixo, que é essencial a qualquer viajante amante dos vinhos. Veja a conclusão final deste tema em http://falandodevinhos.wordpress.com/2009/01/26/qual-a-isencao-para-trazer-vinhos-na-bagagem/ .

 

 

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        Há cerca de um ano e meio estava eu elaborando os arranjos para o casamento de minha filha mais velha, quando bati à porta da BR Bebidas na busca por um fornecedor que me pudesse prover bebidas com preços competitivos e com qualidade. Já tinha dado muita volta, mas depois do primeiro papo com o Fredo e de ter visto os preços que praticava, vi que tinha aportado em porto seguro. O mais legal ainda, é que era um projeto de irmãos, uma operação familiar, tratada com muito carinho e simplicidade. Separei algumas garrafas, já tinha algumas em casa, degustei num encontro com familiares em casa, escolhemos e foi tudo maravilha. Daí para a frente, passei a freqüentar o lugar com maior assiduidade e, desde o inicio deste projeto da Coluna e do Blog, lá estavam eles me dando uma força e apoiando a iniciativa.

O projeto da BR Bebidas, iniciou-se com o irmão mais velho, Jorge, que tinha um restaurante. O pai também tinha um, o tio era dono de um buffet e outros empreendimentos em que todos compravam bastante vinho. Daí até uma central de compras para todos os estabelecimentos da família, foi um pulo. Só que o negócio foi crescendo e virou uma atividade em separado tendo como sócios essas empresas familiares. Depois de um tempo, o Miro e o Fredo, compraram a participação do restante da família e deu no que deu, uma sociedade Luso-Brasileira, já que o Jorge ainda nasceu em Portugal enquanto o Miro e o Fredo já nasceram por estas bandas. Depois de sete anos, uma nova e bonita loja, como pode ser visto no slide show abaixo, onde estocam cerca de 1500 rótulos de cerca de 10 diferentes importadoras. No andar de cima, duas salas para degustação estão em fase final de montagem. Sua principal filosofia? Disponibilizar Bons Vinhos por Bons Preços, ganhando pouco sobre um grande volume de vendas. Não é incomum ver seus preços 10, 15 ou 20% abaixo da concorrência resultado de grande volume de compras, boas negociações, repasse dessas vantagens e margens de lucro pequenas e justas.

Seu foco principal são os eventos e festas de casamento em que fazem um trabalho de assessoria super legal. Afora isso, disponibilizam consignação e atendimento urgente de suporte ás festas contratadas. Este conjunto de fatores é muito importante, experiência própria, quando uma pessoa programa um casamento ou evento de maior envergadura. Lá, afora os vinhos tranquilos,  você também encontrará destilados, licores, espumantes, taças, kits diversos e, agora, adegas climatizadas. 

Agora, com a loja nova, a mais nova da família foi contratada para se unir à trupe e, quando o Fredo não estiver, não hesite em conversar com a Rosa que certamente o atenderá muito bem. Se disser que chegou lá através deste blog, ainda um pouco mais, já que aquele preçinho camarada, que eles já praticam tradicionalmente, terá um desconto especial comemorativo a este post. Preço de etiqueta, menos 10%!. Não deixe de visitar a nova loja que está muito agradável e repleta de novidades. Aproveite o desconto e já compre para os eventos do final de ano, para a festa de casamento, etc. Só não se esqueça de que; tem que falar que viu aqui e de que a promoção termina agora, dia 30 de Setembro. Salute e boas compras.

   
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Aberto de Segunda a Sexta-feira das 9 às 19 horas e de Sábado das 9 às 13 horas. O novo endereço fica à Rua Leopoldo Couto Magalhães 622,  Itaim, São Paulo, tel. (11) 3071-0777.

