Entendo espumantes de preço módico aqueles que possuem um preço aqui em Sampa, de até R$35 em média podendo, certamente serão, ser bem mais baratos no Sul, Rio e Minas. Já fazia um tempo que trabalhava no projeto deste painel, tanto que alguns rótulos, como o da Miolo, até mudaram. Outros aumentaram e saíram um pouco fora, mas como os leitores estão espalhados pelos quatro cantos do país, optei por mantê-los na lista dos vinhos provados.
Lamentavelmente vou ficar devendo fotos mais completas, pois minha assistente do lar se irritou com minha demora em fotografar as ditas cujas e tratou de limpar a área, ou seja lixo! Bem, de qualquer forma as notas e avaliações estavam comigo então aqui vão meus comentários sobre sete entre os dezesseis provados ficando o restante para a semana que vem ou quem sabe ainda nesta Sexta. Deste primeiro lote, um deles acabou sendo o que mais me impressionou entre todos os provados, mas deixo essa identificação para depois, por agora conheça o; Gran Legado Brut Champenoise, Alto Valle Prosecco, Dedicato Prosecco Extra-dry, Stravaganza, Cava Marqués de Monistrol , Miolo Cuvée, e Fausto Brut. No próximo falaremos de Valduga Arte Brut, Ponto Nero Brut, Marco Luigi Brut Champenoise, Tributo Prosecco , Pol Clement Brut, Prosecco Moinet, Veuve Alban e Garibaldi Premium Brut. O que tiver de fotos publico, mas vamos ao que interessa, falemos dos vinhos!
Cava Marques de Monistrol – um espumante que sempre me agradou dentro desta faixa de preço, porém este estava prejudicado mostrando-se oxidado. Mesmo nessa situação deu para ver a existência de uma perlage bastante fina e persistente e quando ok, mostra-se bastante fresco. Uma pena! (sem nota)
Dedicato Prosecco Extra-dry – este foi uma curiosidade que há muito tinha já que era uma enormidade a quantidade de comentários recebidos dos amigos leitores indagando sobre ele. Só é vendido no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte tendo esta garrafa sido trazida pelo amigo Claudio do Le Vi nau Blog. Simples sem grandes atrativos a não ser pelo rótulo mais caprichado, possui uma espuma rala, perlage fina, centralizada e escassa. Na boca é delicado com algumas notas de panificação muito sutis e algum amargor final que não chega a incomodar, mas que também não entusiasma nem incita a volta à taça.
Fausto Brut da Pizzatto – o primeiro espumante brasileiro provado e a confirmação de que estamos muito bem servidos no quesito espumantes. Borbulhas de tamanho médio, abundantes e persistentes. Acidez bem presente tornando-o muito fresco e agradável de tomar. Citrico e vibrante, é uma boa pedida para eventos pois agrada fácil aos mais diversos paladares.
Miolo Brut, agora de cara nova com o nome de Cuvée Tradition – Muito fino, leve brioche no nariz, bolhas finas abundantes e persistentes mostrando claramente seu berço já que foi elaborado pelo método clássico. Bom corpo, alguma complexidade de sabores no palato, final balanceado e cítrico um espumante muito bom que entusiasma e pede bis.
Gran Legado Brut Champenoise – boa perlage, amarelo com laivos dourados me parecendo já um pouco evoluído. Boa acidez, cremoso, algum floral no nariz com toques de levedura. Um amargor final me incomodou e prejudicou o conjunto. Esperava mais e, apesar de alguns poderem gostar, acho que num evento pode dificultar pela diversidade de palatos. Não encantou.
Stravaganza Brut – surpreendente! Foi o quinto vinho na minha prova e um pulo de qualidade enorme. Ás cegas acho que vai balançar muito degustador experiente e, em minha opinião, bem mais interessante que seu irmão mais velho, o Don Giovanni. Paleta olfativa complexa em que sobressai um brioche com algum cítrico, boa mousse, perlage finíssima e abundante de boa persistência. Bom volume de boca, muito equilibrado e sedutor mostrando a mesma complexidade do nariz no palato, um espumante mais sério e marcante com uma personalidade muito própria e bem cremoso. Não sei se seria um espumante que eu colocaria numa festa, mas certamente seria um que eu compraria para compartilhar com os amigos, é surpreendente e mexe com os sentidos. Belo espumante que vou querer rever mais vezes, o melhor deste painel!
Alto Valle Prosecco – Palha claro, muito suave, algo ralo com um residual de açúcar mais alto que a maioria dos espumantes deste tipo. Deixa um retrogosto doce e algo enjoativo faltando-lhe acidez, todavia pode fazer a cabeça daqueles menos chegados que gostam dos vinhos mais “docinhos” e possui um preço bem competitivo que pode ser preponderante na escolha.
Salute e kanimambo.



Olá João,
Estive pesquisando sobre espumantes e proseccos para servir no meu casamento e seu site me ajudou muito!!
Você acha que o Cave Geisse Brut é uma boa opção para ser servida durante a festa (inclusive jantar)? Ou o Nature é uma opção mais adequada?
Abraços,
Ana Paula
Ana, os dois são muito bons e poderão certamente acompanhar a festa toda inclusive comida. Eu, por uma questão de gosto pessoal, tenho uma inclinação pelo Nature que, inclusive, coloquei no portfolio da loja. O que escolher estará bem, muito bem.
João Filipe,
Gostaria muito de uma sugestão para um espumante com um bom custo benefício para servir no meu casamento. Precisa harmonizar com o jantar e a sobremesa, isto é, servir bem a festa toda. Estou em dúvida entre o Salton Reserva Ouro e o Gran Legado Brut método charmat…
E aí o que me recomendaria???
Obrigada,
Fernanda
Olá Fernanda, entre esses dois sou mais o Salton Reserva Ouro, o Gran Legado não me conveceu. Que tal o Fausto?
Olá João!
Minha recepção de casamento será para 250 pessoas e será servido coquetel com prato quente(massa), cerveja, uisque e refri. Estou pensando no courmayeur prosseco ou grand legado charmat. qual te agrada mais? ou sugere outro nesta faixa de preço?
grata
Olá Luciana, como disse ao Leandro ontem que veio com a mesma pergunta (São noivos?), O Gran Legado não encantou, veja meu painel de Espumantes de Preço Módico, e o Courmayeur não conheço então não tem muito como te ajudar a sair desse dilema. Ou escolha outro, tenho um monte de sugestões nos diversos posts publicados sobre o tema, ou prove os dois e escolha o que lhe for mais prazeroso.
Obrigado João pela dica!
Acho que não irei comprá-lo mais.
Mais uma pergunta… E o prossecco Duca Del Poggio, vc conhece?
Obrigado mais uma vez
Olá João!
Vou fazer uma festa de casamento com jantar e entre as opções de espumante que degustei e pelos valores estou na dúvida entre dois: o Conde de Foucalt Brut e o Alto Vale Brut.
Você sabe me dizer qual é o melhor? ou qual você acha que teria uma aceitação melhor na festa levando em consideração que algumas pessoas entendem de vinhos?
Experimentei também (e gostei) o Arte Casa Valduga Brut, mas esse já ficaria um pouco mais caro, aí não sei se valeria a pena, o que acha, faz muita diferença na qualidade?
Muito obrigada desde já e gostei muito do seu blog!!
renata, anos luz entre o Valduga Arte Brut e os outros dois, mas quando se tem orçamento faz-se o que se pode não o que se quer, certo? felicidades
Olá João, muito obrigada pela resposta. Realmente tenho que pensar bem sobre o meu orçamento. Em relação ao Conde de Foucalt e o Alto Vale você tem uma preferência?
Obrigada novamente!
Conde
João,
quando diz que o Salton não te convenceu… por qual motivo?
Por falar nisso, provei um muito doce que seria de uva moscato ou moscatel? Qual o nome correto da uva? É verdade que ela é a mais doce que existe?
A que Salton vc se refere, ou melhor, em que post me referi a isso pois preciso me lembrar do rótulos, existem vários. Agora, se for Moscatel, o problema´que senti no vinho é a falta de acidez criando um desbalanço com a doçura tornando-o algo enjoativo. Há quem goste, porém não fez a minha cabeça.
João, me caso esse ano e entre os espumantes Casa Valduga Arte Brut, Marco Luigi Reserva Brut e Stravaganzza Brut, qual vc indica?
Abraços
Para esse tipo de evento Bárbara, acho que un dos dois primeiros, mas sugiro comprar uma de cada e provar antes de definir. Abs