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                O proprietário, Simon Knittel escolheu o local a dedo! Um bucólico casarão antigo, datado de 1910, em que soube administrar os espaços de forma muito harmônica e charmosa. Desde a entrada com algumas mesas onde se pode degustar um vinho, á sala de almoço e aulas, a adega, a sala reservada para uso de confrarias e fumantes de charutos assim como os almoços executivos com a mão do Chef e jornalista Mauro Marcelo Alves. Uma bela seleção de vinhos com cerca de 700 rótulos cuidadosamente escolhidos, produtos gourmet, utensílios do vinho, cursos, degustações temáticas, enfim, muito mais que uma mera loja de vinhos, um verdadeiro Espaço Enogastronômico como Simon gosta de o chamar. O Simon iniciou sua viagem pelo mundo do vinho, revendendo vinhos via e-mail. Após quase quatro anos desenvolvendo este projeto e uma rede de amigos e cliente já bastante grande, ele decidiu que estava na hora de alçar novos vôos. Em Outubro de 2006, nascia a Kylix com o objetivo de desmistificar e oferecer bons vinhos com bons preços! Pelo que vi, está alcançando seus objetivos com muito sucesso.

              Quando fui lá almoçar, tive a oportunidade de degustar e apreciar o lugar. Realmente aconchegante com um serviço esmerado, descomplicado, simpático e, muito importante, com bons preços. Apesar de acreditar que, na maioria das vezes, o que importa é o todo, sei que é nas pequenas coisas, nos pequenos detalhes que as coisas se diferenciam e mostram o que são. Enquanto almoçava, reparei que no canto á direita, encostado em uns baldes de gelo, existiam pequena mantas enroladas. Perguntei-lhes se vendiam estas mantas ou se havia alguma outra razão do porquê delas estarem lá? A resposta mostra a gentileza com que eles tratam os clientes. No mesmo espaço se dão cursos à noite e, em função dos vinhos, a sala é refrigerada. As mantas estão lá para que os participantes do curso possam se proteger do frio. Um pequeno e singelo gesto que demonstra bem sua forma de trabalhar.

            Costumeiramente publico noticias com excelentes promoções e eventos que ele realiza. A loja está sempre buscando inovar e, hoje mesmo, se inicia um novo projeto que ele idealizou em parceria com seus fornecedores, o Wine Day. De todos os vinhos que vi por lá, me chamaram a atenção os rótulos Kasher e rótulos Espanhóis de qualidade, trazidos pelo amigo Juan da importadora Península. Pois bem, especialmente para os amigos de Falando de Vinhos, eis uma lista de vinhos, com preços para lá de excelentes, que o amigo Simon preparou:

Rótulos Kasher:

  • Espumante Presidente (Israel) R$48,00
  • Espumante Carmel Brut Cuvée (Israel) R$45,00
  • Espumante Kedem Baron Herzog (EUA) R$45,00
  • Espumante Ma Maison (EUA) R$25,00
  • Altoona Hills Cabernet/Shiraz R$37,00 (Austrália)
  • Hagaon Malbec (Argentina) R$38,00

 

Rótulos Espanhóis (Península): Grandes vinhos por belos preços

  • Códice, da região de Penedés um vinho de que gosto muito, R$39,00 (dado!)
  • Alaia, mais um vinho que me agrada muito, elaborado com uma uva autóctone não muito conhecida, Picudo Prieto, que resulta num vinho deveras interessante e muito saboroso, R$38,00.
  • Viña Sastre Roble, um produtor de belos e respeitados vinhos da região de Ribera del Duero, R$66,00.
  • Viña Sastre Crianza, um belíssimo de um vinho muito conceituado, R$107,00.
  • Abadia Retuerta Seleción Especial, adoro os vinhos produzidos por esta vinícola na região de Sardon del Duero, R$165,00. Este tem 5* pela Decanter e 92 pontos do Robert Parker.
  • Alvear Solera 1927, um Jerez para lá de premiado e de grande reputação, em que o lote mais velho usado no corte, é datado de 1927. Preço R$115,00 para terminar uma refeição em grande estilo.

  • AAlto, um dos mais conceituados vinhos Espanhóis da atualidade, R$280,00

Av. Angélica, 681 – Tel. (11)3825.4422 – http://www.kylixvinhos.com.br

 

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